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Posts com a Tag drogas

terça-feira, 6 de maio de 2014 Congresso | 18:22

Deputados se articulam para criação de comissão sobre legalização da maconha

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Os deputados Eurico Junior (PV-RJ), Paulo Teixeira (PT-SP) e Jean Wyllys (PSOL-RJ) pretendem se reunir ainda hoje com o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para solicitar a instalação de uma comissão especial sobre a legalização da maconha.

Leia também: PSDB evita associar-se a debate sobre legalização das drogas

O objetivo é reunir todos os projetos que tratam do assunto em uma só comissão e, desta forma, acelerar a tramitação. Entre as propostas que seriam debatidas estão o PL 7187/2014 de Eurico Junior e o PL 7270/2014 de Jean Wyllys, que preveem a legalização do consumo e do cultivo da maconha.

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012 Brasil | 14:18

Advogados questionam proibição de porte de drogas para uso pessoal

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O IBCCRIM, Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, acaba de postar em seu site – http://www.ibccrim.org.br – um boletim especial sobre drogas. Em linhas gerais, os artigos questionam a ilegalidade do porte de drogas para uso pessoal.

A publicação traz artigos assinados por representantes de entidades como IBCCRIM, Conectas Direitos Humanos, Instituto Sou da Paz, Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC), Pastoral Carcerária, Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), Comissão Brasileira de Drogas e Democracia e Viva Rio.

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012 Brasil | 14:30

Contra o aborto e liberação de drogas; a favor da punição a quem discrimina homossexuais

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A pesquisa do DataSenado mostra que a população se mantém conservadora em alguns aspectos e, ao mesmo tempo, adota posturas mais liberais – apoia, por exemplo, a criminalização de quem discrimina homossexuais. Vamos aos números:

Aborto: 82% são contra a possibilidade de aborto motivado apenas pela vontade da mulher. Já 78% admitem a interrupção de gravidez motivada por estupro; 74%, quando houver risco de morte para a gestante.

Entre os entrevistados, 67% foram favoráveis à permissão do aborto quando médicos disserem que o bebê tem uma doença grave e pode morrer logo depois do nascimento.

Drogas: 89% não admitem que pessoas possam produzir e guardar drogas para uso próprio.

Ortonásia: os entrevistados se dividiram quanto à possibilidade de interrupção de tratamento de um paciente terminal. Dos que foram ouvidos, 49% defenderam o poder de escolha do paciente; 48% foram contra.

Preconceito: 77% afirmaram ser favoráveis à punição criminal de quem discriminar homossexuais; 85% disseram que deve considerado crime a manifestação de preconceito contra estrangeiros ou contra brasileiros que vivam fora de suas regiões de origem.

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 Estados | 17:59

Conselho sobre drogas no DF sob nova direção

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Está marcada para amanhã, às 9h, a posse do novo presidente do Conselho de Políticas sobre Drogas do Distrito Federal (Coenen-DF), Mário Gil Guimarães.

Guimarães é policial civil há mais de uma década na capital. Ele substitui o secretário executivo do Conselho, Alexandre Rocha Matos, que ocupava o cargo interinamente.

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domingo, 8 de janeiro de 2012 Brasil | 10:15

Abramovay: “A intervenção na Cracolândia não pode ser policial”

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Cracolândia: ação policial ou de saúde pública? (Foto: AE)

O ex-secretário nacional de Justiça Pedro Abramovay defende que a intervenção na Cracolândia não pode ser policial. Para ele, O Plano de Ação Integrada Centro Legal executado em conjunto pela prefeitura e pelo estado de São Paulo, que começou na terça-feira, com a intenção de esvaziar a Cracolândia, não está “lidando, de fato, com política sobre drogas”.

– A intervenção na Cracolândia não pode ser policial porque o objetivo não é segurança pública, não é diminuir a violência. A intervenção na Cracolândia tem que ser uma combinação de saúde pública com intervenção social. E saúde pública e intervenção social não combinam com polícia. Porque a polícia intimida a ação – afirmou ele em conversa com o Poder Online.

Para Abramovay, que chegou a assumir a Secretaria Nacional de Políticas Sobre Drogas no início de 2011, mas foi a primeira baixa do governo Dilma Rousseff, uma política sobre drogas só funcionará a partir do momento que se apresentar como resultados a redução de consumo, a melhoria da condição de saúde das pessoas e a diminuição da violência.

Poder Online – Começou na terça-feira uma operação da Polícia Militar na Cracolândia, na região central de São Paulo, em busca de traficantes. Como vê a ação?

Pedro Abramovay – Tem uma grande questão por trás disso, que é a imprensa, incentivada pelos atores da ação, usar o termo ocupação da Cracolândia. Esse termo tenta relacionar o que está acontecendo em São Paulo com o que acontece no Rio de Janeiro. É como se a intervenção fosse a UPP [Unidade de Polícia Pacificadora] de São Paulo. E o que está acontecendo na Cracolândia é oposto do que está acontecendo no Rio de Janeiro. É muito diferente, parte de lógicas diferentes. E as razões que fizeram as UPPs darem certo no Rio de Janeiro não estão presentes no caso da Cracolândia.

Poder Online – Quais são essas razões?

Pedro Abramovay – No Rio de Janeiro, era um problema de segurança pública, de violência e de falta de liberdade, de domínio militar de regiões da cidade. Tem relação com as drogas? Tem porque esse domínio era feito pelo tráfico de drogas. Mas o objetivo da intervenção era diminuir a violência e devolver aquele espaço territorial para as comunidades. O grande motivo de êxito da intervenção no Rio é justamente quando a Secretaria de Segurança diz que não vai erradicar o tráfico de drogas. Porque a polícia não consegue erradicar o tráfico de drogas, nunca conseguiu em nenhum lugar do mundo e não vai conseguir no Rio, nem na Cracolândia. Quando a polícia admite que não está ali para erradicar o tráfico de drogas, mas sim para diminuir a violência, ela funciona muito. E a polícia entrou e teve resultados bastante satisfatórios no Rio de Janeiro.

Poder Online – Na Cracolândia, os policiais foram orientados a não tolerar mais consumo público de droga.

Pedro Abramovay – Na Cracolândia, o problema central não é um problema de segurança pública. O problema central da Cracolândia é um problema de saúde pública agravado por um problema social. Quer dizer, o crack gera sem dúvida um problema de saúde pública, mas ele é muito mais perverso quando se encontra com os excluídos entre os excluídos, que é o que acontece na Cracolândia. A intervenção na Cracolândia não pode ser policial porque o objetivo não é segurança pública, não é diminuir a violência. A intervenção na Cracolândia tem que ser uma combinação de saúde pública com intervenção social. E saúde pública e intervenção social não combinam com polícia. Porque a polícia intimida a ação.

Poder Online – O primeiro objetivo da ação é, segundo as medidas definidas pela prefeitura e pelo estado de São Paulo, prender os traficantes da região.

Pedro Abramovay – A ideia de que existe ali um traficante, que é uma figura completamente divorciada do usuário, não é verdade. O usuário de drogas, a pessoa que está ali na Cracolândia e tem que ser alvo de uma política de saúde, de uma política social, já vendeu droga em algum momento. Boa parte deles já vendeu uma pedra para comprar outra pedra. Se for separar e dizer que a polícia está ali para evitar o tráfico e vamos ter também uma ação social, não é possível abordar as pessoas com a polícia por perto porque elas tem muito medo da polícia. O usuário tem medo e o agente público também. Ele sabe que não vai funcionar.

Poder Online – Um dos argumentos usado pelos responsáveis pela ação é que a falta de droga fará com que as pessoas busquem o tratamento, que é a estratégia de “dor e sofrimento”.

Pedro Abramovay – Isso é achar que a polícia vai conseguir fazer com que a droga não chegue lá. Isso nunca aconteceu. Nenhuma política repressiva evitou que a droga chegasse a determinadas pessoas. Nos EUA, onde se gasta tanto dinheiro com a guerra contra as drogas, não tem esse êxito. O preço só cai e o consumo não. No máximo, se der tudo certo na Cracolândia, o que vai acontecer é que as pessoas vão ser deslocadas para outros lugares. Mas elas vão ter acesso a drogas. Não é que elas estão presas com uma espécie de imã àquele lugar, que é só cercar por ali e elas não terão mais acesso às drogas. O jeito de fazer as pessoas de saírem dessa prisão, que é a droga, é com políticas de tratamento, que respeite a liberdade dessas pessoas, que trate essas pessoas como indivíduos e que faça essas pessoas escolherem, de algum jeito, nunca mais usarem drogas. Esse é o único jeito que funciona. E com polícia isso não funciona. E não é culpa da polícia. E até muito injusto com a polícia exigir isso dela. A polícia não é feita para fazer política de saúde e política social.

Poder Online – A Polícia Militar tem divulgado a cada dia da ação o número de presos. A prisão resolve o problema da Cracolândia?

Pedro Abramovay – Tem uma questão que temos que prestar atenção: toda política sobre drogas tem na sua métrica indicadores que não têm nada a ver com o seu objetivo. A redução de consumo, a melhoria da saúde das pessoas e redução da violência são os objetivos de uma política sobre drogas. Mas nunca se mede por ai, sempre é por apreensão de drogas e por prisão. E isso não tem nada a ver. O fato de ter prendido tantas pessoas não melhorou a saúde de ninguém. No máximo, tirou aquelas pessoas dali. Mas não se está lidando de fato com política sobre drogas quando se apresenta como números apreensão de drogas e prisão de pessoas.  A partir do momento que se apresentar como números a redução de consumo, a melhoria da condição de saúde das pessoas e diminuição da violência, ai se pode dizer que a política está funcionando.

Poder Online – O Brasil é capaz de ter uma política sobre drogas nacional, que oriente as ações nos estados?

Pedro Abramovay – Acredito que necessário ter uma política sobre drogas para o país inteiro, o que não significa que ela não levar em consideração as particularidades de cada local. Por exemplo, o modelo da UPP funciona muito bem no Rio de Janeiro. A realidade de São Paulo não é a realidade de ocupação territorial, militarizada pelo tráfico de drogas. Claro que é preciso construir uma política a partir de cada casa, mas existem princípios gerais que podem ser estimulados pelo governo federal e podem ser aplicados no Brasil inteiro com certeza.

Poder Online – Quais?

Pedro Abramovay – No plano do governo federal sobre as drogas, lançado recentemente, está priorizado o aspecto da saúde pública. É um fato histórico o porta-voz do plano ser o ministro da Saúde [Alexandre Padilha]. Isso é um fato a ser comemorado. Não é nem a polícia, nem os militares, como era há pouco tempo no Brasil. Mais especificamente, temos modelos de tratamento a serem debatidos. No caso específico do crack, modelos que deram certo são aqueles que têm o tratamento ambulatorial na rua, e não na internação. Primeiro porque a internação tira a liberdade da pessoa de maneira arbitrária. Mas mais do isso, a internação tira a pessoa do convívio da sociedade e faz com que ela lide com a ausência da droga em um contexto que não é real. Muitas vezes, ela volta para rua e fica abandonada. Acaba, assim, procurando a droga novamente. Quando se trata na rua, tem a redução de danos imediata e faz com que a pessoa entenda os problemas da droga na realidade dela. Mais eficiente é o tratamento que respeita a liberdade do usuário.

Poder Online – Recentemente, inspirado em um relatório do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, criou uma força tarefa para formular uma nova política em relação ao tráfico de drogas. A ação na Cracolândia em São Paulo está na contramão do que está acontecendo no mundo?

Pedro Abramovay – A política nacional não se identifica completamente com o que está acontecendo em São Paulo. Mas no mundo inteiro estamos lidando com uma mudança de concepção, com quebras de tabus, de paradigmas. O tema nunca foi debatido a sério, seja na política internacional, seja na política nacional. De dois anos para cá, houve uma mudança radical nas possibilidades de debate. Temos que aproveitar isso para que todos os lados dessa questão – que é muito polarizada – possam ser ouvir e discutir a sério. E não mais tratar simplesmente como uma luta ideológica onde de lado tem as pessoas que chamam quem defende políticas mais liberais de maconheiros e de outro lado pessoas que não se dão conta dos efeitos prejudiciais que as drogas têm. É um momento riquíssimo e espero que o Brasil saiba aproveitar esse momento para debater o tema sem preconceito.

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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011 Brasil | 11:56

FHC se junta a petistas para discutir drogas

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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se juntou ao governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, ao ex-ministro da Justiça, Márcio Tomaz Bastos, e ao líder do PT na Câmara dos Deputados, deputado Paulo Teixeira (SP), para discutir uma nova política em relação às drogas para o Brasil.

Eles participam, neste momento, no Rio de Janeiro, do debate Drogas, por uma nova política, eficaz e humana.A palestra faz parte da Conferência Viva Rio 18 anos – Um Bom Momento Para Pensar, organizada pela ONG Viva Rio.

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sexta-feira, 13 de agosto de 2010 Eleições | 15:28

“É a droga, estúpido!”

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Usuários de crack (Foto: AE)

A insistência do candidato do PSDB, José Serra, em falar de drogas, violência e segurança está baseada em pesquisas que, há alguns meses, apontam esses como os maiores problemas brasileiros.

Eles ganham até do desemprego. Logo, o tucano decidiu dar mais visibilidade ao crack do que ficar por aí falando de economia.

Na pesquisa mensal do instituto Ipsos, em sua edição de julho, 48% dos entrevistados disseram estar mais preocupados com crimes e violência contra pessoas. Na sequência, vem a falta de emprego com 43% e a má qualidade da assistência médica com 38%.

No entanto, o tráfico de drogas foi citado por 33% dos entrevistados e é visto como causalidade do primeiro problema – o que o faz campeão da lista. A má qualidade da educação aparece com 25%.

Os entrevistados podiam citar mais de um problema (portanto a soma passa de 100%). A pesquisa foi feita em 70 cidades, com 1.000 entrevistas.

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