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Posts com a Tag educação

domingo, 18 de janeiro de 2015 Brasil | 08:00

‘Rompemos o mito de que os pobres não conseguem aprender’, diz prefeito de Sobral

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À frente da administração de Sobral, no interior do Ceará, o prefeito  José Clodoveu de Arruda Coelho Neto, o Veveu, hoje é encarregado de dar continuidade a mudanças na rede municipal de ensino iniciadas ainda na gestão do hoje no ministro da Educação, Cid Gomes. Com o Ideb das escolas municipais em 7,8 nas quarta e quinta séries, ele afirma que só é possível fazer uma mudança real no sistema de ensino contrariando a cultura do fisiologismo político.

“Nós rompemos o mito de que pessoas pobres, em regiões pobres, não conseguem aprender”, diz Veveu. “Tem que superar a cultura do privilégio, senão não adianta.” Confira os principais trechos da conversa com o Poder Online:

Qual balanço o senhor faz dos resultados que foram alcançados em Sobral desde o início da gestão de Cid Gomes? 
O balanço é positivo, mas nossa missão ainda não está cumprida. A cada ano, mês, semana, precisamos manter o que conseguimos melhorar e dar continuidade ao que temos de inovação. Mas, basicamente, colhemos os frutos de três estratégias. Primeiro, estabelecemos um foco na aprendizagem, com a qualificação de todos os serviços relacionados à escola – treinamos até mesmo o merendeiro – e com um esforço para manter o aluno na escola. Aqui derrubamos os índices de evasão a quase zero. Em segundo lugar, valorização do magistério. O novo piso salarial anunciado pelo ministro Cid, por exemplo, já é praticado aqui. A isso, se soma formação profissional constante. E fazemos um trabalho permanente para melhorar a infraestrutura da escola, desde a construção dos prédios até a oferta de acesso à internet, passando pela escola em tempo integral.

O prefeito de Sobral, Veveu (Foto: Divulgação)

O prefeito de Sobral, Veveu (Foto: Divulgação)

Nesse caso específico da escola integral, qual é o desafio de fazer um projeto desses andar? 
Nós conseguimos um avanço importante na implantação das escolas em tempo integral. Mas é um aumento de custo importante em relação ao modelo convencional. E o problema é que os recursos que recebemos do Fundeb para essas escolas é só 20% superior, não cobre as despesas adicionais que temos. Mas faz diferença. Nas nossas escolas de tempo integral, por exemplo, nós aumentamos a carga horária de disciplinas como matemática, português e outras, mas não só isso. Criamos, por exemplo, a disciplina de Projeto de Vida. Desde pequenas, essas crianças começam a desenvolver um projeto para o futuro, que vai sendo adaptado conforme sua evolução na rede escolar. A isso, nossa ideia é somar o ensino especializado. Sempre com participação da família. Eu sempre digo que nenhum professor ou diretor de escola substitui pai e mãe.

O senhor acha que é viável aplicar iniciativas como essas em escala nacional?   
É perfeitamente possível. O mapa do Brasil é grande, mas ele é formado por partes, que em última escala são os municípios. Nós rompemos o mito de que pessoas pobres, em regiões pobres, não conseguem aprender. Sobral está inserido num estado pobre, que responde por menos de 2% do PIB nacional. Temos alunos que vivem na extrema pobreza que se destacam na nossa rede. É uma questão de decisão política, de vontade de incluir essas pessoas nas políticas públicas. Essas pessoas estão aprendendo e contribuindo para que tenhamos um dos melhores Idebs do Brasil. E não estamos falando de um diretor que teve uma experiência diferente na sua escola. É uma política pública.

O que falta então para essa decisão? 
Aqui, nós temos muitas dificuldades na esfera política. Isso porque, para aplicar essa estratégia, foi preciso fazer uma opção. Quando tudo começou, tínhamos na cidade um diretor de uma escola que era analfabeto. Que recebia o contra-cheque dele com o polegar. Mas era apadrinhado de um político local. O conceito de “Pátria Educadora”, de “Cidade Educadora” – Sobral hoje é uma “Cidade Educadora” – só funciona se houver uma decisão de enfrentar o fisiologismo e a politicagem. Tem que superar a cultura do privilégio, senão não adianta.

O governo federal fala em uma ação coordenada de vários ministérios…
Se não for assim, não funciona. Não adianta melhorar só o ensino. É preciso olhar a criança como um todo. Ela tem que estar em boa saúde, tem que morar bem, ter acesso à cultura, à informação. A meta da minha gestão, por exemplo, é chegar ao fim do mandato com 80% da cidade saneada. Também é preciso estimular emprego e renda, para os pais dessas crianças. Tem que ser uma ação intersetorial.

 

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014 Congresso | 15:15

Deputado protocola projeto para criar Universidade Federal do Noroeste Paulista

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Autor do polêmico projeto que determinou o fim da portabilidade do tempo de TV e das verbas do fundo partidário, o deputado Edinho Araújo (PMDB-SP) agora quer a criação de mais uma universidade federal no estado de São Paulo.

Na última semana, ele protocolou proposta para a criação da Universidade Federal do Noroeste Paulista, que seria sediada na cidade de São José do Rio Preto. Edinho foi prefeito de São José do Rio Preto por dois mandatos, entre 2001 e 2008.

O estado de São Paulo já tem três universidade federais: Unifesp e Universidade Federal do ABC, UFSCar.

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013 Governo | 12:22

No berço político de Aécio, Dilma resgata discurso sobre creches

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Dentro do plano de rodar o país em inaugurações, a presidente Dilma Rousseff escolheu o berço político do rival Aécio Neves (PSDB-MG) para reinserir em seu discurso tema das creches, que pautou exaustivamente sua campanha presidencial em 2010.

A presidenta Dilma Rousseff (Foto: Beto Barata/AE)

A presidenta Dilma Rousseff (Foto: Beto Barata/AE)

Este será um dos assuntos da visita que a presidente faz a Belo Horizonte na quarta-feira. Além disso, Dilma vai abordar também o Pronetec, outra aposta do governo para embalar os discursos de campanha no ano que vem.

O Planalto corre para tentar cumprir a promessa repetida sucessivamente por Dilma durante a corrida presidencial, de construir 6 mil creches.

Os dados, por enquanto, não são muito animadores. Terminados quase três anos de governo, Dilma só entregou 1.200 de unidades.  Mas o governo vê no uso de estruturas pré-moldadas a chave para tirar o atraso. Como informou recentemente o Poder Online, o governo trabalha com a meta de chegar a 3 mil unidades até junho.

 

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sexta-feira, 6 de setembro de 2013 Brasil | 09:00

Enem em versão só para idosos

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Os idosos que se inscreveram para participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terão apoio de dois aplicadores (ledores e transcritores) e ficarão em salas individuais por conta disso. Pela primeira vez desde que foi criado em 1998, o exame permitiu que os candidatos mais velhos declarassem já no formulário de inscrição que eram idosos e, com isso, teriam direito a atendimento especial.

Antes, o próprio Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) tentava fazer uma triagem no cadastro para colocar os candidatos mais velhos em locais de mais fácil acesso e, muitas vezes, entravam em contato com cada um para perguntar se tinham necessidades específicas para o dia da prova. Com a mudança, todos os declarados como idosos já ganham esse suporte. Se precisarem de outros, devem solicitar ao Inep.

O Ministério da Educação não fez nenhum estudo para analisar o possível crescimento do interesse de candidatos que já terminaram a educação básica há muito tempo (ou deveriam ter terminado) no Enem. Considera a mudança na inscrição como um aperfeiçoamento do sistema. Os idosos representam pouco diante dos 7.173.574 inscritos no exame. Mas podem representar uma leva de adultos que pretende ter mais educação. Seja usando o Enem para tirar certificação de ensino médio ou para buscar uma vaga na universidade.

*Por Priscilla Borges, iG Brasília

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segunda-feira, 17 de junho de 2013 Congresso | 19:18

Governo e Congresso negociam urgência de projeto dos royalties para educação

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O governo federal e o Congresso negociam a possibilidade de retirada da urgência do projeto que destina 100% dos royalties para a educação. O governo pressiona para manter o regime de tramitação, que impede a Câmara dos Deputados de apreciar qualquer outra matéria antes que a proposta seja votada. Desde o fim da semana passada, entretanto, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pede ao governo que faça a alteração no projeto.

A proposta que destina 100% dos royalties para a educação é tida como prioritária pelo Planalto.  No fim da tarde desta segunda-feira, já circulava entre parlamentares envolvidos na tramitação que o governo tende a manter a urgência. Líderes partidários diziam, entretanto, que as conversas ainda estavam em andamento.

Se o governo mantiver a urgência, a tramitação da proposta passará a depender, em primeiro lugar, da apresentação do parecer do relator André Figueiredo (PDT-CE).  Se o parlamentar aceitar apresentar um relatório em plenário, há possibilidade de o texto ser votado já na semana que vem. Caso contrário, o projeto seguirá trancando a pauta da Câmara.

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013 Brasil | 13:38

Em seu próprio encontro de prefeitos, Dilma escapa das vaias

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Nos mais de 40 minutos em que discursou para prefeitos na abertura do Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, a presidenta Dilma Rousseff (PT) aproveitou para fazer campanha em defesa da aplicação dos roylties do petróleo para a Educação.

Leia também: Dilma é vaiada em encontro de prefeitos

Se no ano passado Dima foi vaiada na marcha de prefeitos quando falou a respeito do modelo de distribuição dos royalties do petróleo, neste ano os chefes dos executivos municipais aceitaram melhor a nova abordagem da presidenta.

Assista:

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012 Governo | 14:12

Ora que melhora

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Ministro da Educação, Aloizio Mercadante foi hoje cedo à Assembleia Legislativa do Rio participar de reunião do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico do Estado.

Antes de entrar na Alerj, deu uma passada na Igreja de São José, que fica bem ao lado.

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012 Brasil | 10:30

Joia da coroa tem dono

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O recado do ministro Aluizio Mercadante sobre royalties e educação foi forçado pelos boatos de que a presidente Dilma Rousseff convidaria  Gabriel Chalita (PMDB) para o Ministério da Educação.

 O PMDB melhorou sua posição no governo ao se aliar, no segundo turno da eleição paulistana, a  Fernando Haddad (PT).

Pode agora  ganhar um novo ministério ou trocar o de Assuntos Estratégicos – ou mesmo o de Turismo – por um  que disponha de orçamento mais encorpado.

Ligado a área de educação, Gabriel Chalita é um dos nomes do partido para o governo.

Como o MEC já tem “dono”, é possível que a ele seja oferecida a pasta de  Ciência e Tecnologia.

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quarta-feira, 31 de outubro de 2012 Governo | 22:00

Só Mercadante fala de royalties

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O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, fez questão de deixar claro ao PT e aos partidos da base aliada que é o único interlocutor do governo para tratar de royalties do petróleo.

Ele falou com delegação da presidente Dilma Rousseff.

O ministro mandou outro recado: o Ministério da Educação não entrará nas mudanças que o governo fará em janeiro para acomodar outros partidos.

Mercadante continuará no MEC e quer encerrar sua gestão garantindo à educação o maior orçamento da história. 

Os 100% dos royalties dos futuros contratos de exploração de petróleo e  mais os 50% do Fundo Social (que serão partilhados com a área de ciência e tecnologia) são, de acordo com ele,  a única forma de garantir ao setor os 10% do PIB previstos no Plano Nacional de Educação.

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Brasil, Governo | 15:57

Dilma: royalties futuros irão para Educação

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No início da tarde desta quarta, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, interrompeu uma  reunião da bancada do PT na Câmara dos Deputados para transmitir dois recados da presidenta Dilma Rousseff:

1. O governo não admite qualquer mudança na distribuição de royalties do petróleo que modifique contratos já assinados. A posição favorece estados produtores, principalmente Rio de Janeiro e Espírito Santo.

2. Os royalties futuros, decorrentes da exploração de campos a serem licitados, terão que ser 100% investidos na Educação.

O primeiro recado reafirma uma posição do governo federal e bate de frente com o projeto de redistribuição de royalties que seria analisado hoje no plenário da Câmara – a votação foi adiada para a semana que vem.

A segunda decisão, de acordo com o próprio Mercadante, viabiliza a proposta – aprovada pela Comissão Especial do Plano Nacional de Educação formada na Câmara, – de destinar 10% do Produto Interno Bruto para a Educação.

Todos os estados e municípios terão direito a uma parcela dos futuros royalties, mas os recursos terão que ser aplicados integralmente na Educação. 

Detalhe importante:  estados e municípios beneficiados não poderão diminuir a parcela de recursos próprios que já aplicam no setor.

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