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Posts com a Tag Crack

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014 Eleições | 12:00

Alckmin pede destaque a ações de combate ao crack

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O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pediu à equipe que dê atenção especial ao programa Recomeço, voltado à recuperação de usuários de drogas.

De olho na eleição deste ano, o plano é comparar o programa às iniciativas de combate ao crack do prefeito da capital, Fernando Haddad.

Alckmin  planeja exaltar especificamente as medidas que pretendem empregar os usuários em fase de recuperação. Dirá que seu programa, diferentemente do projeto petista, oferece uma porta de saída.

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sábado, 26 de janeiro de 2013 Brasil | 11:15

‘Crack, é Possível Vencer’ será ampliado a todos o municípios

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A presidente Dilma Rousseff pretende anunciar na próxima semana, durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos, em Brasília, uma extensão do programa de combate ao uso de crack.
Restrita no primeiro ano às capitais de 14 estados, a campanha ‘Crack, é Possível Vencer’ será colocada à disposição dos mais de 5 mil municípios brasileiros.

Leia também: Dilma quer um encontro de prefeitos para chamar de seu

A presidente avalia que os primeiros 12 meses do projeto foram bem sucedidos e já há base de controle e implantação desenhada e testada que garantem ampliar sua abrangência.

A ofensiva deve ser turbinada com um orçamento mais robusto. Criado em dezembro de 2011, sob três eixos de atuação (cuidado, autoridade e prevenção), o programa recebeu R$ 4 bilhões até dezembro passado.

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domingo, 8 de janeiro de 2012 Brasil | 10:15

Abramovay: “A intervenção na Cracolândia não pode ser policial”

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Cracolândia: ação policial ou de saúde pública? (Foto: AE)

O ex-secretário nacional de Justiça Pedro Abramovay defende que a intervenção na Cracolândia não pode ser policial. Para ele, O Plano de Ação Integrada Centro Legal executado em conjunto pela prefeitura e pelo estado de São Paulo, que começou na terça-feira, com a intenção de esvaziar a Cracolândia, não está “lidando, de fato, com política sobre drogas”.

– A intervenção na Cracolândia não pode ser policial porque o objetivo não é segurança pública, não é diminuir a violência. A intervenção na Cracolândia tem que ser uma combinação de saúde pública com intervenção social. E saúde pública e intervenção social não combinam com polícia. Porque a polícia intimida a ação – afirmou ele em conversa com o Poder Online.

Para Abramovay, que chegou a assumir a Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas no início de 2011, mas foi a primeira baixa do governo Dilma Rousseff, uma política sobre drogas só funcionará a partir do momento que se apresentar como resultados a redução de consumo, a melhoria da condição de saúde das pessoas e a diminuição da violência.

Poder Online – Começou na terça-feira uma operação da Polícia Militar na Cracolândia, na região central de São Paulo, em busca de traficantes. Como vê a ação?

Pedro Abramovay – Tem uma grande questão por trás disso, que é a imprensa, incentivada pelos atores da ação, usar o termo ocupação da Cracolândia. Esse termo tenta relacionar o que está acontecendo em São Paulo com o que acontece no Rio de Janeiro. É como se a intervenção fosse a UPP [Unidade de Polícia Pacificadora] de São Paulo. E o que está acontecendo na Cracolândia é oposto do que está acontecendo no Rio de Janeiro. É muito diferente, parte de lógicas diferentes. E as razões que fizeram as UPPs darem certo no Rio de Janeiro não estão presentes no caso da Cracolândia.

Poder Online – Quais são essas razões?

Pedro Abramovay – No Rio de Janeiro, era um problema de segurança pública, de violência e de falta de liberdade, de domínio militar de regiões da cidade. Tem relação com as drogas? Tem porque esse domínio era feito pelo tráfico de drogas. Mas o objetivo da intervenção era diminuir a violência e devolver aquele espaço territorial para as comunidades. O grande motivo de êxito da intervenção no Rio é justamente quando a Secretaria de Segurança diz que não vai erradicar o tráfico de drogas. Porque a polícia não consegue erradicar o tráfico de drogas, nunca conseguiu em nenhum lugar do mundo e não vai conseguir no Rio, nem na Cracolândia. Quando a polícia admite que não está ali para erradicar o tráfico de drogas, mas sim para diminuir a violência, ela funciona muito. E a polícia entrou e teve resultados bastante satisfatórios no Rio de Janeiro.

Poder Online – Na Cracolândia, os policiais foram orientados a não tolerar mais consumo público de droga.

Pedro Abramovay – Na Cracolândia, o problema central não é um problema de segurança pública. O problema central da Cracolândia é um problema de saúde pública agravado por um problema social. Quer dizer, o crack gera sem dúvida um problema de saúde pública, mas ele é muito mais perverso quando se encontra com os excluídos entre os excluídos, que é o que acontece na Cracolândia. A intervenção na Cracolândia não pode ser policial porque o objetivo não é segurança pública, não é diminuir a violência. A intervenção na Cracolândia tem que ser uma combinação de saúde pública com intervenção social. E saúde pública e intervenção social não combinam com polícia. Porque a polícia intimida a ação.

Poder Online – O primeiro objetivo da ação é, segundo as medidas definidas pela prefeitura e pelo estado de São Paulo, prender os traficantes da região.

Pedro Abramovay – A ideia de que existe ali um traficante, que é uma figura completamente divorciada do usuário, não é verdade. O usuário de drogas, a pessoa que está ali na Cracolândia e tem que ser alvo de uma política de saúde, de uma política social, já vendeu droga em algum momento. Boa parte deles já vendeu uma pedra para comprar outra pedra. Se for separar e dizer que a polícia está ali para evitar o tráfico e vamos ter também uma ação social, não é possível abordar as pessoas com a polícia por perto porque elas tem muito medo da polícia. O usuário tem medo e o agente público também. Ele sabe que não vai funcionar.

Poder Online – Um dos argumentos usado pelos responsáveis pela ação é que a falta de droga fará com que as pessoas busquem o tratamento, que é a estratégia de “dor e sofrimento”.

Pedro Abramovay – Isso é achar que a polícia vai conseguir fazer com que a droga não chegue lá. Isso nunca aconteceu. Nenhuma política repressiva evitou que a droga chegasse a determinadas pessoas. Nos EUA, onde se gasta tanto dinheiro com a guerra contra as drogas, não tem esse êxito. O preço só cai e o consumo não. No máximo, se der tudo certo na Cracolândia, o que vai acontecer é que as pessoas vão ser deslocadas para outros lugares. Mas elas vão ter acesso a drogas. Não é que elas estão presas com uma espécie de imã àquele lugar, que é só cercar por ali e elas não terão mais acesso às drogas. O jeito de fazer as pessoas de saírem dessa prisão, que é a droga, é com políticas de tratamento, que respeite a liberdade dessas pessoas, que trate essas pessoas como indivíduos e que faça essas pessoas escolherem, de algum jeito, nunca mais usarem drogas. Esse é o único jeito que funciona. E com polícia isso não funciona. E não é culpa da polícia. E até muito injusto com a polícia exigir isso dela. A polícia não é feita para fazer política de saúde e política social.

Poder Online – A Polícia Militar tem divulgado a cada dia da ação o número de presos. A prisão resolve o problema da Cracolândia?

Pedro Abramovay – Tem uma questão que temos que prestar atenção: toda política sobre drogas tem na sua métrica indicadores que não têm nada a ver com o seu objetivo. A redução de consumo, a melhoria da saúde das pessoas e redução da violência são os objetivos de uma política sobre drogas. Mas nunca se mede por ai, sempre é por apreensão de drogas e por prisão. E isso não tem nada a ver. O fato de ter prendido tantas pessoas não melhorou a saúde de ninguém. No máximo, tirou aquelas pessoas dali. Mas não se está lidando de fato com política sobre drogas quando se apresenta como números apreensão de drogas e prisão de pessoas.  A partir do momento que se apresentar como números a redução de consumo, a melhoria da condição de saúde das pessoas e diminuição da violência, ai se pode dizer que a política está funcionando.

Poder Online – O Brasil é capaz de ter uma política sobre drogas nacional, que oriente as ações nos estados?

Pedro Abramovay – Acredito que necessário ter uma política sobre drogas para o país inteiro, o que não significa que ela não levar em consideração as particularidades de cada local. Por exemplo, o modelo da UPP funciona muito bem no Rio de Janeiro. A realidade de São Paulo não é a realidade de ocupação territorial, militarizada pelo tráfico de drogas. Claro que é preciso construir uma política a partir de cada casa, mas existem princípios gerais que podem ser estimulados pelo governo federal e podem ser aplicados no Brasil inteiro com certeza.

Poder Online – Quais?

Pedro Abramovay – No plano do governo federal sobre as drogas, lançado recentemente, está priorizado o aspecto da saúde pública. É um fato histórico o porta-voz do plano ser o ministro da Saúde [Alexandre Padilha]. Isso é um fato a ser comemorado. Não é nem a polícia, nem os militares, como era há pouco tempo no Brasil. Mais especificamente, temos modelos de tratamento a serem debatidos. No caso específico do crack, modelos que deram certo são aqueles que têm o tratamento ambulatorial na rua, e não na internação. Primeiro porque a internação tira a liberdade da pessoa de maneira arbitrária. Mas mais do isso, a internação tira a pessoa do convívio da sociedade e faz com que ela lide com a ausência da droga em um contexto que não é real. Muitas vezes, ela volta para rua e fica abandonada. Acaba, assim, procurando a droga novamente. Quando se trata na rua, tem a redução de danos imediata e faz com que a pessoa entenda os problemas da droga na realidade dela. Mais eficiente é o tratamento que respeita a liberdade do usuário.

Poder Online – Recentemente, inspirado em um relatório do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, criou uma força tarefa para formular uma nova política em relação ao tráfico de drogas. A ação na Cracolândia em São Paulo está na contramão do que está acontecendo no mundo?

Pedro Abramovay – A política nacional não se identifica completamente com o que está acontecendo em São Paulo. Mas no mundo inteiro estamos lidando com uma mudança de concepção, com quebras de tabus, de paradigmas. O tema nunca foi debatido a sério, seja na política internacional, seja na política nacional. De dois anos para cá, houve uma mudança radical nas possibilidades de debate. Temos que aproveitar isso para que todos os lados dessa questão – que é muito polarizada – possam ser ouvir e discutir a sério. E não mais tratar simplesmente como uma luta ideológica onde de lado tem as pessoas que chamam quem defende políticas mais liberais de maconheiros e de outro lado pessoas que não se dão conta dos efeitos prejudiciais que as drogas têm. É um momento riquíssimo e espero que o Brasil saiba aproveitar esse momento para debater o tema sem preconceito.

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010 Estados | 07:02

Futuro secretário de Saúde de SP desagrada Alckmin

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O médico Giovanni Guido Cerri (Foto: AE)

Depois de alguma dificuldade para escolher o secretário de Saúde, o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin, surpreendeu o PSDB ao anunciar o nome de Giovanni Guido Cerri.

Talvez por ainda carecer de afinidade com as ideias do eleito, Cerri, na primeira entrevista, cravou o alcoolismo como prioridade da pasta. Não agradou.

Alckmin, desde a campanha, já havia definido as drogas como alvo da política de saúde. Há poucos dias, o futuro governador chamou Cerri e encomendou – com urgência – um programa de atendimento especial aos usuários de crack.

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quarta-feira, 23 de junho de 2010 Brasil | 07:00

“Querem usar o programa contra o crack para retornar com os manicômios”, denuncia autor da reforma psiquiátrica

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É verdade que os manicômios ainda não acabaram totalmente no Brasil. Mas desde 2001 — quando foi sancionada a lei 10.216, chamada lei da reforma psiquiátrica —  está proibida “a internação de portadores de transtornos mentais em instituições psiquiátricas com característica de asilo” .

Autor da lei que tramitou durante 12 anos no Congresso até ser aprovada, o deputado Paulo Delgado (PT-MG) denunciou no plenário da Câmara: donos de hospitais estão tentando se aproveitar do combate ao crack e do Programa Nacional Anti-Drogas para voltar com as internações forçadas, no melhor estilo dos velhos manicômios.

 — A crise do crack não pode ser tratada de maneira carcerária — afirma Delgado, no vídeo abaixo, gravado especialmente para o Poder Online.  Confira e reflita sobre o assunto:

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quinta-feira, 27 de maio de 2010 Eleições | 17:58

Governo vai manter ação casada com a campanha de Dilma

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Além do combate ao crack e da ideia de um ministério para pequenos e médios empreendedores, outras “sugestões” da candidata Dilma Rousseff (PT) vão continuar a encontrar ressonância com as ações do governo.

Esta é considerada uma tática legítima pelo governo e pelo comando da campanha. Segundo o ministro Franklin Martins, esta sintonia é natural, a despeito de críticas, sem caracterizar uso da máquina do Estado:

– Eu acharia absurdo se a candidata do governo estivesse descasada das ações governamentais. A oposição acha que o presidente não deve apoiar um candidato. Esse é o problema. É o medo do prestígio eleitoral do presidente Lula, comentou o ministro, agora há pouco, para esta coluna.

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sexta-feira, 21 de maio de 2010 Eleições | 17:00

Decreto do plano contra o crack já está valendo

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O governo federal teve pressa e publicou hoje mesmo no Diário Oficial o decreto nº 7.179, que regulamenta o Plano Integrado de Enfrentamento do Crack, anunciado ainda ontem pelo presidente Lula, durante a Marcha dos Prefeitos em Brasília. 

Não é para menos, o Plano já foi, inclusive, citado na propaganda eleitoral pela pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

(Ana Paula Leitão)

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