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segunda-feira, 29 de julho de 2013 Partidos | 12:06

No PT, entrevista de Dilma foi vista como ‘defensiva demais’

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A entrevista concedida neste fim de semana pela presidente Dilma Rousseff ao jornal Folha de S. Paulo não agradou lá muito aos petistas. Segundo um dirigente partidário, a presidente foi “defensiva demais”.

Uma avaliação que circulou no partido é que a presidente deveria ter se empenhado mais em mostrar que o governo está trabalhando por todos os caminhos para dar uma resposta à “voz das ruas”.

Houve críticas também à declaração de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai voltar ao Palácio do Planalto porque de lá nunca saiu. Isso porque a fala, embora tenha um lado positivo, abre brecha para críticas da oposição, no entendimento de um aliado da presidente.

 

 

 

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sexta-feira, 30 de novembro de 2012 Copa 2014 | 09:00

Executivos do BB e o gol contra de Felipão

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Um até então animado grupo de executivos que assistia a entrevista de Felipão, ontem, em Brasília, no restaurante do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, fechou a cara assim que o novo técnico da seleção deu sua primeira derrapada.

Todos são funcionários de carreira do BB, chegaram aos postos por critérios técnicos e se queixam da estressante rotina de trabalho.

Quando Felipão pronunciou a frase “se não tiver pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada”, alguns dos senhores de terno bem cortado chacoalharam a cabeça em reprovação e outros se retiraram.

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domingo, 22 de abril de 2012 Congresso | 11:58

Primeira mulher a presidir o Congresso, Rose de Freitas prepara-se para disputar a Presidência da Câmara

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O presidente do Senado exerce também o posto de presidente do Congresso Nacional. Seu vice, no entanto, não é o presidente mas quem esteja na Vice-Presidência da Câmara.

E a vice-presidenta da Câmara é a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES).

Portanto, por força da licença médica do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), coube a uma mulher assumir pela primeira vez o cargo de presidenta do Congresso.

A deputada Rose de Freitas também acabou presidindo, na última quinta-feira, a sessão de criação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da Câmara e do Senado que investigará o envolvimento do banqueiro do bicho Carlinhos Cachoeira com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

Mas como pensa a primeira presidenta do Congresso Nacional? Poder Online foi ouvi-la.

Ficou claro que Rose de Freitas já elaborou até seu programa de gestão, caso seja eleita presidenta da Câmara, em vez do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN).

Ela reclama da falta de discussão interna no seu partido e mostra-se como uma forte aliada da presidenta Dilma Rousseff.

Classifica a primeira mulher a assumir a Presidência da República como “uma presidenta feminina com olhar feminista”.

Poder Online – Como a senhora está vendo essa CPI?

Rose de Freitas – A primeiro movimento, que muito me agradou, foi o de os partidos terem indicado, como seus representantes na comissão, gente muito séria,  em condições de trabalhar fundo nas investigações. Isso é muito importante para o país num momento desses.

Poder Online – Mas a deputada Íris de Araújo (PMDB-GO), indicada pelo seu partido para a comissão, fez um discurso forte de ataque ao governador tucano Goiás, Marconi Perillo, a quem ela faz oposição e que é  um dos alvos da CPI. Isso não indica que o critério usado pelo PMDB pode ser o de transformar a comissão num palco de vinganças regionais?

Rose de Freitas – Realmente isso é complicado.  A CPI é uma oportunidade de a classe política retomar o bom convívio com a opinião pública, num momento em que o povo anda desacreditado dos políticos. Então nenhum de nós pode chegar lá com posições pré-determinadas.

Poder Online –Mas a CPI também não pode se transformar em pizza…

Rose de Freitas – Se seus membros tiverem uma postura séria, investigativa, de magistrados, sem posições pré-determinadas, ela não acabará em pizza. O povo não aguenta mais corrupção, assim como não aguenta mais essas artimanhas políticas. A CPI é uma grande oportunidade de fazer o povo acreditar novamente nos políticos, pois estamos todos, todas as autoridades  em xeque. No Executivo, houve as denúncias contra os ministros, que a presidenta Dilma soube enfrentar com prontidão e isso aumentou sua popularidade. O Judiciário também tem sido alvo de denúncias. Aqui no Espírito Santo foi descoberta uma corrupção avassaladora no Tribunal de Justiça. Então essa é a hora de virar o jogo, e a CPI será importantíssima para isso.

Poder Online – E como a senhora se sente sendo a primeira mulher a presidir o Congresso?

Rose de Freitas – Já presidi em outras sessões, mas como vice-presidente do Congresso, já que o presidente, o senador José Sarney, estava no exercício do cargo. Agora estou no exercício da Presidência, pois o senador está sob licença médica. Mas, respondendo à sua pergunta, sinto-me muito orgulhosa. Sempre que uma mulher assume uma posição dessas aumenta a confiança da população nas mulheres para qualquer outro cargo.

Poder Online – É o caso da presidenta Dilma?

Rose de Freitas – A presidenta Dilma foi mais importante ainda, porque ela assumiu sem se esquecer da questão de gênero. Eu diria que, além de ser uma presidenta feminina, ela é a primeira feminista a assumir o cargo. Dilma foi buscar outras mulheres para postos de importância em seu governo, fortalecendo a luta das mulheres. A verdade é que, infelizmente, ainda temos muito poucas mulheres na política e em cargos de relevância.

Poder Online – Quando a senhora dirige sessões da Cãmara ou do Congresso sente algum preconceito dos homens no plenário?

Rose de Freitas – As sessões do Congresso são muito objetivas, não dão margem a isso. Na Câmara, no início, senti algumas vezes. Mas acho que eu soube me impor. Também tive muito apoio das demais mulheres do Parlamento. Sempre que houve alguma atitude preconceituosa, todas nós nos juntamos, contei muito com o apoio das minhas companheiras. Hoje, acho que praticamente não há mais isso. Tenho visto inclusive muitos deputados assumindo essa questão como uma luta deles também.

Poder Online – Mas houve o episódio recente do líder do governo na Câmara, o Arlindo Chinaglia (PT-SP), que a desafiou. Disse para a senhora descer da Mesa Diretora para o plenário, e que não medisse o comportamento dele pela sua régua.

Rose de Freitas – É… Foi um episódio desrespeitoso. Eu até pensei em entrar com uma representação contra ele, mas estou segurando. Tenho a fita da sessão, mas resolvi esperar para ver se o Arlindo reflete sobre o assunto e volta atrás. Ele, inclusive, foi procurado por algumas de nossas colegas. Acho que o deputado é uma figura de rompantes, mas gosto dele.  Até votei no Arlindo para presidente da Câmara, quando ele acabou vitorioso. Não guardo mágoas. Apenas reflito sobre a representação porque acho que este tipo de atitude não pode ocorrer. Menos ainda com um líder do governo e com um ex-presidente da Câmara.

Poder Online – Por falar em Presidência da Câmara, a senhora é candidata?

Rose de Freitas – Na data de hoje, não. Tenho ouvido de vários partidos conversas nessa direção, mas sinceramente não estou candidata. Acho que hoje, qualquer candidatura terá que passar por uma ampla discussão de um programa de trabalho diferenciado para a Câmara.

Poder Online – Como assim?

Rose de Freitas – É preciso que a Câmara traga a população para discutir mais o país aqui dentro. Já até apresentei algumas propostas. Temos, por exemplo, as sextas-feiras sem votações no plenário. Devíamos usá-las para  sessões em que os diversos setores da sociedade viessem aqui debater  temas na ordem do dia do país como, por exemplo, o Código Florestal, que vai ser votado agora a toque de caixa. Tem também o problema dos projetos serem votados sem que o plenário tenha tempo para avaliá-los melhor. O relator entrega seu parecer quando quer. Os líderes se reúnem à tarde e a votação inicia à noite, varando a madrugada, com todo mundo cansado e com pressa. Não dá. E há matérias aqui que tramitam há anos sem necessidade dessa demora. Houve, há pouco, o caso do projeto que deu às avós o direito de visitar os netos. Tramitou durante 20 anos.

Poder Online –  E a candidatura do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), a presidente da Câmara?

Rose de Freitas – Não tenho condições de falar sobre isso. A vaga é do PMDB e o Henrique é o líder. Mas acho que o partido carece de maiores debates. As coisas do partido não podem ficar como dadas, sem discussões. Por exemplo: quais as posições políticas do PMDB? Que posições firmes temos tomado sobre assuntos importantes? Poderíamos, por exemplo, ser o partido da construção do pacto federativo, num momento em que os governos estaduais estão endividados e o Congresso está tratando da reforma tributária em fatias, em que temos a grande polêmica dos royalties. Mas o PMDB fica, apara a opinião pública, na discussão do fisiologismo. Isso não é bandeira de partido. Não me sinto à vontade nisso. Se o partido decidir pelo Henrique Eduardo Alves, teremos então que discutir com ele nosso programa. Mas ninguém faz isso. Daí acaba que até o Henrique fica com sua candidatuta questionada e marcada pelo fisiologismo.

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domingo, 18 de março de 2012 Congresso | 06:01

Relator do Código Florestal não aceita veto da ministra Ideli Salvatti às mudanças no texto.

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Paulo Piau (Foto: Marques -- Agência Câmara)

Relator do projeto de novo Código Florestal, o deputado Paulo Piau (PMDB-MG) acena com um problemão para o novo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Em entrevista ao Poder Online, ele diz que está tudo pronto para a votação na próxima terça-feira. E que não aceita o veto da ministra-chefe da Coordenação Política, Ideli Salvatti, a qualquer modificação no texto que foi aprovado pelo Senado.

Piau fechou um relatório com 29 alterações.  Mas se diz disposto a negociar.

Não abre mão, no entanto, de eliminar do texto a obrigatoriedade de recomposição da vegetação entre 30 metros e 100 metros às margens dos rios com mais de 10 metros de largura nas propriedades rurais.

E de outros pontos: como aquilo que os ambientalistas chamam de “anistia aos desmatadores”; e eliminar a exigência de preservação de 20 metros quadrados de área verde por habitante nas novas construções em áreas urbanas.

Poder Online – A ministra Ideli Salvatti informou aos líderes que o governo não aceita que a Câmara promova modificações no projeto de Código Florestal aprovado no Senado. Como será o seu relatório?

Paulo Piau – Elaborei um quadro com 29 modificações. Mas acho que poderemos chegar a um acordo.

Poder Online – Mas a ministra disse que não aceita.

Paulo Piau – Ela tem todo o direito de ter o ponto de vista dela. Mas a Câmara tem a prerrogativa de mexer no texto e o fará. É claro que quanto menos mexer, melhor. Mas há questões técnicas, erros técnicos no projeto do Senado que seria omissão deixarmos como está.

Poder Online – Quais erros?

Paulo Piau – Por exemplo. O texto aprovado no Senado proíbe o pasto em encostas acima de 25 graus de inclinação com capim cultivado, mas permite capim nativo. Tenho um parecer da Embrapa (Empresa Brasileira de Agropecuária) mostrando que o capim cultivado protege mais as encostas do que o capim nativo.

Poder Online – Qual o ponto que está sendo mais polêmico?

Paulo Piau – A questão das atividades já consolidadas em APAs (Áreas de Proteção Ambiental). O projeto do Senado determina que produtores rurais serão obrigados a recompor de 30 a 100 metros da vegetação nativa em suas propriedades  às margens dos rios que tenham mais de 10 metros de largura.

Poder Online – E o que o senhor fará?

Paulo Piau – Simplesmente elimino do texto. Passo o assunto para quando União, estados e municípios promoverem a regulamentação dos Programas de Regularização Ambiental.

Poder Online – O que isso significa?

Paulo Piau – Significa que, se deixar como está no texto do Senado, cai na ilegalidade, por exemplo, um projeto do Ibama  (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) de plantação de 20 mil hectares de banana no Vale da Ribeira. Da forma que proponho, não se estabelecerá uma regrinha em Brasília para todo o país. Estados e municípios decidirão com a União como fica a consolidação das atividades, nos seus Programas de Regularização Ambiental.

Poder Online – Isso de tirar do texto dificultará  um eventual veto do presidenta Dilma Rousseff. Como ela vai vetar algo que não está no texto, não é mesmo?

Paulo Piau – Só se ela vetar toda a consolidação de atividades em APAs.   Aí seria o caos no país.

Poder Online – E a questão da anistia? Os ambientalistas protestam contra a anistia das multas aplicadas aos desmatadores.

Paulo Piau – Isso é uma falácia, uma desconstrução da proposta do novo Código aprovado no Senado. Não há no texto qualquer anistia, mas sim a idéia de se promover a aplicaçãodos recursos que iriam para essas multas na reconstrução da vegetação nativa. No Brasil e no mundo inteiro, desde o início dos tempos, tem-se plantado arroz e feijão na beira dos rios. Só na década de 1960 é que apareceu tecnologia para plantar em outros lugares. Esse pessoal que se diz “do Meio Ambiente” não é  ambientalista. Eles querem é dinheiro. Querem multar. Só isso.

Poder Online – E a questão da área urbana? Também está havendo polêmica quanto ao item do texto que determina a preservação de 20 metros quadrados de área verde por habitante…

Paulo Piau – Exato. Aí quem bateu pé firme foi o ex-líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Ele mesmo achava isso um absurdo, já que a ONU estabelece como corretos 14 metros quadrados.

Poder Online – E o que o senhor fará?

Paulo Piau – Vou tirar isso do texto. Já cumprimos no Brasil, pela atual legislação, um mínimo de 14,5 metros quadrados.

Poder Online – Mas o argumento do governo para não aceitar alterações no projeto é de que ruralistas, ambientalistas, deputados e senadores já haviam participado das negociações lá no Senado. Que o governo cedeu lá para fechar o acordo. Não faria sentido, depois de ter cedido, recomeçarem novas propostas de mudança.

Paulo Piau – Ora, isso é da dinâmica do sistema bicameral. O governo não pode radicalizar. Vai ter que compreender que a Câmara tem um papel revisor e vamos cumpri-lo.

Poder Online –  Outra questão é a Rio+20. Não ficará ruim para o Brasil votar isso agora?

Paulo Piau – Como ruim para o Brasil, se somos o país que melhor preserva o Meio Ambiente no mundo? Nada disso. Estamos com tudo pronto para votar já na próxima terça-feira. Já estávamos antes, mas demos ao Arlindo Chinaglia uma semana de carência para ele se inteirar do assunto e estabelecer canais de negociação. Já, inclusive, conversei com ele e duas assessoras da ministra Ideli. Está tudo pronto.

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domingo, 19 de fevereiro de 2012 Eleições | 06:01

Erundina festeja candidatura Serra, afastamento entre Kassab e o PT e se diz mais à vontade para apoiar Haddad

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Terminou na madrugada de hoje o 21º desfile das escolas de samba de São Paulo no sambódromo inaugurado pela então prefeita e hoje deputada federal Luiza Erundina (PSB).

Em entrevista ao Poder Online, a ex-prefeita conta que passou o carnaval em casa.

Erundina diz-se “recompensada por ter erguido uma obra que se tornou um marco” no carnaval paulista. Mas conta que, este ano, andou “muito desagradada antes de aparecerem, nos últimos dias, as notícias de que José Serra será o candidato do PSDB a prefeito”.

E o desagrado passou por quê? Porque agora o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, deve apoiar Serra e se afastar do PT.

Erundina anuncia que, então, se sente “mais à vontade” para apoiar o candidato petista, Fernando Haddad.

No entanto, ainda não está decidida. Mostra também simpatia pelo candidato do PMDB, Gabriel Chalita.

Poder Online – O que a senhora acha que ocorreu no carnaval de São Paulo com estes 21 anos de sambódromo?
Luiza Erundina –
Sinceramente, acho que deu uma melhorada grande. Sinto-me recompensada por ter erguido uma obra que se tornou um marco no carnaval da cidade. Mas isso se deve muito também à Liga das Escolas de Samba. Junto com o sambódromo, fiz aprovar uma lei destinando toda a arrecadação das bilheterias para a Liga. E eles souberam usá-la em favor do carnaval.

Poder Online – Onde a senhora está passando o carnaval?
Luiza Erundina –
Em casa. Estudando (risos).

Poder Online – A Gaviões da Fiel homenageou o ex-presidente Lula. E a Vai-Vai homenageou a presidenta Dilma Rousseff. Como a senhora está em relação ao governo?
Luiza Erundina –
Olha, meu partido é da base de apoio ao governo, mas eu tenho uma posição, digamos, mais independente. Há certas questões com as quais não posso votar junto com os governistas. Foi, por exemplo, o caso da Comissão da Verdade. Não creio que esta seja a comissão que o Brasil deve à Democracia. Tanto é assim que até hoje ela não andou, está parada desde a sua promulgação.

Poder Online – E, nessas eleições, como a senhora vai se colocar?
Luiza Erundina –
Eu andava muito desagradada antes de aparecerem, nesses últimos dias, as notícias de que o José Serra será o candidato do PSDB. Isso mudou o quadro para melhor, na medida em que o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, deve se afastar do PT e fechar com o PSDB. Ficamos então com os campos mais definidos. As forças conservadoras, de um lado, e os setores democráticos e populares, de outro.

Poder Online – A senhora quer dizer que, com isso, se sente mais à vontade para apoiar o candidato do PT?
Luiza Erundina –
Sim. Agora me sinto.

Poder Online – Se eles fechassem com o Kassab, a senhora não apoiaria.
Luiza Erundina –
Não. Não teria condições. Estava uma situação esdrúxula. É muito estranho você pensar que uma força com raízes e compromissos tão atrasados como esse PSD estivesse protagonizando o processo político. Se pensarmos bem, veremos que há um certo esgotamento no nosso sistema, que permite que forças historicamente da direita mais retrógrada possam se compor com qualquer lado, sem fazer diferença. É a falência do atual sistema eleitoral e partidário. Revela a premência de uma reforma política.

Poder Online – Mas, no seu partido, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, está-se compondo a nível nacional com o PSD.
Luiza Erundina –
Eu não seguirei nessa direção. Tanto que, quando se falou em fusão das duas legendas, me manifestei publicamente contra. Não tenho identidade nenhuma com esse PSD, seu projeto. A política tem uma função educativa, e nós, políticos, temos que ser coerentes. Eu penso assim.

Poder Online – A senhora falou da reaproximação com o PT, na medida em que o partido se afastou do Kassab. Então a Erundina vai apoiar o Haddad?
Luiza Erundina –
Como eu disse, sinto-me mais à vontade. Mas essa é uma decisão que ainda não quero tomar. É uma decisão do partido. Temos ainda que discutir.

Poder Online – O que a senhora acha dele?
Luiza Erundina –
É um bom candidato. Jovem, tem potencial. É a novidade dessas eleições. Com uma campanha bem construída, terá todas as condições de se eleger.

Poder Online – E o Gabriel Chalita?
Luiza Erundina –
O Chalita já não é novidade, mas também é uma liderança jovem. Os dois têm perfis semelhantes. Mas o PT tem uma militância mais ativa. O Chalita terá mais dificuldades.

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sexta-feira, 15 de outubro de 2010 Eleições | 09:01

Paulo Bernardo também é alvo de criticas nos bastidores da campanha de Dilma

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A medida em que as pesquisas não correspondem às expectativas da campanha de Dilma Rousseff, começam a ser contabilizados os erros.

Está sendo muito criticada, entre os aliados, a entrevista que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, deu ontem ao jornal “O Estado de S.Paulo”.

Bernardo anunciou, por exemplo, que, se o PT vencer as eleições, vai mudar tudo nos Correios.

Ora, isso é uma admissão, em plena campanha, de que nesses oito anos de governo Lula a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de fato virou numa bagunça — comentam à boca pequena aliados de Dilma.

Há até a expectativa de que José Serra utilize a entrevista no seu programa ou num próximo debate.

Mais: as declarações de Paulo Bernardo ao jornal só fazem os atuais funcionários da estatal e perderem empenho na campanha pelo continuidade do atual governo.

E os partidos aliados — aos quais foram loteados os cargos na empresa — enxergaram na entrevista o velho hábito do PT de jogar a conta das encrencas sobre os outros.

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terça-feira, 10 de agosto de 2010 Eleições | 05:03

Não adianta estudar para a sabatina de Bonner e Fátima

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William Bonner, Fátima Bernardes e Dilma Rousseff (Foto:TV Globo / Renato Rocha Miranda)

A candidata do PT, Dilma Rousseff, preparou-se à exaustão para participar, ontem à noite, da entrevista do Jornal Nacional. A ex-ministra estudou temas, números e pediu a auxiliares dados do governo Lula para estar precavida a qualquer “pegadinha”.

No entanto, este não é – e nunca foi – o espírito da entrevista do JN. O objetivo da sabatina de Bonner e Fátima é tocar nos pontos delicados da imagem ou percepção do eleitorado em relação aos candidatos. Sempre foi assim no JN. É a pauta do povão.

O telejornal, mesmo no assunto política, está preocupado com a audiência e jamais os apresentadores podem permitir ao candidato ficar expondo números atrás de números.

A pergunta sobre sua personalidade dura e acusação de até maltratar pessoas, certamente, pegou Dilma de surpresa.

Mas alguns integrantes da oposição até elogiaram sua performance no JN. Salvo aquele de dizer que a Baixada Santista é no Rio.

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