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Posts com a Tag João Paulo Cunha

domingo, 7 de dezembro de 2014 Congresso | 08:00

‘Não foi um fato isolado’, diz senadora sobre xingamentos de vagabunda

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Alvo de xingamentos durante a polêmica sessão do Congresso Nacional que tentava votar mudanças na meta do superávit primário, na última semana, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) diz que as agressões contra parlamentares mulheres são recorrentes.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Foto: Agência Senado

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). Foto: Agência Senado

“Não foi um fato isolado. Apesar de termos uma mulher na presidência, a cara do poder político no Brasil é muito masculina”, explicou Vanessa, em entrevista ao Poder Online. Prova disso, diz a senadora, é que o mesmo grupo que puxou os xingamentos no plenário da Câmara também foi denunciado por chamar a deputada estadual Cidinha Campos (PDT-RJ) de “vagabunda”.

Na opinião da amazonense, entretanto, embora seja necessário identificar e punir os responsáveis, o problema passa por uma vontade política e mudanças culturais mais amplas. “Você fazer uma voz feminina ser ouvida é muito mais difícil, mesmo porque nossos colegas são os primeiros a desrespeitarem o regimento e se intrometerem quando estamos falando. No fundo, é um pouco aquele sentimento de poder. De que eles podem tudo.” Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

Deputada, como a senhora vê os xingamentos daquele dia. Foram algo isolado?
Não, não foi um fato isolado. Apesar de termos uma mulher presidenta, a cara do poder político no Brasil é muito masculina. Na última segunda-feira mesmo, a gente estava em uma reunião de líderes com a presidenta Dilma e só o meu partido tinha mulheres líderes – uma pelo Senado e outra pela Câmara. O resto eram homens. Então não é incomum esse tipo de manifestação, eu poderia citar inúmeros casos.

Quais, por exemplo?
Fazendo uma pesquisa para identificar as pessoas que estavam aqui ontem – que aliás não estavam aqui com o objetivo de acompanhar, mas sim de ajudar na obstrução e tentar impedir a sessão – descobrimos que alguns deles são donos de um blog de extrema direita, o Revoltados, e estão bastante enrolados com a Justiça. O (deputado) Paulo Pimenta (PT-RS) mostrou um monte de documentos, processos, em que eles incitam a violência, dizem que o (senador) Renan Calheiros (PMDB-AL) tinha de ser morto. E, olha que engraçado: um desses rapazes, que eu não sei se estava aqui ou não, mas que faz parte desse blog, responde a um processo porque chamou a deputada estadual Cidinha Campos (PDT-RJ) justamente de vagabunda.

O que a senhora achou de o grupo ter se defendido com a explicação de que os gritos diziam “vai pra Cuba” e não “vagabunda”?
Nós estamos tentando fazer a filtragem do áudio, precisamos ver se é possível porque lá não tem microfone, mas a TV Câmara também está ajudando a identificar. De toda forma, o pessoal do meu gabinete ouviu os gritos de “vagabunda” e, antes de eu falar, eu me lembro que as palavras de ordem eram “PT ladrão” e esculhambando a Dilma. Só depois, para disfarçar, é que eles começaram com o “Vai pra Cuba”. É lamentável. Todo mundo aqui foi desrespeitado, a democracia foi desrespeitada. Quando eu cheguei aqui na Câmara, as galerias tinham vidro, porque jogavam coisas lá embaixo. Quando o ex-presidente Lula foi eleito e o (deputado) João Paulo Cunha (PT-SP) presidiu a Casa é que isso mudou. De lá pra cá, acho que o episódio mais duro foi agora.

Leia também: Mulheres do PCdoB pedem punição de xingamentos contra Vanessa Grazziotin

Algumas pessoas voltaram a falar em colocar vidros nas galerias. A senhora concorda com isso?
Não, acho que não carece. O que precisa fazer é respeitar o regimento. As sessões são públicas, são abertas, transmitidas ao vivo. As pessoas que vêm aqui têm que respeitar a democracia. Por que que é proibida a manifestação? Porque quem tem de se manifestar é o plenário, não a galeria. E a gente tem que se manifestar de acordo com toda uma regra regimental. Eu não posso falar a hora que eu quiser, eu tenho de me inscrever, por exemplo. Mas eles gritando lá de cima, ainda mais de forma desrespeitosa contra uma mulher, não é algo que a gente possa caracterizar como democrático. Pelo contrário: eu tenho ouvido inclusive que essas pessoas que estavam aí são aquelas que nos movimentos populares têm defendido a volta da ditadura militar.

A senhora também se sente desrespeitada por parte de colegas parlamentares?
Sim, claro. Você fazer uma voz feminina ser ouvida é muito mais difícil, mesmo porque nossos colegas são os primeiros a desrespeitarem o regimento e se intrometerem quando estamos falando. No fundo, é um pouco aquele sentimento de poder. De que eles podem tudo. Então chegam lá, pegam o microfone, não respeitam a presidência, não respeitam ninguém e mulher principalmente, porque não temos a voz tão grave quanto eles.

E isso acontece tanto na esquerda como na direita?
Acho que o pessoal conservador, de direita, é pior. Porque eles não querem ver o avanço da mulher. Você veja, o PCdoB é o partido que mais tem mulheres aqui. E isso não é porque temos cota, nós estamos submetidas à lista aberta como qualquer uma. É porque é um partido que procura dar oportunidades, que age de forma proativa com as mulheres. Se você pega um DEM da vida, quantas mulheres eles têm? Qual é o protagonismo dessas mulheres? É quase nulo.

Agora, nesses últimos dias, os movimentos falavam muito em mais representatividade política. Esse também foi um ponto central nas manifestações de 2013. Que mecanismos poderiam ser adotados para diminuir esse distanciamento entre o povo e o Congresso sem precisar recorrer a um fechamento de galerias, por exemplo?
Nós caracterizamos esse processo como o terceiro turno eleitoral. Quem está acompanhando, percebe que o problema deles não é com o mérito. Se fosse, eles teriam de explicar porque o Fernando Henrique Cardoso fez a mesma coisa em 2001, quando eles estavam no poder. O que eles querem é somente desgastar a presidente antes que ela assuma o novo governo. E eles dizem isso abertamente: que querem que ela incorra na irresponsabilidade fiscal. Mas ela já disse que isso não vai ocorrer. Agora, para aumentar a representatividade de uma maneira mais ampla, só com uma reforma política.

Assista a um trecho da entrevista:

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terça-feira, 8 de julho de 2014 Eleições | 07:30

Deputado estadual herda número de campanha de José Dirceu

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adrianodiogo_alespApós um disputado sorteio, quem herdou o histórico 1368 – número de campanha do ex-deputado federal José Dirceu (PT-SP) – foi o deputado estadual Adriano Diogo, presidente da Comissão da Verdade de São Paulo.

O número 1313, adotado até as últimas eleições pelo ex-deputado federal José Genoíno, também foi disputado. O sorteado foi o vice-prefeito de Itapevi, Fláudio Azevedo Limas.

O único paulista condenado pelo Mensalão cujo número não foi alvo de disputa entre os candidatos a deputados federais foi João Paulo Cunha. O número 1325 ficará com Silvana Aparecida da Silva, ex-vereadora de Santo André.

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quinta-feira, 13 de março de 2014 Justiça | 16:38

Joaquim Barbosa quase perde a última sessão do mensalão

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Joaquim Barbosa

Joaquim Barbosa

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, quase perdeu a última sessão do julgamento do mensalão. Ele chegou ao Plenário faltando 20 minutos para o término da sessão.

Nos corredores do STF, fala-se que Barbosa não pretendia proclamar novamente um resultado favorável aos réus.

Nesta quinta-feira, o ex-deputado federal João Paulo Cunha foi absolvido pelo crime de lavagem de dinheiro.

Essa foi a única vez em que Barbosa não participou integralmente de um dia de análise da chamada Ação Penal 470.

O mensalão demandou 69 sessões de julgamento nas três fases: análise de mérito, julgamento de embargos declaratórios (recurso que buscava esclarecer omissões da Corte na fase inicial) e julgamento dos embargos infringentes, recurso que rediscutiu algumas penas.

Foram aproximadamente 300 horas de julgamento desde agosto de 2012. Agora, o mensalão parte para novas fases de recursos mas que não afetarão no resultado final.

Atualizada às 17h15

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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014 Política | 12:00

Para petistas, João Paulo ‘constrange’ colegas por não renunciar

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A avaliação que circula entre colegas petistas é a de que João Paulo Cunha (PT-SP) só ‘constrange’ seus colegas na Câmara, ao optar por não renunciar ao mandato de deputado federal.

Para um líder petista, a chance de o resultado da estratégia ser favorável a Cunha é zero.

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013 Congresso | 17:01

João Paulo Cunha critica Joaquim Barbosa e questiona julgamento do mensalão

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O ex-presidente da Câmara dos Deputados João Paulo Cunha (PT-SP) reuniu a imprensa num anexo da Câmara dos Deputados para falar sobre o julgamento do mensalão. A manifestação ocorre no mesmo dia em que João Paulo lançou uma revista intitulada “A verdade, nada mais do que a verdade”, com cópia dos documentos que ele diz terem sido ignorados por Barbosa e que, diz ele, comprovariam sua inocência.

Assista:

Com 56 páginas, a revista traz cópias de contratos firmados em sua gestão como presidente da Câmara e resultados de auditorias internas. Cunha diz que não foi responsável pela contratação de serviços de publicidade da Casa e que apenas manteve prática adotada por seu antecessor na presidência, o hoje senador Aécio Neves (PSDB-MG).

*Com Julianna Granjeia, do Poder Online em São Paulo

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quinta-feira, 5 de setembro de 2013 Partidos | 06:00

Para aliados, Genoino e João Paulo Cunha tendem a renunciar

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Pessoas próximas aos deputados José Genoino (PT-SP) e João Paulo Cunha (PT-SP) avaliam que ambos podem renunciar ao mandato, para evitar o constrangimento de esperar até que seja determinada a perda de seus respectivos mandatos parlamentares.

O ex-presidente do PT e o ex-presidente da Câmara foram condenados no julgamento do mensalão, que agora está em fase de análise de recursos. Na sessão de ontem, a Corte analisou o caso de Cunha e decidiu manter a perda automática de mandato dos deputados condenados no mensalão.

 Leia também: Caso Donadon divide expectativas sobre destino de réus do mensalão

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terça-feira, 3 de setembro de 2013 Congresso | 06:00

Caso Donadon divide expectativas sobre réus do mensalão

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Diante de mais uma volta no caso Natan Donadon (sem partido-RO), as expectativas se dividem no Congresso quando o assunto é o destino de deputados condenados no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo escândalo do mensalão.  Na lista dos que acompanham ansiosamente um desfecho para Donadon, estão José Genoino (PT-SP), João Paulo Cunha (PT-SP), Pedro Henry (PP-MT) e Valdemar Costa Neto (PR-SP).

Leia também:  STF suspende sessão que manteve mandato de Natan Donadon

Logo após a decisão do plenário da Câmara de manter o mandato de Donadon, na semana passada, não faltavam deputados dizendo esperar que a posição seria repetida em massa no caso dos réus do mensalão. Mas os mais atentos já alertavam também para o fato de a votação impulsionar as pressões pelo fim do voto secreto em casos de cassação.

Ontem, após o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, conceder liminar suspendendo a sessão que manteve o mandato de Donadon, pessoas próximas a alguns desses deputados enxergavam um cenário ainda mais difícil para os réus do mensalão. A chave, dizem, está no tamanho do colegiado. Quanto maior, mais fácil diluir o impacto negativo de uma eventual absolvição. E a Mesa Diretora da Câmara, lembram, está longe de se enquadrar nessa definição.

Pelo critério estabelecido na liminar de Barroso, a perspectiva de cassação automática se aplicaria, neste momento, somente ao caso de João Paulo Cunha. Mas petistas já dizem não ter dúvidas de que o atual cenário põe ainda mais pressão sobre todos esses deputados.

 

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quinta-feira, 16 de maio de 2013 Política | 10:00

PT de Santos fará mais um ato em apoio a condenados do mensalão

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O ex-ministro José Dirceu, os deputados João Paulo Cunha e José Genoino vão participar de um ato pela anulação da sentença do mensalão em Santos (litoral de SP), na sexta-feira (17). O partido, que já realizou outros atos semelhantes nos últimos meses, desta vez convidou também o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato.

Infográfico: Confira as penas aplicadas aos réus do julgamento do mensalão

O ato, organizado pelo PT da macrorregião da Baixada Santista, pela CUT da baixada e pelo setorial jurídico do PT, será às 19h no Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários e Operadores Portuários no Estado de São Paulo (Settaport), na região central de Santos.

Leia também: Com embargos, PT torce para livrar Dirceu, Delúbio e João Paulo do regime fechado

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quinta-feira, 28 de março de 2013 Congresso | 17:01

Feliciano diz que foi o PT que o colocou na Comissão de Direitos Humanos

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O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) afirmou ao apresentador Danilo Gentili, da TV Bandeirantes, que foi o PT que o colocou para encabeçar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

A declaração foi dada no programa “Agora É Tarde”, gravado ontem e que vai ao ar na noite desta quinta-feira.

Feliciano afirmou que a atenção está voltada a ele enquanto ninguém comenta o fato de os deputados João Paulo Cunha (PT-SP) e José Genoino (PT-SP), ambos condenados pelo STF no mensalão, integrarem a Comissão de Constituição e Justiça.

Após diversas manifestações contrárias ao pastor na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, deputados petistas encabeçaram a criação de uma frente parlamentar pelo afastamento de Feliciano.

No programa, Danilo Gentili pergunta se Feliciano não estaria sendo “apenas um espantalho para o PT”. “Acho que preciso concordar”, respondeu o pastor.

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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 Política | 22:08

Petistas condenados no STF pelo mensalão têm noite de estrela

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A festa organizada nesta noite em São Paulo em homenagem a Ricardo Zarattini (PT-SP) deu lugar a mais um ato de desagravo aos petistas condenados no Supremo Tribunal Federal (PT-SP).

Desta vez, os deputados José Genoino e João Paulo Cunha, o ex-tesoureiro da legenda Delúbio Soares e o ex-ministro José Dirceu tiveram tratamento digno de celebridade. Os quatro posaram incessantemente para fotos com militantes por pelo menos uma hora.

Delúbio desfilou pelo salão de braços dados com Zarattini, recebendo a cada passo os cumprimentos. E Dirceu até distribuiu autógrafos. Os quatro também ganharam um discurso cada. Todos recheados de críticas à imprensa e às condenações impostas pelo Supremo.

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