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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015 Brasil, Partidos, Política | 16:31

Picciani conta com exoneração de secretários do Rio para recobrar posto de líder na Câmara

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Destituído do comando da bancada do PMDB na Câmara, nesta quarta-feira(9), o deputado Leonardo Picciani (RJ), espera a exoneração de dois secretários do governo e da prefeitura do Rio de Janeiro para recobrar seu posto.

Em uma jogada ensaiada com o Palácio do Planalto, com o governador Luiz Fernando Pezão, e com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, Picciani, que é hoje o principal aliado do governo, aguarda que a saída dos secretários de Coordenação do governo, Pedro Paulo, e de Esporte Lazer e Juventude, Marco Antônio Cabral, que é filho do ex-governador Sérgio Cabral.

Os dois foram eleitos deputados federais, no entanto estão licenciados devido a função no Executivo fluminense e da capital. Com a exoneração, eles recobram suas vagas na Câmara.

Embora negue, Picciani, esteve no início da tarde no Planalto para alinhavar a costura. Ao dar entrevista coletiva nesta tarde, ele evitou dar detalhes da operação, no entanto, insinuou que a composição da bancada peemedebista na Câmara “pode mudar a qualquer momento”.

“Está reaberta a temporada de listas”, insinuou o líder destituído por 34 assinaturas dos 66 deputados do PMDB. O restante dos deputados já assinaram apoio a Picciani, que pretende reverter a situação com a assinatura dos dois peemedebistas do Rio.

“O PMDB tinha encerrado a prática de feitura de lista e esta prática foi reativada. Pode ser que outras listas surjam”, disse Picciani.

Além da recondução do líder, a exoneração dos secretários atenderá ao desejo do Planalto de ter como aliados a maior parte da bancada do PMDB, para garantir, de imediato, votos a mais contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A ida dos secretários para a Câmara também serve ao PMDB comandado pelo pai de Leonardo Picciani, jorge Picciani, aliado de Pezão e Cabral, na retomada do controle do partido no Rio de Janeiro.

Picciani (RJ) passou a ser nos últimos meses a alternativa de diálogo do Planalto com o partido aliado,principalmente diante dos achaques conduzidos pelo presidente da Câmara. Ele havia chegado ao posto pelas mãos de Cunha. No entanto, seu recente alinhamento com o Planalto fez com que aliados do presidente da Câmara, mais precisamente, integrantes do bloco rebelde do PMDB, passassem a trabalhar para tirá-lo do cargo.

A gota d`água para sua saída do posto foi a indicação feita na reforma ministerial do ministro da Saúde, Marcelo Castro, e da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera.

 

 

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