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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014 Congresso | 10:30

Corregedoria da Câmara espera enxurrada de denúncias da Lava Jato

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O corregedor da Câmara dos Deputados, Átila Lins (PSD-AM). Foto: Agência Câmara

O corregedor da Câmara dos Deputados, Átila Lins (PSD-AM). Foto: Agência Câmara

No clima das investigações da operação Lava Jato da Polícia Federal, a Corregedoria da Câmara dos Deputados já está se preparando para um ritmo agitado na próxima legislatura.

A avaliação é de que as denúncias apresentadas nas delações premiadas muito em breve resultarão em novos pedidos de representação contra parlamentares, o que demandará um esforço extra da equipe.

Diante disso, a Corregedoria pretende zerar o mais rápido possível a pauta de processos apresentados até o momento, para começar a nova legislatura pronta para se debruçar nos novos casos.

Leia também: Corregedoria da Câmara já recebeu cinco denúncias contra Bolsonaro

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sexta-feira, 28 de novembro de 2014 Congresso | 10:30

Corregedoria da Câmara já recebeu cinco denúncias contra Bolsonaro

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Jair Bolsonaro (Foto: Renato Araújo/ABr)

Jair Bolsonaro (Foto: Renato Araújo/ABr)

Desde sua criação, em março de 2013, a Corregedoria da Câmara já recebeu cinco pedidos de representação por quebra de decoro contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Todas foram arquivadas pela Mesa Diretora da Câmara sob o argumento da “imunidade material”, que garante livre expressão aos parlamentares.

Entre os casos mais recentes está o da jornalista Manuela Borges, da Rede TV, a quem Bolsonaro chamou de idiota após ser questionado sobre o golpe militar. “Você é uma analfabeta! Não atrapalhe seus colegas, você está censurada!”, disse na época o deputado, visivelmente exaltado.

Boa parte das denúncias, entretanto, não chega a passar pela Corregedoria. É o caso do pedido de representação encaminhado na última semana pela deputada federal Érika Kokay (PT-DF). O documento foi arquivado pelo presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), antes mesmo de ser analisado pela Corregedoria.

Outro exemplo ocorre quando as representações são encaminhadas pelos partidos diretamente ao Conselho de Ética. Foi o que fez o PSOL, no ano passado, quando afirmou que Bolsonaro teria agredido fisicamente o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) com um soco. Na época, a denúncia foi arquivada pois os conselheiros avaliaram que a agressão não podia ser comprovada pelas imagens apresentadas.

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quinta-feira, 27 de novembro de 2014 Congresso | 07:30

Presidente da Câmara arquiva representação de Érika Kokay contra Bolsonaro

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O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Foto: Agência Câmara

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Foto: Agência Câmara

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo alves (PMDB-RN), decidiu arquivar o pedido de representação apresentado na última semana pela deputada federal Érika Kokay (PT-DF) contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

No documento, Érika afirmava que Bolsonaro havia usado um “palavreado grosseiro, hostil e agressivo, com a clara intenção de ofender além do propósito de intimidar”. A petista critica especificamente o uso de expressões como “meu ouvido não é penico” e “devia matar mais”, usadas por Bolsonaro ao ouvir o relato da morte de um jovem goiano por policiais.

De acordo com Alves, os fatos narrados são “expressivos do legítimo embate político-partidário e ideológico” e não constituem falta de decoro parlamentar. Com o arquivamento, o processo não precisará passar pela Corregedoria, nem pelo Conselho de Ética.

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