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quinta-feira, 29 de outubro de 2015 Partidos, Política | 12:53

Lula admite mudança de discurso de Dilma após a eleição

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O ex-presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

O ex-presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

O ex-presidente, que nos bastidores tem orientado a presidente Dilma contra o aperto na economia, admitiu, durante a reunião do Diretório Nacional do PT, que a presidente teve que adotar uma prática na condução da economia após as eleições, diferente do que ela pregou durante a campanha.

“Nós tivemos problemas políticos sérios, que nós temos que encarar. Todo mundo sabe que nós temos. Depois que nós ganhamos a eleição mais difícil que nós participamos, uma eleição muito difícil, inclusive, pela agressividade da campanha contra nossa presidenta Dilma Rousseff, nós tivemos que mudar o nosso discurso e fazer aquilo que a gente dizia que não ia fazer. Este é um fato. Este é um fato conhecido de 204 milhões de habitantes e conhecido da nossa presidente Dilma Rousseff”, disse Lula.

O ex-presidente ainda defendeu que passa pela melhoria das condições da economia a solução para a crise de imagem do partido e do próprio governo. “A única condição para começar a recuperar o prestígio é recuperar a economia”, disse o ex-presidente. “Acontece que nem sempre quando a gente está no governo a gente consegue executar as coisas como  a gente pensa que tem que ser”, ponderou Lula que pediu empenho da bancada para aprovar as medidas do pacote.

“Qual é a prioridade zero do nosso partido no Congresso Nacional hoje? É a gente criar condições para aprovar as medidas que a presidenta Dilma mandou para o Congresso Nacional para que ela encerre definitivamente essa ideia do ajuste, para que a gente possa ver a economia voltar a crescer”, disse Lula. “Sem a conclusão desse ajuste, ficamos numa confusão política muito grande”.

 

 

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Partidos, Política | 11:34

Lula enquadra Lindbergh por críticas a Levy

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Lindbergh Farias é enquadrado durante reunião do diretório do PT devido às c´riticas ao pacote fiscal.

Lindbergh Farias é enquadrado por Lula, durante reunião do diretório do PT devido às críticas ao pacote fiscal.

Ao discursar durante a reunião do Diretório Nacional do PT, nesta quinta-feira (29), em Brasília, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tratou de enquadrar o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), que liderou no Senado o grupo dos chamados “independentes”.

Este grupo de senadores se posicionou contra o ajuste fiscal e contra a condução da política econômica desempenhada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

“Temos um problema, Lindbergh, um problema chamado confiança”, disse Lula se dirigindo ao senador, que preside a Comissão e Assuntos Econômicos  (CAE), do Senado.

“Fico vendo os companheiros gritar ‘fora Levy’ com a mesma facilidade que se gritava fora FMI”, protestou Lula.

“Tem que mudar? Tem que mudar. Tem que votar a crescer? Tem que votar a crescer. Mas eu sei que a Dilma também quer mudar”, defendeu o ex-presidente sobre a questão econômica.

 

 

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segunda-feira, 26 de outubro de 2015 Congresso | 16:25

Cristovam defende suspensão de programa nuclear

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Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) quer suspensão de construção de usinas nucleares no Brasil

Senador Cristovam Buarque (PDT-DF) quer suspensão de construção de usinas nucleares no Brasil

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) – que desde a campanha de 2006 para a presidência da República, ficou conhecido nacionalmente pela defesa monotemática da Educação – adotará um discurso ambientalista na abertura do seminário sobre Energia Nuclear promovido pelo Senado, nesta semana.

Ele é autor de um projeto de lei que suspende por trinta anos a construção de novas usinas nucleares no Brasil.

O seminário é promovido pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senador e é aberto ao público.

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Congresso | 15:52

Deputados recorrem para suspender conceito de família só de homem e mulher

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Os deputados Jean Wyllys (PSOL-RJ) e Erika Kokay (PT-DF) apresentaram nesta segunda-feira (26) à Mesa Diretora da Câmara, dois recursos que suspendem a definição de família, aprovada há duas semanas pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa.  Os recursos são avalizados por assinaturas de 189 deputados e, na prática, suspende a decisão sobre o conceito de família formada exclusivamente por homem e mulher, definida pela comissão, em caráter terminativo, na Câmara.

A Câmara terá primeiro que apreciar os recursos, antes de encaminhar o Estatuto da Família para o Senado.

Para suspender o efeito conclusivo da tramitação do projeto, eram necessárias 51 assinaturas, o que corresponde a 10% do total de parlamentares. No recurso apresentado por Erika Kokay, constam 120 assinaturas. No documento de autoria de Jean Willys, há 69 adesões.

O conceito de Família, formado exclusivamente pela união de homem e mulher é uma pauta antiga da bancada religiosa na Câmara que quer impedir o avanço de direitos de gays no país. O projeto contraria decisões já tomadas no âmbito do Judiciário que reconhecem as famílias homoafetivas com os mesmos direitos das demais famílias.

Para virar lei, após a tramitação da Câmara, a proposta precisa ser ainda apreciada pelo Senado e sancionada pela presidente da República.

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quinta-feira, 22 de outubro de 2015 Brasil, Congresso, Governo, Partidos, Política | 14:28

Lotéricos pedem presença de Cunha no Planalto, mas ele evita aparecer ao lado de Dilma

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Eduardo Cunha (PMDB-RJ). (foto: Alan Sampaio iG/Brasília)

Eduardo Cunha (PMDB-RJ). (foto: Alan Sampaio iG/Brasília)

Ao serem recebidos pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em seu gabinete, nesta quinta-feira (22), representantes do lobby das casas lotéricas agradeceram o empenho de Cunha na aprovação da lei que regulamenta o setor.

Os lotéricos disseram que faziam questão da presença de Cunha na cerimônia de sanção da lei, marcada para esta tarde no Palácio do Planalto.

No entanto, Cunha optou por não comparecer ao evento, para o qual foi convidado oficialmente, como presidente da Câmara. Seria o primeiro encontro dele com Dilma após o bate-boca pela imprensa, sobre as denúncias da Operação Lava Jato.

 

 

 

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quarta-feira, 21 de outubro de 2015 Brasil, Congresso, Partidos, Política | 12:39

Em resposta ao “Natal sem Dilma”, líder do governo lança “Natal com CPMF”

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José Guimarães (Foto: Agência Câmara)

José Guimarães (Foto: Agência Câmara)

Em resposta ao slogan “Natal sem Dilma”, adotado pelos movimentos pró-impeachment, o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE) rebateu com outra frase, considerada infeliz por setores do PT: “Natal com CPMF, DRU e Orçamento”, disse Guimarães, referindo-se à criação e aumento de  impostos propostos pelo governo.

Membros do PT avaliam que Guimarães perdeu a oportunidade e que a resposta obvia aos movimentos que pedem a saída de Dilma seria, no mínimo “Natal sem Golpe”.

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Brasil, Congresso, Governo, Partidos, Política | 12:25

Aliados de Cunha garantem ter apoio de tucanos

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Apesar das cobranças por parte do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso por uma postura mais crítica do PSDB em relação ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), aliados do peemedebistas garantem ter o apoio dos tucanos para evitar que ele saia do cargo.

Cunha é hoje o principal denunciado por envolvimento nos casos de corrupção investigados pela Operação lava Jato e é alvo de uma representação feita ao Conselho de Ética da Câmara, por quebra de decoro parlamentar. A representação é encabeçada pela Rede e pelo PSOL.

Ao contabilizar possíveis votos contrários ao afastamento, um dos mais fieis escudeiros de Cunha avaliou que a única manifestação contra Cunha, por parte dos tucanos foi uma “nota de quatro linhas”. “Alguém tem dúvida de que os tucanos não estão conosco?”,questionou o aliado que pediu anonimato.

“Se não estivessem, estariam aí, com o PSOL e com a Rede, dando entrevista a todo momento no Salão Verde”, ponderou.

A primeira manifestação dos tucanos saiu do líder do partido na Câmara.Carlos Sampaio, que disse dar a Cunha o “benefício da dúvida”.

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quarta-feira, 14 de outubro de 2015 Governo | 17:52

Ao criticar AGU, Aécio contribui para reforçar Adams no cargo

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Luís Inácio Adams (Foto: ABr)

Luís Inácio Adams (Foto: ABr)

A estratégia de questionar a isenção do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, para julgar as contas do governo foi considerada desastrosa por muitos petistas, no entanto, a defesa da saída do ministro Luís Inácio Adams, advogado-geral da União, por parte do senador Aécio Neves (PSDB-MG) serviu para reforçá-lo ainda mais no cargo.

Adams, que é o decano dos ministros de Dilma, no cargo desde outubro de 2009, queria deixar o cargo tão logo terminasse o julgamento das contas de 2014, no TCU, partindo do pressuposto que o governo venceria a batalha.

A derrota por unanimidade, no entanto, fez com ele repensasse sua saída. Com isso, sua intenção é permanecer no cargo até que todas as ameaças de impeachment da presidente sejam dizimadas. Aécio reagiu, dizendo que ele se “descredenciou” para continuar a frente da AGU. Integrantes do governo, entretanto, rebatem dizendo que “só quem reclamou foi a oposição”.

 

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Brasil, Congresso, Governo, Partidos, Política | 17:25

Picciani descarta rompimento de bancada peemedebista com Dilma

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O líder do PMDB da Câmara, Eduardo Picciani (RJ), um dos principais interlocutores do partido com o governo, disse que não recebeu nenhum convite para o encontro do partido que tem sido organizado pela Fundação Ulysses Guimarães, instituto de estudos do PMDB.

Ele aposta que o encontro, que estava sendo previsto para o próximo dia 15 de novembro, não deve se realizar. Mesmo que ocorra, Picciani aponta que não há possibilidade de rompimento de sua bancada com o governo.

“Certamente, não será na Fundação Ulysses Guimarães, não será em um congresso, organizado pelo ex-governador Moreira Franco (RJ) (presidente da fundação), que o partido decidirá se fica ou não fica. Essa é uma tarefa da convenção do partido que a princípio, só está marcada para o ano que vem”, explicou o líder que aposta em tempos melhores para a presidente Dilma Rousseff no Congresso, após a decisão do STF que embargou as decisões, por parte do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, sobre os pedidos e impeachment.

“O momento agora é de calmaria. Temos que votar este clima de tranquilidade institucional e votar a agenda que o país precisa”, defendeu o líder. “O ambiente político de disputa atrapalha a agenda do país”, completou.

Picciani enfrenta a rebeldia de um terço da bancada que não gostou de suas negociações com o Planalto no âmbito da reforma ministerial, que ampliou o domínio do PMDB para sete pastas. O líder tem planos de suceder Eduardo Cunha no cargo e já chegou a negociar apoio do Planalto para uma futura disputa.

Em relação ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, Picciani diz que não há entre eles nenhum clima de disputa. “Temos uma relação partidária e pessoal positiva”.

Ele considerou, no entanto, que as denúncias contra Cunha configuram um tema “grave” e que devem ser tratadas sem açodamento.

 

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Congresso | 08:41

Cunha tira do ar programa premiado da TV Câmara

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O presidente de Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Foto: Alan Sampaio / iG Brasília

O presidente de Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Foto: Alan Sampaio / iG Brasília

O diretor-executivo da Secretaria de Comunicação da Câmara, Claudio Lessa, nomeado pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha, decidiu retirar do ar o programa Participação Popular, uma das principais atrações da TV Câmara.

A última edição foi ao ar na sexta-feira (9), para surpresa da equipe do programa que já conta com 300 edições e no ano passado ganhou o prêmio engenho de Comunicação na categoria Inovação. Não houve aviso da decisão, nem para a equipe nem para os telespectadores, que ao assistir o programa não sabiam que seria o último.
O apresentador Fabrício Rocha, que é servidor de carreira da Câmara, é filiado ao PSOL. Este é o motivo alegado nos bastidores.Lessa é também funcionário de carreira da Câmara e mantém um blog dirigido a críticas ao PT.
O PSOL encabeça o rol de partidos que pede a saída de Cunha da Presidência da Câmara, principalmente depois da divulgação de detalhes das movimentações das contas de seus parentes na Suíça, investigada pela Operação lava Jato. A representação entregue pelo PSOL e pela Rede ao Conselho de Ética da Câmara, nesta semana, conta com 48 assinatura.
De acordo com os últimos levantamentos da TV Câmara, o programa está entre os três com maior audiência da TV Câmara, ao lado de Brasil Caipira e Câmara Ligada.
O programa é o que tem a linha mais popular da grade já que o público participa com perguntas e comentários a partir de links espalhados por Brasília ou em outras capitais. O formato ainda permite participações por e-mail, pelo telefone gratuito da Câmara e pelas redes sociais por meio do twitter ou facebook. No estúdio, dois convidados participam dos debates e um deputado é ouvido pelo telefone.
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