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terça-feira, 3 de novembro de 2015 Política | 15:16

No Rio, Lindbergh apontará violência do Estado em reunião da CPI sobre assassinato de jovens

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Lindbergh Farias (Foto: José Cruz/ABr)

Lindbergh Farias (Foto: José Cruz/ABr)

O senador Lindbergh Farias, relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado, que investiga o assassinato de jovens no país, focará na violência policial, na reunião da comissão marcada para a próxima sexta-feira (6), no Auditório da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio de Janeiro (OAB-RJ), no Centro da capital fluminense.

Estão convidados para a reunião especialistas em segurança pública dos mais críticos à política implementada no Estado.

Devem falar na reunião representantes da Anistia Internacional, Via Rio, Observatório de Favelas e Grupo Mães de Acari.

Estarão presentes também o sociólogo Michel Misse, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Ignacio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); o delegado Orlando Zaccone; Robert Mugah, especializado em segurança e desenvolvimento e diretor de pesquisas do Instituto Igarapé.

Além deles, foram convidados representantes da Secretaria Estadual de Segurança Pública, Juizado da Criança e do Adolescente, Polícia Militar e Polícia Civil e Defensoria Pública e o coronel Íbis Silva Pereira, que já foi comandante da PM do Rio no ano passado.

A CPI, presidida pela senadora Lídice da Mata (PSB-BA), analisa números do relatório da Anistia Internacional, divulgado em agosto deste ano, que aponta mais de 56 mil vítimas de homicídios em 2012 no Brasil. Dessas, cerca de 30 mil eram jovens de 14 e 29 anos e 77% de negros. O Estado do Rio de Janeiro aparece em 11º lugar no ranking nacional, com 323 jovens mortos, uma taxa de 62,5 mortes para cada 100 mil adolescentes. esses números não incluem os “desaparecimentos”.

“E a própria abordagem policial é racista. Temos a polícia que mais mata e também a que mais morre; não pode ser assim.  Aproximadamente seis pessoas são mortas diariamente pelas polícias, e cerca de 490 policiais foram assassinados no país, apenas em 2013”,apontou o senador

 

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