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terça-feira, 5 de agosto de 2014 Governo | 07:30

Afetados por Belo Monte receberão Dilma com faixa de ‘exterminadora do futuro’

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Dilma Rousseff (foto: Alan Sampaio)

Dilma Rousseff (foto: Alan Sampaio)

Na visita que fará hoje às obras da usina de Belo Monte, no Pará, a presidente Dilma Rousseff deve se deparar com uma faixa preparado pelos integrantes do movimento Xingu Vivo, que reúne lideranças de comunidades tradicionais, indígenas e ambientalistas contrários à instalação da usina no rio Xingu. Na faixa, que será fixada na cerca do aeroporto de Altamira, virá a inscrição “Dilma, exterminadora do futuro”.

Em tese, a visita de Dilma faz parte da agenda oficial do Planalto. Mas a campanha petista pensou o evento para gravar imagens para o programa eleitoral.

Estudantes de geografia da Universidade Federal do Pará, em Altamira, também já se organizaram para ir para porta da usina, em protesto contra a construção de hidrelétricas que prejudiquem comunidades indígenas.

Desde 2011, Organização dos Estados Americanos (OEA) pede a suspensão da construção da usina, e alega que o governo não ouviu adequadamente as populações afetadas pelo empreendimento. O governo trata a obra como prioridade da pauta de geração de energia.

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quinta-feira, 22 de novembro de 2012 Brasil | 06:30

Colonos cobram compromisso de Cardozo

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O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo ficou surpreso ao ser informado que posseiros retirados pelo Incra e Funai da reserva Apyterewa, dos índios paracanãs, estão sendo obrigados a deixar as terras sem receber indenização prometida pelo governo. A área fica na região Oeste do Pará, entre São Felix do Xingu e Altamira,

A reserva, que tinha 261 mil hectares, foi ampliada para 773 mil hectares e está sendo devolvida a 165 índios. Na área incorporada estavam assentadas cerca de duas mil famílias de posseiros.

No ano passado, em duas ocasiões, Cardozo garantiu que os colonos que tivessem benfeitorias e plantações seriam indenizados. Ele chegou a assinar um documento, que o grupo fez questão de levar à audiência e projetar num telão. A imagem destacava a assinatura do ministro.

Um dos colonos, que deixou para trás uma plantação de cacau, contou ao ministro que os técnicos enviados à área avaliaram em R$ 4,73 o pé da planta, quando o valor de mercado, estipulado por órgãos do próprio governo é de R$ 73,00.

Diante da saia justa, Cardozo reafirmou que honrará o compromisso. A região já foi palco de conflito: em dezembro de 2001, três colonos foram mortos pelos índios.

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