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segunda-feira, 11 de maio de 2015 Congresso | 19:44

‘Janot está forçando a barra’, diz Eduardo Cunha

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), rebateu as declarações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de que as investigações da Operação Lava Jato seriam “absolutamente impessoais”.

De acordo com Cunha, a impessoalidade adotada em relação a outros citados nas delações premiadas – em especial o líder do governo no Senado, Delcídio Amaral (PT-MS) – não foi aplicada em seu caso. “O que está havendo aqui é o procurador forçando a barra e, mesmo que eu fosse o autor e tivesse assinado o requerimento, não teria nada a ver com o processo investigatório”, afirma o peemedebista.

“O que ele fez foi criar um constrangimento para mim e para o Poder Legislativo. Foi uma afronta à Câmara dos Deputados”, critica Cunha, “ele escolheu a mim para investigar e não adianta ele, com a palavra, dizer que o Ministério Público é impessoal”.

Cunha desconversou, no entanto, ao comentar a proposta que impediria a recondução do procurador-geral da República a seu cargo: “Propostas assim tem 200 na Casa, cada um que apresente a sua e vote”.

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Congresso | 09:00

Cansado de tanta crítica, Levy dá apelido a Rogério Rosso

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Ex-governador do DF, Rogério Rosso (PSD-DF)

O líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (PSD-DF)

As constantes críticas e demandas por políticas econômicas de valorização das exportações fizeram com que o líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (DF), recebesse um apelido do ministro da Fazenda, Joaquim Levy.

Agora, sempre que se encontram, Levy se refere ao ex-governador do Distrito Federal como “mister produtividade”. Rosso garante que não levou a alfinetada a mal e diz que até tem gostado do estilo de atuação do ministro.

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Congresso | 06:00

‘Greve não se resolve com intimidação e violência’, diz Fátima Bezerra sobre Beto Richa

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Na terça-feira, parlamentares do PT e do PCdoB pretendem aprovar na Câmara e no Senado moções de repúdio à violência cometida por policiais militares do Paraná contra professores do estado, em manifestação realizada no dia 29 de abril.

O conflito, que feriu mais de 200 professores, levou ao afastamento dos secretários de Educação, Fernando Xavier Ferreira, e de Segurança Pública, Fernando Francischini (SDD), que retornará ao cargo de deputado federal.

“Eu aprendi que greve se resolve com diálogo, não com arbitrariedade, intimidação e violência”, diz a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), que também é professora. “Não é pelo fato de eu ser do PT que apresentei essa moção. Apresentei porque entendo que, em situações como essa, de repressão, de tratar a luta social como caso de polícia, a gente não deve se omitir de maneira nenhuma e deve se posicionar”, completa.

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domingo, 10 de maio de 2015 Congresso | 06:00

‘Ninguém vai calar minha boca com besteirinha de feminismo’, diz Alberto Fraga

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Mesmo após a repercussão negativa de suas declarações à líder do PCdoB na Câmara, Jandira Feghali (RJ), o presidente do DEM no Distrito Federal, Alberto Fraga, nega ter arrependimentos. Na última quarta-feira, o deputado afirmou no plenário da Casa que “mulher que bate como homem tem de apanhar como homem“.

Presidente do DEM no Distrito Federal, Alberto Fraga. (Foto: Divulgação)

Presidente do DEM no Distrito Federal, Alberto Fraga. (Foto: Divulgação)

“Posso pedir desculpas a todas as mulheres do Brasil, se entenderam a minha frase errado, mas para a deputada Jandira Feghali não. Se eu tivesse que fazer, faria tudo de novo, sem nenhum problema”, diz Fraga, ao Poder Online. Eleito como o deputado federal mais bem votado do Distrito Federal, o presidente da bancada da bala na Câmara diz ainda que tem recebido o apoio de todos os seus colegas, sem exceção.

Sobre as comparações com o episódio em que o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) disse à ex-ministra Maria do Rosário (PT-RS) que ela não merecia ser estuprada “porque é muito feia”, o coronel da Polícia Militar diz que as mulheres não podem se “vitimizar”. 

Confortável em dar as declarações no vídeo, o deputado, já longe da câmera, foi mais longe. Questionado se tinha algo a acrescentar, disparou: “Continuo e continuarei sendo o Fraga de quatro mandatos de deputado. Ninguém vai calar a minha boca com besteirinha de feminismo não”. Clique aqui para ouvir.

Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

O senhor tem sido muito criticado após dizer à deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) que mulher que “bate como homem, tem que apanhar como homem também”. Queria a sua versão sobre os fatos.
O que eu penso é o seguinte: a deputada Jandira Feghali, conhecida por todos os colegas como uma pessoa arrogante, que vai pra cima das pessoas, que não é o primeiro embate nesse nível que existe dentro do Plenário. Ela xinga e não quer ser xingada. Ela agride e não quer ser agredida. Ela provoca e não quer ser provocada. Diante daquele quadro que todo mundo presenciou e que o PT e a esquerda não esperavam, com as galerias jogando notas de dólares falsas, eu acho que ela – envergonhada com o voto que ela deu contra os trabalhadores – buscou uma uma situação para se vitimizar. Andando no Plenário hoje, não teve sequer um deputado, nenhum, que condenou a minha atitude.

E por que o senhor se envolveu nessa história?
O problema não foi comigo, o problema começou com o Roberto Freire (PPS-SP) e o Orlando Silva (PCdoB-SP). No momento em que o Freire toca nas costas do Orlando Silva, ela sai do lugar dela, entra no meio dos dois e bota o dedo na cara do parlamentar e disse umas palavras que não cabe a mim repetir. Até mesmo porque, quem tem que falar, é o Roberto Freire. E, imediatamente, o Roberto Freire tirou os dedos da cara dele, ela correu ao microfone e já começou a se vitimizar.

Mas ele chegou a segurar a mão dela.
Ele segurou porque ela estava com dedo na cara dele. Isso é correto? Nem com ela era a discussão. Porque ela tinha que botar o dedo lá? Se você pegar uma faca e vier pra cima de mim eu tenho que aceitar porque você é mulher e pedir o que? Eu imediatamente, vendo aquela situação, no momento do encaminhamento era a minha vez e eu pronunciei as palavras que eu repito e reafirmo. Não há diferença entre homens e mulheres na política. A única diferença que existe entre homem e mulher é quando a gente vai falar no capítulo força física. Eu disse então o seguinte, quando ela reclamou, ‘se, na política, a mulher bate como homem, ela tem que apanhar como homem’. E esse bate de debate político, não fisicamente. Agora, isso dava o direito de ela me chamar de fascista? De matador? Dizer que eu faço apologia à agressão das mulheres? Eu entrei com uma ação contra ela e o deputado Glauber Braga (PSB-RJ), no Conselho de Ética, por difamação, calúnia e injúria. Agora, contra o que ela entrou contra mim eu não sei, porque eu não cometi nenhum crime.

Ela anunciou que vai entrar com ações tanto no Conselho de Ética como no Supremo Tribunal Federal.
Eu também vou pro STF, eu também. Mas eu quero saber qual foi o crime que eu cometi.

Em sua defesa, o senhor disse que não bate em mulher e que inclusive convive bem com muitas delas. Sua mãe, esposa, filhas. Como resposta, muitas mulheres disseram que isso nunca impediu nenhum agressor…
Eu não tenho nem o que falar sobre isso. É de uma idiotice tão grande colocar uma questão dessas. Na minha vida pública, não existe absolutamente nenhum episódio que conste qualquer tipo de agressão ou ataques a mulheres. É falta de não ter o que falar. Nada. Tenho 33 anos de casado, tenho filha, recebi um relato de uma ex-presidente do Democratas Mulher em minha defesa.

O senhor mesmo afirmou que há uma diferença física entre homens e mulheres e que o deputado Roberto Freire segurou o braço da deputada Jandira Feghali. Isso não é extrapolar o limite da agressão física?
Eu não posso, de forma alguma, julgar o comportamento do Roberto Freire. Eu sei que ele é um cara muito combativo, mas jamais o vi praticar qualquer ato de truculência. Ele apenas tirou o dedo da cara dele e mostrou que é muito moderado quando subiu à Tribuna e pediu desculpas a ela. Eu não peço desculpas a ela. Posso pedir desculpas a todas as mulheres do Brasil, se entenderam a minha frase errado, mas para à deputada Jandira Feghali não. Se eu tivesse que fazer, faria tudo de novo, sem nenhum problema.

Esse episódio tem sido comparado com a discussão entre o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) e a deputada Maria do Rosário (PT-RS) (leia mais). O que o senhor acha disso?
O que não pode ter é a vitimização. A mulher tem todo o direito de lutar por sua igualdade, já tem seu espaço na política, mas não pode, escudada nos movimentos feministas, achar que se você agredir seu oponente injustamente ele não tenha que responder.

Mudando um pouco de assunto, queria que o senhor falasse um pouco sobre a atuação da bancada da bala, sob o seu comando, nos últimos meses.
Para todos os projetos que pedimos prioridade, o presidente da Casa, Eduardo Cunha, com muita sensibilidade, tem nos ajudado. Seja para aumentar a pena de quem usa os menores para praticar crimes, agravando a pena de pichadores, desengavetando a questão da maioridade penal, permitindo o debate sobre a questão do desarmamento. Todas essas são questões de nível nacional, mas que viraram tabus criados pelos partidos de esquerda. Essa turma do quanto pior, melhor. O PT sobrevive e sobreviveu do caos.

Falando em partidos, qual é sua posição com relação à fusão do DEM ao PTB?
Ah, eu sou contra. Não, perdão. Eu sou favorável desde que o partido em que a gente vai se fundir venha para a mesma posição do Democratas, que é a oposição. Eu não vou jogar minha história de vida pública fora. Não tem a menor hipótese de eu fazer parte da base do governo do PT. O (Ronaldo) Caiado não quer de jeito nenhum, eu não sou tão radical assim. Eu acho que o Democratas, com o tamanho que tá e o tamanho que já teve, não tem condições de continuar assim. Isso é ruim e dificulta. Você acabou de presenciar eu mendigando uma vaga num conselho. Aqui está assim, você não consegue as coisas por causa do tamanho do partido.

No Distrito Federal, os dois partidos têm uma relação relativamente boa, não é? O ex-senador Gim Argello (PTB-DF) estava com vocês nas últimas eleições.
Exatamente, não tem nenhum problema. O problema todo fica a nível nacional, porque o PTB tem uma posição de governo, embora os mentores dessa fusão já tenham dito que não são governistas. Na última reunião, eu votei a favor da continuidade da discussão. Não votei a favor da fusão, até mesmo porque na última reunião do Diretório Nacional a discussão era sobre continuar conversando. Dizer radicalmente que a gente não quer fusão de forma alguma, acho que não é por aí.

Quem são esses mentores?
A Cristiane (Brasil), o Benito Gama. Tanto é que esta semana eles votaram contra o governo, na questão da MP 665. E, lamentavelmente, de maneira triste, oito deputados nossos votaram com o governo. Causou um problema sério dentro da bancada. Depois da votação, os oito deputados se sentaram separados e acho que sentiram que a bancada não gostou dessa decisão e isso vai ter consequências. Eu acho que o Conselho de Ética deve se pronunciar e se manifestar. Acho que já houve uma provocação, que seria pelo Onyx (Lorenzoni), que é o nosso secretário-geral.

Nacionalmente, um dos maiores entraves seria o ministro Armando Monteiro (PTB-PE), que está à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio?
Não, não acredito que seja ele não. Pelo que eu conheço do Armando, acho que ele até saíria (do ministério) para não ter problema. O problema eu acho que está no Jovair Arantes (PTB-GO). Sabemos que ele tem uma forte relação com o governo e já disse claramente que, se sair, não sai da base do governo e, se fizerem uma fusão, ele sai e leva 20 deputados. É o que ele diz. Já os outros dizem que não é assim não.

Tem mais alguma coisa que o senhor acha importante?
Não. De resto, continuo e continuarei sendo o Fraga de quatro mandatos de deputado. Ninguém vai calar a minha boca com besteirinha de feminismo não.

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sexta-feira, 8 de maio de 2015 Congresso | 09:00

‘O Supremo tem a obrigação de botar em pauta’, diz Jandira Feghali sobre financiamento de campanha

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Deputados que defendem o fim do financiamento privado das campanhas eleitorais prometem elevar a pressão para que o tema volte o quanto antes à pauta do Supremo. A análise do tema foi interrompida há mais de um ano por um pedido de vistas do ministro Gilmar Mendes. Os parlamentares querem pedir que o assunto seja analisado antes da votação prevista para o texto da reforma política, esperada para o fim deste mês.

Leia também: Bancada feminina tenta acordo com relator da reforma política

De acordo com a líder do PCdoB na Câmara, Jandira Feghali (RJ), “o Supremo tem a obrigação de botar em pauta um voto que está há um ano com o ministro Gilmar Mendes engavetando (…) antes que outros acordos sejam construídos ou antes que a própria Câmara tente constitucionalizar”.

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quarta-feira, 6 de maio de 2015 Congresso | 20:14

Bancada feminina tenta acordo com relator da reforma política

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Adesivo elaborado pela bancada feminina.

Adesivo elaborado pela bancada feminina.

Diante da promessa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de votar a reforma política no dia 26 de maio, a bancada feminina busca um acordo com o relator da proposta, Marcelo Castro (PMDB-PI), para aumentar a quantidade de mulheres eleitas.

Hoje à noite, as deputadas levarão a Castro a reivindicação de que pelo menos 30% das cadeiras sejam reservadas para a participação feminina. Inicialmente, a maior parte do movimento de mulheres pleiteava a paridade de gênero, o que representaria 50% das vagas.

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Congresso | 19:09

Ala petista faz campanha contra ajuste fiscal

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Imagem usada pela corrente petista, na campanha contra o ajuste fiscal.

Imagem usada pela corrente petista, na campanha contra o ajuste fiscal.

A tendência petista Articulação de Esquerda, corrente considerada à esquerda do partido, iniciou uma mobilização virtual para que os deputados do PT votem contra as Medidas Provisórias 664 e 665, defendidas pelo governo federal.

Em seu site Página 13, a corrente pede que militantes disparem mensagens à bancada do partido, apelando para ideais históricos e a proximidade da sigla com o movimento sindical. “O PT defende que o ajuste seja pago pelos ricos, não pela classe trabalhadora”, diz a sugestão de texto, que compara ainda o pacote de ajuste fiscal a pautas conservadoras como a redução da maioridade penal.

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terça-feira, 5 de maio de 2015 Estados | 16:03

Unidade móvel para a comunidade LGBT será inaugurada em SP ainda este mês

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Prefeito Fernando Haddad inaugura Centro de Cidadania LGBT Paulo Pinto/Fotos Públicas

Prefeito Fernando Haddad inaugura Centro de Cidadania LGBT
Paulo Pinto/Fotos Públicas

Em tempos de desgaste do PT na capital paulista, a prefeitura decidiu cumprir algumas promessas de campanha feitas à comunidade LGBT. O prefeito Fernando Haddad deve inaugurar ainda este mês uma unidade móvel que vai circular por regiões como a Rua Augusta e o Largo do Aurouche.

O veículo servirá de base para a realização de campanhas educativas e para a prestação de serviços como testes para doenças sexualmente transmissíveis, além do acolhimento para vítimas de violência contra gays, lésbicas e pessoas trans.

Em março, Haddad já inaugurou um Centro de Referência LGBT, também situado no Largo do Arouche.

Leia também: ‘Sociedade está organizada contra a homofobia’, diz Haddad

 

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quinta-feira, 30 de abril de 2015 Governo | 13:11

‘Crise mais difícil de gerenciar foi a do Zé Gotinha’, diz Ministro da Saúde

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Em meio a uma entrevista coletiva para anunciar a nova campanha de vacinação contra a gripe do governo federal, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, aproveitou para homenagear o funcionário que há anos veste a fantasia do personagem Zé Gotinha, em ações do ministério.

Bem-humorado, Chioro lembrou um episódio em que outra organização contratou um funcionário para se fantasiar como o personagem, criando uma “crise de identidade”.

“A crise mais difícil que eu tive de gerenciar desde que eu vim aqui, mais do que o Labogen, foi a crise dos dois Zé Gotinhas”, disse o ministro.

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terça-feira, 28 de abril de 2015 Congresso | 07:00

‘É factoide’, diz petista sobre tentativa do PSDB de expulsar cubanos do Mais Médicos

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O deputado federal e idealizador do programa Mais Médicos Odorico Monteiro (PT-CE) reagiu diante da tentativa dos senadores tucanos Cássio Cunha Lima (PB) e Aloysio Nunes (SP) de cancelarem o convênio que permitiu a vinda de cerca de 11,4 mil médicos cubanos para trabalharem no Brasil, por meio do programa do governo federal.

“O programa Mais Médicos hoje é uma realidade, 90% da população brasileira aprovam esses médicos. Os médicos brasileiros que estavam resistindo hoje já percebem que há a perfeita integração entre os médicos cubanos e os médicos brasileiros”, afirmou Monteiro. “Não tem praticamente uma queixa nos conselhos regionais de medicina sobre qualquer tipo de prática desses médicos. Então, isso se trata de uma perseguição política, de criar um factoide político aqui no Congresso, pra fazer oposição”, completou.

Caso aprovado, o projeto de decreto legislativo 33/2015 invalidará o termo de cooperação firmado entre o governo brasileiro e a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), levando à expulsão dos médicos cubanos do programa. O projeto está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado.

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