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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015 Congresso | 17:42

Três nomes já disputam liderança do PSC na Câmara

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Líder do PSC na Câmara, André Moura (SE). Foto: Divulgação

Líder do PSC na Câmara, André Moura (SE). Foto: Divulgação

Aliado do peemedebista Eduardo Cunha (RJ), o PSC decidiu esperar o resultado das eleições da presidência da Câmara dos Deputados para definir quem será o próximo líder na bancada na Casa.

Até o momento, entretanto, pelo menos três nomes já sinalizaram interesse em ocupar a cadeira hoje preenchida por André Moura (PSC-SE). São eles o Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), Edmar Arruda (PSC-PR) e Gilberto Nascimento (PSC-SP).

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domingo, 17 de julho de 2011 Brasil | 06:02

Gustavo Ioschpe: “Prouni serve apenas para fazer propaganda eleitoral”

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Gustavo Ioschpe

O deputado federal Edmar Arruda (PSC-PR) apresentou, no início de junho, um projeto de lei que determina que todas as escolas públicas do país fixem na porta do estabelecimento de ensino uma placa exibindo sua nota no Ideb – o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado pelo governo federal para monitorar a qualidade do ensino.

O projeto de Arruda, que está na Comissão de Educação da Câmara, foi elaborado sob inspiração de ideia do economista e especialista em Educação Gustavo Ioschpe. “Precisamos parar de tolerar o fracasso escolar dos alunos mais pobres: ou criamos um sistema em que todos aprendem, ou permaneceremos mais uma geração como ‘o país do futuro’”, diz Ioschpe.

Poder Online – Que ações efetivas a proposta de as escolas exibirem a média do Ideb já provocou?

Gustavo Ioschpe – Dois ou três dias depois da publicação do artigo na Veja, a ideia virou projeto de lei federal, do deputado Edmar Arruda, do PSC do Paraná. Ele já foi despachado para a Comissão de Educação e teve o seu relator apontado: será o deputado Lelo Coimbra, do PMDB do Espírito Santo. Espero que seja votada na Comissão nas próximas semanas. A ideia também despertou ações em vários estados e municípios.

Poder Online – Em quais?

Gustavo Ioschpe – Já foi adotada, via decreto, como lei estadual em Goiás. Também tramita como lei estadual nas Assembleias de Minas Gerais, Piauí, Mato Grosso e Espírito Santo. Foi implementada como decreto de prefeituras no Rio de Janeiro, Praia Grande (SP) e Estância (SE). Foi aprovada em lei municipal em Teresina (PI) e Cambui (MG). Tramita como lei municipal em Vitória, Dois Irmãos (RS) e Juiz de Fora. Em São Paulo, o vereador Floriano Pesaro, do PSDB, também prepara projeto de lei. E já contamos com a simpatia do Executivo.

Poder Online – Qual a importância de a proposta virar lei?

Gustavo Ioschpe – Tenho incentivado a adoção de lei a respeito do assunto em todos os lugares para que tenha mais solidez e que a proposta não esteja sujeita a cancelamento quando mudarem os prefeitos e governadores.

Poder Online – Como a divulgação do Ideb no porta da escola pode colaborar, de fato, para a melhora da educação no Brasil?

Gustavo Ioschpe – Acredito e espero que, quando os pais souberem da verdadeira qualidade da escola dos filhos, eles pararão de culpar o filho pelo seu insucesso e entenderão que é um problema da escola e do sistema de ensino. E passarão a fazer algo inédito ainda no Brasil: pressionar políticos, diretores e professores por educação de qualidade. Não acredito que um pai minimamente preocupado com o bem-estar do filho vai se manter acomodado quando souber que seu filho estuda em uma escola com Ideb baixo. E, por outro lado, também espero que eles reconheçam e incentivem os profissionais das boas escolas,que fazem um excelente trabalho e são tratados como todos os demais colegas.

Poder Online – Como os pais se relacionam hoje com a escola de seus filhos?

Gustavo Ioschpe – Hoje, infelizmente, os pais brasileiros têm uma impressão equivocada da qualidade da escola de seus filhos. Acreditam que a escola é bem melhor do que ela realmente é. A nota, de 0 a 10, que os pais dão às escolas do filho em pesquisas costuma ficar acima de 8, enquanto o Ideb mostra um desempenho que é a metade disso. Com essa satisfação, os pais não pressionam os funcionários das escolas e nem os gestores públicos por melhorias.  E mesmo quando bem intencionados, os gestores não conseguem aprovar medidas de reformas efetivas da educação porque não há apoio popular que se contraponha à forte oposição das corporações do ensino, defensoras do status quo.

Poder Online – Quais outras ações são necessárias para que a sociedade se mobilize em prol da educação?

Gustavo Ioschpe – Para haver uma mobilização precisamos de dois fatores: o primeiro é entender o quão importante é a educação de qualidade para a vida de cada pessoa e do país. Isso toda a sociedade já sabe, mesmo os pais de renda mais baixa. O segundo é saber o quão distante o Brasil está de oferecer uma educação boa. Isso a grande maioria da população ignora. A ideia do Ideb nas escolas foi pensada para suprir essa ausência. Precisamos de mais iniciativas que divulguem nossas carências. É algo que todo cidadão pode fazer, falando com seus amigos, colegas de trabalho, parentes, ajudando a disseminar um olhar mais objetivo sobre nossa educação, embasado por medidas objetivas.

Poder Online – Durante o 52º Congresso da UNE, em Goiânia, o ex-presidente Lula afirmou que “precisou de muito trabalho do ministro Fernando Haddad para garantir que o pobre chegasse à universidade”. Como você avalia essa afirmação?

Gustavo Ioschpe – É mais uma mistificação. Quantas bolsas o Prouni concedeu? Algo em torno de 600 mil. Em um país de 190 milhões de habitantes isso é irrisório, serve apenas para fazer propaganda eleitoral. E o mais incrível é que essas vagas venham de universidades privadas, e não das públicas, sobre as quais o MEC tem controle direto. O Brasil tem taxa de matrícula universitária que é a metade dos seus vizinhos de América Latina e de três a quatro vezes menor do que a dos países desenvolvidos. Os bons cursos das universidades públicas são território ocupado por alunos de famílias de alta renda. O Brasil ainda é um dos países em que é mais difícil ao pobre chegar à universidade.

Poder Online –  O argumento da secretária de Educação Básica do MEC, Pilar Lacerda, que discorda da proposta, é que o contexto em que a escola está inserida faz muita diferença no resultado do Ideb. O que fazer, então, para que o ensino das regiões pobres esteja além da questão social?

Gustavo Ioschpe – É preciso ainda mais ênfase na educação de resultado, e não tapar o sol com a peneira querendo que a verdadeira qualidade daquela escola permaneça escondida. Precisamos melhorar radicalmente a formação dos professores – algo que as universidades públicas federais, que respondem ao MEC, poderiam e deveriam ter papel de liderança. Precisamos ter processos seletivos e exigentes para escolha e treinamento de diretores, ao invés de nomeações políticas. Precisamos insistir que os professores adotem praticas que a literatura empírica aponta como importantes para o aprendizado. Precisamos acompanhar constantemente o desempenho dos alunos, por meio de deveres de casa e provas, e intervir cedo e rápido quando um problema é detectado. E precisamos insistir para que paremos de tolerar o fracasso escolar dos alunos mais pobres: ou criamos um sistema em que todos aprendem, ou permaneceremos mais uma geração como o país do futuro.

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