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Posts com a Tag Marcos Coimbra

domingo, 7 de outubro de 2012 Eleições | 13:38

Vitórias em São Paulo, Recide e Belo Horizonte pouco influirão em 2014, diz Marcos Coimbra

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Artigo do presidente do Instituto Vox Populi de pesquisas eleitorais, o sociólogo Marcos Coimbra, publicado hoje no jornal Correio Braziliense:

Três destaques

Sem desmerecer nenhuma, nestas eleições, o interesse nacional se concentrou em apenas três cidades.

Hoje à noite, saberemos o que nelas aconteceu – bem como em todas.

As eleições dos prefeitos de São Paulo, Belo Horizonte e do Recife motivaram mais discussões, receberam maior cobertura jornalística e foram mais atentamente acompanhadas que as outras. Mas não por ser as mais importantes.

É bom para qualquer partido, grupo político ou pretendente a candidato presidencial terminar a eleição como “vitorioso” nessas cidades. O que não quer dizer que seja inequívoco o significado da expressão “vitória”.

Tampouco é óbvio o impacto que sair-se bem nas três tem na política nacional ou estadual. Já tivemos tantas combinações de resultados que não faz sentido imaginar que só uma hipótese exista.

Em Belo Horizonte, por exemplo, o PT venceu a eleição de prefeito em 1992 com Patrus Ananias e o PSDB elegeu Eduardo Azeredo para o governo mineiro dois anos depois. O mesmo se repetiu em 2004 e 2006, com Fernando Pimentel e Aécio. O fato de o PT ter o prefeito da capital não foi garantia de sucesso na disputa seguinte para o governo do estado.

Assim como ocupar o Palácio da Liberdade não levou o PSDB à prefeitura da cidade.

Quanto às eleições presidenciais, a pouca vinculação entre escolhas locais, estaduais e nacionais fica evidente se lembrarmos que, em 2010, Marina Silva venceu o primeiro turno em Belo Horizonte, apesar do tamanho que PT e PSDB têm na cidade e em Minas.

A força de Eduardo Campos em Pernambuco não aumenta se o candidato que indicou, Geraldo Julio, vencer a eleição no Recife – hoje ou no segundo turno. Nem diminui se não.

Se vier a sofrer uma derrota (o que não parece provável), o governador continuará a principal liderança do estado. Se ganhar, apenas confirmará algo que ninguém discute.

E ele, mais que qualquer pessoa, sabe que não será o resultado do Recife que o tornará um presidenciável viável.

E São Paulo?

Não há exemplo maior da desconexão entre as eleições de prefeito e as outras que a vitória de Celso Pitta em 1996. O PSDB estava no governo do estado e na presidência da República, mas foi derrotado pelo herdeiro de Paulo Maluf.

Permanece no Palácio dos Bandeirantes desde 1994, apesar das mudanças na administração da capital.

Lula perdeu e ganhou eleições presidenciais com o PT na prefeitura. E as derrotas tucanas desde 2006 nada tiveram a ver com quem lá estava.

O que as eleições nas três cidades têm é importância política e simbólica. Nas sucessões estaduais e nacionais, não são decisivas.

O “grande duelo” deste ano, que ocorreria em São Paulo, tendo Lula de um lado e o PSDB do outro, não aconteceu – pelo menos por enquanto, pois não se pode excluir um segundo turno entre os dois. Celso Russomano alterou o jogo.

Qualquer que seja o resultado final, PT e PSDB sofreram com isso. Se um dos dois não estiver no segundo turno, mais que o outro. Mas nenhum terá a vitória que desejava.

No Recife, o PSDB ganha, mesmo se Daniel Coelho não vencer. Fez a coisa certa apostando na renovação, o que, em política, costuma gerar dividendos, se não no curto, no longo prazo. E o PT errou, confundindo-se em conflitos internos que impediram a manutenção da aliança com Eduardo Campos. Só por isso não estão juntos e não por “estratégia do PSB”, como alguns, equivocadamente, interpretam.

Quanto a Belo Horizonte, em qualquer cenário, o PT sai fortalecido da eleição. Pela primeira vez em vários anos, está unificado.

Mas não é mais hora de imaginar o que pode acontecer.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012 Eleições | 08:02

Mensalão torna pesquisas “ainda mais incertas”, diz Marcos Coimbra

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Do presidente do instituto de pesquisas de opinião Vox Populi, o sociólogo Marcos Coimbra, em seu artigo desta quarta-feira no jornal “Correio Braziliense”:

Essa eleição está sendo anormalmente afetada por fatores políticos externos.

(…) Julgamento do Mensalão com o processo eleitoral cria um ambiente de desconfiança generalizado no sistema político.

(…) O que estamos vendo é o descrédito da política e dos partidos de maneira geral.

(..) Não sabemos o quanto isso poderá afastar da urna o eleitor, diminuindo o comparecimento, ou aumentando os votos brancos e nulos. Por isso as pesquisas podem ficar ainda mais incertas.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012 Eleições | 09:44

Sociólogo sugere que Serra tem que mudar comunicação com eleitorado

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De Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do instituto Vox Populi de pesquisas de opinião, sobre a queda do tucano José Serra nas pesquisas para prefeito de São Paulo:

Serra não está mal por razões específicas de sua campanha, como alguns afirmam. Sua comunicação não é pior que em eleições passadas. É igual. E esse é o problema.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012 Eleições | 10:01

Até agora, julgamento do Mensalão não mexeu com as pesquisas eleitorais

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Do presidente do Instituto Vox Populi, o sociólogo Marcos Coimbra:

“Nas pesquisas eleitorais disponíveis, não se percebe prejuízo para os candidatos petistas – ou vantagem para os adversários – causado pelo julgamento do Mensalão, passadas já três semanas do início. Como se vê, por exemplo, em São Paulo, onde, por enquanto, Serra míngua e Haddad cresce.”

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012 Eleições | 10:04

Presidente do Instituto Vox Populi acusa Datafolha de manipular pesquisa

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Para o presidente do Instituto Vox Populi, o sociólogo Marcos Coimbra, o Datafolha produziu resultados de encomenda em sua última pesquisa de opinião sobre os sentimentos da população acerca do julgamento do Mensalão.

Segundo o jornal “Folha de São Paulo” divulgou no domingo,  o levantamento do Datafolha apontava que  73% da população defendem cadeia para os acusados de participar do escândalo.

Em artigo intitulado “Resultados de encomenda”, publicado hoje no jornal “Correio Braziliense”, Marcos Coimbra afirma:

“A pesquisa abusou de perguntas indutivas, que tendiam a conduzir os entrevistados a determinadas respostas. Como diz a literatura em língua inglesa, fornecendo-lhes ‘pistas’ sobre as respostas ‘corretas’. “

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segunda-feira, 18 de junho de 2012 Eleições | 10:01

Pesquisas apontam eleições marcadas pela mudança, diz Marcos Coimbra

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Trechos de artigo do sociólogo Marcos Coimbra, presidente do instituto de pesquisas de opinião Vox Populi, publicado pelo jornal “Correio Braziliense” neste final de semana:

Ainda é cedo — na verdade, muito cedo — para chegar a qualquer conclusão, mas parece que, nas capitais estaduais, as próximas eleições serão marcadas mais pela mudança que pela continuidade.

É o que indicam as pesquisas disponíveis, realizadas, ao longo dos últimos meses, por empresas regionais e nacionais.

Pesquisas feitas a essa distância da eleição municipal costumam pintar quadros bem diferentes dos que terminam por prevalecer. Ao contrário das eleições gerais — especialmente as presidenciais — em que parcelas significativas do eleitorado se informam e decidem com antecedência, a escolha de prefeitos tende a acontecer tardiamente.

(…)

Hoje, no entanto, considerando as 24 capitais para as quais dispomos de dados, são poucos os casos de prefeitos que disputam a reeleição com favoritismo ou têm sucessores em posição confortável.

Nítidos, são apenas dois: os prefeitos de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB) e do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB). Somente eles passam de 40% nas pesquisas atuais – com destaque para o mineiro, que chega a 50%.

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quarta-feira, 30 de março de 2011 Partidos | 16:56

Marcos Coimbra diz que José Serra está por trás do PSD de Gilberto Kassab

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Trecho final do artigo no jornal “Correio Braziliense” escrito hoje pelo sociólogo Marcos Coimbra, presidente do instituto de pesquisas de opinião pública Vox Populi:

(…)

E há os partidos de conveniência. Eles não se enraízam nos interesses e preferências de uma parcela relevante da sociedade. Não decorrem da movimentação de um grupo de lideranças representativas. Não se estruturam em torno de personagens carismáticos, que empolgam emoções.

São, na maioria dos casos, veículos de importância proporcional à dos políticos que os criam, quase sempre para satisfazer ambições e vaidades. Dissidências que não vão longe, arranjos locais insignificantes no plano nacional. Não têm identidade ideológica, sendo suas plataformas programáticas apenas amontoados de banalidades. Quando têm ideias próprias, costumam defender bizarrices.

Nosso sistema partidário está cheio deles. E acaba de receber mais um, o PSD criado por (Gilberto) Kassab.

Ninguém leva a sério os partidos de conveniência, mas, sabe-se lá o porquê, o de Kassab, sim. A imprensa paulista dedica ao PSD um espaço despropositado. Nos últimos dias, por exemplo, foi objeto de páginas inteiras em um dos jornais da capital.

O prefeito não poderia fazer um partido do modo tradicional, de baixo para cima, pela simples razão de que não representa um movimento social relevante. Não há gente que queira se juntar a ele.

Seu PSD não expressa a vontade de lideranças à procura de nova identidade política. Ao contrário, é ele que está à cata de adesões.

É difícil imaginar um político com menos carisma que Kassab. Só quem não o conhece acreditaria que seja capaz de cativar corações e mentes.

O que leva, então, a que tanta gente fique olhando para o PSD de Kassab? Se não é ele, será que veem algo ou alguém por trás, suficientemente relevante para merecer atenção?

Quem seria? Quem poderia estar no pano de fundo das movimentações do prefeito?

Algumas pistas: para que partido está indo o candidato a vice na chapa derrotada do PSDB na eleição passada? E para qual parece se inclinar a senadora do DEM que tinha sido cogitada para o lugar? E quem é o fundador e líder maior do PSD, senão o ex-companheiro de chapa do candidato tucano de 2010?

Pode ser que tudo seja coincidência, mas que há um cheiro de (José) Serra no ar, há. Com espaço cada vez menor no DEM e no PSDB, uma hora dessas quem acaba no PSD é ele.

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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011 Partidos | 10:59

Para Marcos Coimbra, está na hora de Aécio Neves bater de frente com Serra

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Do sociólogo Marcos Coimbra, presidente do Instituto Vox Populi de pesquisas de opinião, explicando em seu artigo de hoje no jornal Correio Braziliense qual o problema em que o PSDB se meteu:

Hoje, a tendência quase atávica que os tucanos têm de evitar o dissenso não se sustenta mais. Seu medo do confronto interno terá que ser superado, pois não enfrentá-lo é o caminho certo para um novo fracasso em 2014.

O fulcro do problema é o serrismo, o pequeno, mas loquaz grupo de seguidores do ex-governador José Serra. Como tem um espaço desproporcional na chamada “grande imprensa” e conta com a simpatia de jornalistas nos principais veículos, acaba parecendo maior do que é. Os serristas são poucos, mas fazem barulho.

(…)

Esta semana um episódio até cômico ilustra os dilemas tucanos.

O PSDB tem, agora, no início defevereiro, seu tempo de propaganda partidária do semestre. É uma janela sempre importante e, agora, ainda mais, por ser a primeira oportunidade de reencontro do partido com a grande maioria da população, somente atingível pela televisão.

O natural seria aproveitá-la para aquilo que os marqueteiros chamam reposicionamento. Seria uma boa hora para mostrar-se com a identidade que o partido adotará nos próximos quatro anos.

Pois bem, pela insistência do serrismo em protagonizar o programa, o resultado é que ninguém o estrelará. Nem Serra, nem Aécio (Neves) aparecerão Só seu presidente e FHC poderão ser vistos. Ou seja, a cara do PSDB continuará a ser a de sempre.

Até quando o PSDB estacionará em impasses desse tipo? Quando é que a maioria vai mostrar à minoria que seu tempo passou?

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quarta-feira, 27 de outubro de 2010 Eleições | 10:07

Para Marcos Coimbra, debate da TV Globo, sexta-feira, será decisivo na disputa entre Serra e Dilma

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Em seu artigo publicado hoje no jornal “Correio Braziliense”, o sociólogo Marcos Coimbra, presidente do Instituto Vox Populi, explica que, embora Dilma Rousseff esteja em vantagem a quatro dias da eleição, ainda há chances para José Serra na disputa presidencial.

Coimbra não espera grandes novidades dos programas eleitorais no rádio e TV. Nem uma notícia na mídia capaz de mudar o quadro. “Resta o debate, é nele que os candidatos mais poderão fazer para convencer os poucos indecisos que existem”, afirma. Veja o texto:

Quatro Dias

Marcos Coimbra

Contando hoje, restam quatro dias até a eleição. Tudo o que aconteceu nos últimos dois anos na vida política brasileira e muito do que vai acontecer nos próximos depende deles.

Dilma chega a esta quarta-feira com uma frente razoável nas pesquisas, maior que 10 pontos. Em nenhuma ela está atrás, e sempre acima das margens de erro. Sua intenção de votos, hoje em 49%, segundo a última pesquisa Vox Populi, não foi alcançada ontem, e é de 93% a proporção de seus eleitores que se diz “decidida e não pretende mudar de ideia”.

Nos 38% que Serra tem, há eleitores um pouco menos firmes. Os decididos, em seu caso, são 86%. Ou seja: enquanto ela teria apenas 7% de eleitores incertos, os dele seriam o dobro.

Os completamente indecisos, aqueles que dizem não saber em quem votar, são 8% na espontânea e 7% na estimulada, o que sugere quão adiantado está o processo de tomada de decisão das pessoas. E há 6% que dizem que vão votar em branco ou anular (no primeiro turno, esses votos somaram perto de 8,5%, sendo preciso lembrar que alguns eleitores anulam seu voto não intencionalmente).

Aceitando esses números pela aritmética (coisa sempre arriscada em se tratando de pesquisas de opinião), o pior cenário possível, para Dilma, seria perder todos seus eleitores incertos e ver a totalidade dos indecisos migrar para Serra. Nessa hipótese, ela ficaria com 46% e ele com 45%. Se, além disso, todos que saíssem de Dilma fossem para Serra, ele iria a 48% e a ultrapassaria, ainda que por poucos pontos, permanecendo a uma distância dentro da margem de erro.

Inversamente, na melhor possibilidade para ela, Dilma poderia somar a seus 49% os indecisos, indo a 56% e, se Serra perdesse o voto de seus eleitores não firmes, e ela os recebesse, alcançaria uma dianteira de mais de 25 pontos sobre ele.

Pelo que conhecemos de eleições passadas, nenhuma dessas hipóteses extremas deve acontecer. O mais provável é que os dois preservem suas intenções de voto em proporções parecidas e que os indecisos se repartam de forma equilibrada.

Isso, é claro, se a famosa premissa do nada mais se alterando se mantiver. Nas projeções baseadas em pesquisas, é sempre assim que se trabalha. Se um fato novo acontecer, elas precisam ser refeitas. E o que pode acontecer de relevante de hoje a domingo?

Comparando o primeiro turno com a situação de agora, de uma coisa podemos ter certeza: o eleitorado não disporá da opção de um terceiro nome, por meio do qual os descontentes com as duas candidaturas principais se expressem. Em outras palavras, não haverá uma Marina Silva e todos serão obrigados a escolher em função do cardápio oferecido.

Serão, portanto, os quatro dias finais da eleição polarizada que iniciamos há tanto tempo e da qual saímos nas semanas que antecederam o primeiro turno, quando uma parte minoritária mas relevante do eleitorado buscou uma terceira via.

Agora, voltamos às velhas escolhas que cada lado apresenta ao país. Do lado de Dilma, entre continuar o governo Lula ou retroceder aos tempos em que Fernando Henrique era presidente e Serra, seu ministro. Do lado de Serra, entre sua vasta biografia ou a inexperiência eleitoral e o currículo limitado de Dilma. Um puxando para o plebiscito Lula vs. FHC, o outro para a batalha das biografias.

O que vimos no primeiro turno é que nenhum dos dois conseguiu convencer mais da metade do país que a sua era a opção a fazer. No segundo, pouca coisa trouxeram de novo.

De hoje a sábado, são três dias de propaganda eleitoral, o debate na Globo e uma intensa cobertura da mídia. Na propaganda, é pouco provável que tenhamos novidades, talvez apenas a despedida emocional de Lula. Da mídia, podemos esperar o que vimos ao longo da campanha inteira, uma clara preferência (ainda que crítica, em alguns jornais) por Serra. Resta o debate.

É nele que os candidatos mais poderão fazer para convencer os poucos indecisos que existem.

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domingo, 3 de outubro de 2010 Eleições | 16:55

Coimbra aponta que ainda há perda de votos religiosos

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Apesar de apostar que Dilma Rousseff será eleita neste primeiro turno, o presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, ontem fez acender a luz amarela no comitê de campanha do PT.

Ele avisou que a petista continuava perdendo intenções de voto junto ao eleitorado tipicamente religioso. Como se sabe, mais do que os escândalos, são os emails e posts na internet acusando a candidata de ser contrária às teses das igrejas que têm abalado os índices de Dilma.

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