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Posts com a Tag eleições 2014

domingo, 5 de outubro de 2014 Eleições | 18:31

PT considera decisiva vantagem de Dilma na entrada do 2º turno

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A presidente Dilma Rousseff. (Foto: Alan Sampaio / iG Brasília)

A presidente Dilma Rousseff. (Foto: Alan Sampaio / iG Brasília)

Boa parte das atenções da campanha presidencial petista estão voltadas não só para a definição do adversário da presidente Dilma Rousseff no segundo turno, mas também para a vantagem que ela será capaz de manter em relação ao segundo lugar.

Na avaliação de integrantes do comando da campanha, se Dilma conseguir repetir o desempenho das últimas pesquisas – em que tem cerca de 15 pontos de frente –  ela ganha a oportunidade de se colocar para o eleitor como um discurso “afirmativo”, valorizando conquistas do governo e colocando o projeto do PT para o país como vitorioso.

Se a diferença for bem mais apertada que isso, o único jeito vai ser investir num tom mais agressivo.

Sobre quem será o adversário, a campanha, neste momento, diz ter poucas dúvidas. Aposta todas as fichas em Aécio Neves.

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Eleições | 17:23

Vereadores tucanos disputam holofote ao lado de FHC

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Ao votar neste domingo, em São Paulo, o ex-presidente Fernand Henrique Cardoso foi mais uma vez acompanhado pelos vereadores Andrea Matarazzo (PSDB-SP) e Floriano Pesaro (PSDB-SP). A companhia dos dois já está virando uma tradição no voto do ex-presidente, no que parece ser o início de uma disputa interna com vistas à disputa municipal de 2016.

Além da relação que ambos mantêm com FHC, Matarazzo e Pesaro são nomes que buscam no ex-presidente o respaldo para uma candidatura futura à Prefeitura de São Paulo.

Em 2012, os dois foram fieis escudeiros de FHC, quando o ex-presidente foi ao Colégio Sion votar. Os dois se elegeram à Câmara Municipal de São Paulo naquele ano. Nestas eleições, FHC chegou a gravar um vídeo em apoio à candidatura de Pesaro a deputado federal, em que diz apoiar “irrestritamente” o tucano na disputa.

“No começo, eu não sabia da capacidade que tinha Floriano. Eu era presidente da República e ele era um jovem, trabalhava no Ministério da Educação”, diz o ex-presidente no vídeo, “foi ele quem ajudou decisivamente o ministro Paulo Renato a realmente democratizar o acesso ao ensino no Brasil”.

Veja FHC votando em 2012 na companhia de Pesaro e Matarazzo:

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Eleições | 16:30

Desta vez, Dilma vai fugir dos papagaios de pirata

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José de Abreu, como um dos papagaios de pirata de Dilma em 2010

José de Abreu, como um dos papagaios de pirata de Dilma em 2010

A campanha da presidente Dilma Rousseff montou uma operação para fugir dos papagaios de pirata. Na eleição de 2010, a presidente recém-eleita acabou fazendo um pronunciamento rodeada por apoiadores e líderes da campanha.

Na foto, lembra um integrante da campanha, apareciam logo atrás da presidente o ator José de Abreu, a então prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, e o senador Magno Malta.

Neste ano, o pronunciamento e a entrevista coletiva que serão dados por Dilma em um hotel em Brasília, após a apuração das urnas, serão cuidadosamente organizados. Tudo para ninguém tente roubar a cena da presidente.

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Eleições | 13:30

Corregedor eleitoral diz que ainda há dúvidas sobre Ficha Limpa

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O ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP). (Foto: Divulgação)

O ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP). (Foto: Divulgação)

Apesar das polêmicas relacionadas ao julgamento da Lei da Ficha Limpa nos últimos anos, o corregedor-geral eleitoral, João Otávio de Noronha, afirmou que a jurisprudência ainda não está totalmente consolidada.

“Sempre aparecerá alguma coisa. Os advogados são extremamente criativos em achar novas brechas”, disse o corregedor-geral eleitoral. Noronha foi voto vencido no caso da impugnação do ex-prefeito e candidato a deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que ainda aguarda julgamento do Tribunal Superior Eleitoral sobre recurso contra sua impugnação.

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Eleições | 12:49

‘Biometria é como carro novo’, diz corregedor eleitoral

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O corregedor-geral do TSE, João Otávio de Noronha. Foto: TSE

O corregedor-geral do TSE, João Otávio de Noronha. Foto: TSE

O corregedor-geral eleitoral, João Otávio de Noronha, fez uma comparação curiosa sobre a votação com identificação biométrica em todo o Brasil. Nas eleições de 2014, cerca de 24 milhões de eleitores votarão com o auxílio da biometria.

“É como usar um carro novo. Estamos ainda em fase de adaptação”, disse o corregedor-geral eleitoral.

Até o momento, o TSE não registrou problemas com a identificação biométrica de eleitores. “Nem houve filas grandes”, disse o ministro Henrique Neves, do TSE.

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Eleições | 09:00

‘Marina sofreu ataques de todos os lados’, diz Walter Feldman

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Diante do risco de uma virada do senador mineiro Aécio Neves na corrida presidencial,  o coordenador da campanha de Marina Silva (PSB) diz que os ataques lançados sobre a candidata do PSB renderam frutos aos adversários e derrubaram seu desempenho nas pesquisas.

Segundo ele, a campanha socialista não teve como responder à altura, em função da desvantagem no tempo de televisão e do tempo escasso que restava até a data da votação.

Embora admita os transtornos causados pela divulgação detalhada do programa de governo, que custou uma série de críticas a Marina, Feldman defendeu a atitude e disse que cumpriu-se, assim, parte do compromisso com Eduardo Campos. “Eu sei que os marqueteiros das outras campanhas vibraram quando nós lançamos o nosso programa”, disse. Confira os principais trechos da entrevista.

Esta foi uma campanha que trouxe muitas surpresas e a própria ascensão de Marina Silva a condição de candidata ocorreu de forma drástica. Que balanço o senhor faz deste primeiro turno?
Nós fizemos uma campanha limpa, em cima de ideias, em cima do diagnóstico de que já começa um retrocesso na área social. No entanto, Marina deve ter sido, na história do Brasil, um dos personagens mais atacados, por todos os lados. Saímos, é claro, em uma situação menor que entramos, mas tivemos só cinquenta dias de campanha. No entanto, os resultados nos dá um cenário competitivo para eleger Marina.

Ex-deputado federal Walter Feldman (PSB-SP) - (Foto: Divulgação)

Ex-deputado federal Walter Feldman (PSB-SP) – (Foto: Divulgação)

Caso ela vá para o segundo turno, precisará contar com apoio de outras forças de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff. As divergências com os tucanos já estão superadas?
Não se constrói uma alternativa à polarização sem um discurso de terceira via e foi isso que fizemos. Se nós simplesmente fizéssemos a oposição ao PT, não conseguiríamos consolidar a ideia de terceira via. É certo que a Marina, na coligação, trabalhou muito para que tivéssemos candidaturas próprias. Isso aconteceu, a despolarização aconteceu e agora, o que está acontecendo é a alternativa real de disputa pelo poder aqui no Brasil. Agora nós achamos que deve se encerrar o primeiro turno para começar o processo de debate com os tucanos. Senão, a gente também estaria falhando no nosso conceito de que não se deve desprezar candidaturas.  Marina nos pediu para que tratássemos do segundo turno, no segundo turno e não antes disso.

Quando assumiu a candidatura após a morte de Eduardo Campos, Marina experimentou uma subida nas pesquisas chegando a empatar com a presidente Dilma Rousseff. Depois, começou a cair. Que erro a campanha cometeu?
Tivemos uma tragédia, que foi a morte de Eduardo Campos, tivemos um processo de discussão sobre a substituição de Eduardo depois de 10 dias de sua morte porque respeitamos o luto de Eduardo. A política não pode ficar acima das relações humanas.  Tivemos então um período muito curto de campanha. Dilma faz campanha há quatro anos e Aécio há pelo menos dois anos. Como já disse, tivemos 50 dias, com as condições que todo mundo conhece, sofrendo ataques de todos os lados. Tínhamos uma programação de comunicação que teve que ser mudada. Então, fizemos o que era possível. Na minha avaliação não haveria nenhuma mudança de rota.

Os ataques dos adversários conseguiram derrubar Marina?
Parcialmente sim, na medida em que as outras campanhas tinham muito tempo de TV, muitas inserções comerciais e toda uma estrutura voltada para descaracterizar uma vida que é marcada pela articulação, pela luta, pela crença na educação, pela defesa dos movimentos sociais, pela luta em defesa dos povos discriminados historicamente na sociedade brasileira. Houve muita mentira. Relacionar independência do Banco Central com retirar comida da mesa do trabalhador, como ameaça ao Bolsa Família e aos programas sociais. Sei de frases de pessoas ligadas à candidatura da presidente dizendo que iriam sangrar, que iriam incendiar a candidatura de Marina. Diziam que não podiam deixá-la crescer porque ela tem características sociais que podem pegar parcela do eleitorado do PT. Tentaram de tudo. Fizeram uma campanha deseducadora e não tiveram muita resposta porque tivemos pouco tempo de televisão. Então acho que nossa candidatura foi de resistência, de resiliência.

O senhor acha que foi um erro a divulgação do programa de governo detalhado que acabou esmiuçado pelos adversários? Em muitos momentos, os motivos de críticas tiveram este programa como base.
A divulgação deste programa era um compromisso nosso. Na primeira conversa que tivemos com Eduardo Campos, eu estava presente e foi construída uma aliança programática. Então, não dá para fazer uma aliança programática sem programa. Eu sei que os marqueteiros das outras campanhas vibraram quando nós lançamos o nosso programa, inclusive João Santana, que cuida da maquiagem da presidente Dilma. Mas nós quisemos fazer um contraponto. A sociedade precisa saber o que propõe uma candidatura, mas quem lança o programa vira vítima. Os dois outros candidatos não lançaram programa e o nosso foi tratado de forma crítica, não só pelos candidatos, mas também por parcela da sociedade que não reconheceu a coragem de se apresentar algo mais forte que represente um contrato.

E quanto aos recuos de Marina em relação a pontos do programa?
Os erros que foram cometidos foram reconhecidos, foram erratas que foram explicadas  e esmiuçadas de forma muito sincera. Estou falando literalmente erratas e não mudança de conceito, que foram interpretadas como recuos. Parte da mídia assim tratou também. Não queria reconhecer nossa explicação de que era um equívoco, que todo jornal ou todo meio de comunicação reconhece.

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Eleições | 09:00

‘Marina e Aécio representam projetos que namoram o conservadorismo’, diz Berzoini

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Na véspera do primeiro turno da eleição presidencial, o PT se mostra dividido sobre qual seria o melhor adversário para a presidente Dilma Rousseff: Aécio Neves (PSDB) ou Marina Silva (PSB). Integrante da campanha de reeleição da petista, o ministro de Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, diz há vantagens e desvantagens em enfrentar cada um dos dois rivais.

Especial: Confira a página do iG sobre as eleições 2014

Para ele, os dois apresentam características distintas, mas possuem também semelhanças que ajudam no enfrentamento. “Tanto Marina quanto Aécio representam um projeto que namora com o conservadorismo. É um projeto que está cada vez mais distante do que nós pregamos para o Brasil, que é um projeto de inclusão social, de melhoria dos setores essenciais como saúde e educação, de garantia de um mercado de trabalho sólido”, afirma.

O ministro Ricardo Berzoini e a presidente Dilma Rousseff (Foto: Reprodução/Linkedin)

O ministro Ricardo Berzoini e a presidente Dilma Rousseff (Foto: Reprodução/Linkedin)

Diante da possibilidade de uma virada de Aécio sobre Marina, o petista nega que Dilma tenha liderado uma campanha “suja” nas últimas semanas, como alega adversária. Segundo ele, o PT apenas apontou inconsistências da candidatura da ex-verde e comparou propostas. Veja os principais trechos da entrevista ao Poder Online:

Neste momento, o que é melhor para o PT: enfrentar Aécio ou Marina?
No cenário atual, não há nada que nos indique de maneira concreta onde é que vão parar esses dois movimentos, da Marina e do Aécio. É difícil descrever qualquer um dos dois cenários como mais ou menos difícil. De qualquer forma, são dois candidatos com características muito diferentes. O Aécio representa a polarização natural que vivemos no Brasil nos últimos 20 anos. Marina até tentou se colocar como uma coisa diferente, mas, no fundo, em especial na área econômica, ela ainda é muito calcada em um discurso que é típico do PSDB. Em resumo, ainda que sejam candidatos semelhantes, têm diferenças importantes para o enfrentamento.

Como enfrentar cada um deles?
Independentemente de quem for para o segundo turno conosco, nossa estratégia continuará sendo a de reforçar o voto afirmativo nas conquistas que os governos do PT alcançaram. Temos que continuar mostrando ao eleitor o que foi feito. E o fato é que, neste primeiro turno, nós já estamos enfrentando os dois. Temos um rol de projetos e informações que nos permite fazer este enfrentamento.

Fala-se muito num desgaste do próprio PT, do governo petista. Hoje, o senhor acha que a disputa difícil que se apresenta para a presidente reflete os erros do próprio governo?
Existe uma parcela muito grande da população que enxerga o patrimônio deixado pelos governos do PT, principalmente no que se refere às políticas sociais, à inclusão dos mais pobres, à economia, à política externa, ao mercado de trabalho e à infraestrutura. Mas, com todo o trabalho que fizemos e o combate às desigualdades que apresentamos, ainda existe uma parcela da sociedade que insiste em manter uma visão negativa do PT. A avaliação que nós fazemos é que, no momento em que temos a chance de ir para o debate e fazer o enfrentamento, nós crescemos. E, na verdade, fazemos isso mesmo diante de um trabalho intenso de parte da mídia para apresentar só o que é negativo, ocultando o positivo. 

O senhor diz que a mídia é quem cria essa situação? 
Eu digo faz tempo que a grande mídia, salvo raríssimas exceções, tem lado. E não confessa que tem.

Mas a ex-senadora Marina Silva também se diz vítima de uma campanha midiática do PT, só que na propaganda eleitoral.
Todas as candidaturas, no decorrer de uma campanha eleitoral, trabalham para realçar seu projeto e apontar inconsistências dos adversários. No caso da Marina, em momento algum houve uma campanha suja. O que ocorre é que ela tenta se excluir do que existe hoje na política, como se fosse uma coisa à parte. Mas, na prática, ela também faz ataques baixos.

O discurso da nova política não funciona, então?
Buscar uma política melhor é algo que todos os que hoje fazem parte do mundo político devem buscar. Mas não adianta nada tentar fazer isso negando a política. Até porque o Brasil vive um momento de disputa eleitoral, não de ruptura política.

O PT tem motivo para ter medo de perder? 
Na minha opinião, as pesquisas mais recentes mostram que há uma perspectiva otimista em relação ao nosso projeto. Sabemos da dificuldade da disputa que se coloca, mas a perspetiva, em geral, é otimista. Eu digo que só pode ganhar quem não tem medo de perder.

Na sua avaliação, o que seria pior para o Brasil? A eleição de Marina ou a de Aécio? 
Tanto Marina quanto Aécio representam um projeto que namora com o conservadorismo. É um projeto que está cada vez mais distante do que nós pregamos para o Brasil, que é um projeto de inclusão social, de melhoria dos setores essenciais como saúde e educação, de garantia de um mercado de trabalho sólido. Sem contar que eles dialogam com um neoliberalismo que tanto assolou o Brasil até 2002 e com o qual nós rompemos. O Aécio é a expressão mais concreta desse neoliberalismo, mas a Marina traz consigo muitos elementos que se aproximam disso.

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Eleições | 09:00

‘Vamos buscar todos os que se posicionam contra o petismo’, diz Agripino

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De seu escritório em Natal (RN), o senador e coordenador-geral da campanha do tucano Aécio Neves, José Agripino (DEM-RN), acompanhará a apuração de votos deste domingo. Otimista, ele afirma que “o povo já entendeu que o Brasil pode mudar é com o Aécio” e nega que declarado apoio a Marina Silva antes da hora.

O coordenador-geral da campanha presidencial de Aécio Neves, Agripino Maia (DEM-RN). Foto: Agência Brasil

O coordenador-geral da campanha presidencial de Aécio Neves, Agripino Maia (DEM-RN). Foto: Agência Brasil

“Eu nunca disse isso, me interpretaram mal”, desconversa. “Eu disse: se Aécio, por ventura, não fosse para o segundo turno, a intenção seria a união em torno do mal maior, que é o petismo, aí colocaram na minha boca o nome da Marina, mas eu nunca falei nele”, disse Agripino ao Poder Online.

Especial: Confira a página do iG sobre as eleições 2014

Com a possibilidade de Aécio chegar ao segundo turno, entretanto, o senador já trabalha com a hipótese de adesão do PSB à candidatura tucana. “É evidente que vamos buscar o apoio de todos os aqueles que se posicionam contra o petismo. Claro que vão se abrir perspectivas de diálogo com o PSB, mas é Aécio quem vai definir o timing disso”, afirma. Leia abaixo os principais trechos da conversa:

Senador, qual a expectativa de vocês para hoje? Aécio Neves deve mesmo ir ao segundo turno?
O Ibope e Datafolha já deram Aécio no primeiro turno. Que é a expectativa que nós tínhamos, em função da curva ascendente de Aécio e descendente de Marina, que está se concretizando. Eu acho que o contentor da Dilma no segundo turno será Aécio. Pra mim, a razão é muito simples. O povo entendeu que o Brasil pode mudar é com o Aécio. Marina seria uma espécie de filial do PT, ela não é a mudança autêntica, não representa o fim do petismo. Para derrotar o petismo, você tem uma alternativa e o povo já entendeu que é Aécio.

Ontem, durante a campanha, Aécio chegou a dizer que “ninguém era melhor do que ninguém” e que não havia “diferenças” entre ele e Marina Silva. O que essa declaração representa?
Um gesto de simpatia.

Já pensando no segundo turno?
É um gesto de simpatia.

Caso Aécio chegue ao segundo turno, qual é a expectativa de transferência de votos de Marina para o PSDB?
Não quero subestimar nenhum candidato. Nem Levy Fidelix, nem Eduardo Jorge, nem Luciana Genro, nem Marina. Mas os brasileiros estão divididos entre aqueles que apoiam o petismo – com seu mensalão, com sua crise da Petrobras, com seu aparelhamento do estado, com sua economia desfalecendo – e os que estão contra o petismo. Estes vão se fixar, vão tomar posição claramente. Então os apoios são importantes? São. Mas numa eleição, o povo brasileiro vota em quem quer.

Mas, especificamente com relação a uma possível transferência de votos do eleitorado de Marina Silva para o PSDB, vocês ainda não teriam um cálculo?
É evidente que ter apoios é importante, mas num pleito presidencial, o fundamental é ter as ideias que condizem com o pensamento individual do eleitor. As lideranças têm de ser respeitadas, mas, acima de tudo, quem vai decidir a eleição do pleito são as ideias. Quem está com o petismo e quem está contra o petismo.

Antes dessa reviravolta, o senhor chegou a sinalizar um apoio a Marina Silva, num eventual segundo turno contra Dilma. Nas suas palavras, seria algo a se fazer “contra o mal maior, que é o PT”…
Eu nunca disse isso, me interpretaram mal. Qual é a intenção do Democratas? É que, unidos ao PSDB, nós consigamos levar a eleição para o segundo turno. Me perguntaram: “e se Aécio não for para o segundo turno?”. Eu disse, se Aécio, por ventura, não fosse para o segundo turno, a intenção seria a união em torno do mal maior, que é o petismo, aí colocaram na minha boca o nome da Marina, mas eu nunca falei nele. O que falei seria uma coisa lógica, evidente. Mas, graças a Deus, com o trabalho que fizemos para levar Aécio para o segundo turno, estamos chegando perto disso.

Então as divergências com os tucanos da coordenação já foram superadas?
Superadas não, já foram esclarecidas.

Com o crescimento do PSB nestas eleições, o partido acabou ocupando um espaço inesperado no cenário político. Existe algum temor, por parte do DEM e do PSDB, de que esse grupo possa substitui-los como principal oposição ao PT na política brasileira, daqui para frente?
Deixe eu lhe falar uma coisa. Se Aécio for para o segundo turno, a primeira coisa que a gente vai fazer na segunda-feira é nos reunirmos, entre os partidos aliados e, a partir daí, adotar uma estratégia de conduta. Quem assegura que o PSB não poderá estar junto com o PSDB, o DEM e o Solidariedade? Eu não estou lhe dizendo se vai ou não estar, mas por que excluir? Se nós formos para o segundo turno, é evidente que vamos buscar o apoio de todos os aqueles que se posicionam contra o petismo. Claro que vão se abrir perspectivas de diálogo com o PSB, mas é Aécio quem vai definir o timing disso.

Nas últimas legislaturas, o DEM tem observado uma redução constante de sua bancada no Legislativo. Existe uma dificuldade de se formar novas lideranças, nesse escopo político? Qual é a expectativa para o próximo ano?
Você está se esquecendo de que Paulo Souto (DEM-BA) está a um passo de ser eleito governador da Bahia, o quarto maior estado do Brasil. Nós temos eleitos dois senadores reeleitos, pelo menos. Maria do Carmo (DEM-SE) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) e podemos ter um terceiro senador eleito que é o Davi Alcolumbre (DEM-AP). Vamos eleger mais de 27 deputados federais, que é o que temos hoje. As perspectivas estão muito boas. Isso tudo começou na última eleição de prefeitos, quando elegemos o prefeito de Aracaju (João Alves Filho) e o prefeito de Salvador (ACM Neto). Nós estamos em um processo de crescimento.

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Eleições | 06:00

Sucessão de erros deu contorno à disputa presidencial

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Chegada a votação do primeiro turno, as campanhas de Dilma Rousseff, Aécio Neves e Marina Silva fizeram balanços dos erros e acertos desta fase da disputa pelo Palácio do Planalto e chegaram a uma mesma conclusão. A sucessão de falhas que marcou as três principais candidaturas foi o que deu o contorno da disputa pelo mais alto cargo do país.

Especial: Leia todas as notícias do iG sobre as eleições 2014

A presidente Dilma Rousseff. (Foto: Alan Sampaio / iG Brasília)

A presidente Dilma Rousseff. (Foto: Alan Sampaio / iG Brasília)

Para a campanha de Dilma, os erros mais graves ocorreram lá atrás. Acumularam-se em setores estratégicos para um ano de eleição, como é o caso do empresariado, que há tempos dava sinais de irritação com a presidente e flertou desde o começo com a ideia de uma troca de comando no Palácio do Planalto.

Dilma custou e ainda custa a se curvar à ideia de “fazer política”, bateu de frente com aliados e falhou em responder ao desgaste que ficou evidente nas manifestações de junho do ano passado.

Para integrantes do círculo próximo à petisra, a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos só elevou a um patamar até então imprevisível um sentimento que estava latente em vários setores do eleitorado. Ao desgaste da administração federal, somou-se um desgaste do próprio PT.  O discurso sempre foi o de que o pico de insatisfação daquela época era “artificial” e seria dissipado. Mas aliados admitem que os problemas continuam ali e vão demandar uma reação mais sólida num eventual segundo mandato.

Marina Silva (Foto: Divulgação)

Marina Silva (Foto: Divulgação)

O PT reconhece que a campanha de Dilma só conseguiu desmontar o cenário preocupante que se formou com a ascensão de Marina porque contou com os erros da própria ex-senadora para desconstruí-la. Marina paga até agora o preço de falhas cometidas no momento em que substituiu Eduardo Campos na corrida ao Palácio do Planalto. Em cima disso, cometeu outros erros, que permitiram a aproximação do tucano Aécio Neves.

As falhas mais graves, afirmam integrantes da campanha da ex-senadora, foram a resistência em selar acordos em estados estratégicos, como em São Paulo, e a falta de um controle mais cuidadoso na elaboração do discurso. A confusão de ideias e os recuos no programa de governo foram explorados à exaustão pelos adversários. E se traduziram em insegurança no eleitor que buscava uma alternativa à polarização PT-PSDB. Somado à força do marketing eleitoral do PT, esse cenário se transformou em um prato cheio para a campanha de Dilma.

Dependendo do desfecho da votação neste domingo, Aécio será capaz de desfazer o clima de derrota que o cercou nas últimas semanas, entrando no segundo turno como vitorioso. A campanha da presidente Dilma enxerga na curva ascendente do senador uma preocupação. Mas, na visão dos tucanos, Aécio talvez não precisasse passar por uma disputa tão acirrada se tivesse feito algumas escolhas diferentes no decorrer da campanha.

O presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG). (Foto: Alan Sampaio / iG Brasília)

O presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG). (Foto: Alan Sampaio / iG Brasília)

Os mais críticos dizem que ele cometeu falhas em quase todas as etapas da campanha. Na largada, errou na comunicação e do marketing. Em seguida, falhou em responder rapidamente às denúncias sobre a construção de um aeroporto em terras que pertenceram à sua família, em Minas Gerais.  De quebra, custou a acertar a estratégia diante da subida de Marina nas pesquisas.

Tucanos avaliam que Aécio se beneficiou dos ataques de Dilma a Marina. Sem um endurecimento da campanha petista, afirmam, a queda da candidata do PSB não seria tão acentuada. Mas, na reta final,  Aécio ganhou elogios. Muitos no PSDB comemoraram o que descreviam como um “impulso de última hora” protagonizado pelo senador. Faziam elogios ao marketing eleitoral e ao desempenho dele nos últimos debate. 

Mas líderes da legenda também cobram do senador mineiro uma conta que, acreditam, poderia ter amenizado as dificuldades deste primeiro turno: um engajamento concreto do PSDB de São Paulo, em especial das alas ligadas ao governador Geraldo Alckmin e ao ex-governador José Serra. Embora Aécio tenha conseguido incorporar integrantes desses dois grupos à sua campanha, o entendimento é que um empenho maior por parte de Alckmin e Serra poderia ter feito a diferença diante de uma disputa tão apertada.

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sábado, 4 de outubro de 2014 Eleições | 10:35

Lula diz ao PT que cenário é difícil, mas perspectiva da eleição é ‘positiva’

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Lula, no 1º de maio da CUT de 2010, ano em que disputou a reeleição (Foto: Blog do Planalto)

Lula, no 1º de maio da CUT de 2010, ano em que disputou a reeleição (Foto: Blog do Planalto)

Na última avaliação que fez para a campanha presidencial petista antes da votação deste fim de semana, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que, embora o partido e a presidente Dilma Rousseff estejam diante de uma campanha difícil, o quadro deve ser encarado de maneira “positiva”.

Lula reconheceu que a campanha enfrentou um cenário de “grande adversidade”, agravado pela morte do socialista Eduardo Campos. Mas ponderou que o partido não só tem a perspectiva de ser reconduzido à Presidência da República, como deve eleger boas bancadas pelo país.

Lula fez um balanço da estratégia eleitoral. Disse que a campanha de Dilma acertou em virar o tom da campanha contra os adversários na reta final.

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