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segunda-feira, 13 de outubro de 2014 Eleições | 20:58

Albuquerque ironiza ruptura com Marina: ‘estou morrendo de saudades’

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Beto Albuquerque (foto: divulgação)

Beto Albuquerque (foto: divulgação)

Ao chegar na reunião que elegeu o novo presidente do PSB, o deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS) foi questionado se o apoio a Carlos Siqueira, ex-coordenador de campanha do presidenciável Eduardo Campos (PSB), representaria uma ruptura com a ex-senadora Marina Silva (PSB).

Na semana passada, Beto intermediou a reaproximação até então impensável entre Siqueira e Marina. Indignado com a aliada, Siqueira deixou a coordenação da campanha do PSB acusando Marina de “não representar o legado de Campos” e de ser uma “hospedeira” dentro do partido.

“Estou rompido com Marina. Não a vejo há 12 horas. Estou morrendo de saudades”, brincou Beto, que foi candidato a vice-presidente de Marina, no primeiro turno.

Leia mais: Carlos Siqueira é eleito presidente do PSB por aclamação

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domingo, 12 de outubro de 2014 Eleições | 08:00

‘Demora no apoio de Marina valoriza decisão’, diz Aloysio Nunes

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Aloysio Nunes (foto: Agência Senado)

Aloysio Nunes (foto: Agência Senado)

Na expectativa de uma decisão favorável da ex-senadora Marina Silva (PSB) sobre um apoio aos tucanos no segundo turno, o senador e candidato a vice-presidente de Aécio Neves, Aloysio Nunes (PSDB-SP), minimiza as exigências apresentadas pela fundadora da Rede Sustentabilidade e diz que, ao contrário de enfraquecê-la, a demora num eventual anúncio de apoio por parte de Marina “valoriza” sua decisão.

“Acho que essa demora até valoriza a decisão, é uma coisa meditada, pensada”, diz o senador, em entrevista ao Poder Online. “Ainda mais levando em conta que ela não tem um partido formalmente organizado, como o PSB, o PPS, o PV. No PSDB é muito simples, a gente reúne a comissão executiva, discute, vota e acabou-se. Foi como fez o PSB. A Rede é outra coisa, ainda não tem essa estrutura formal para tomadas de decisão”, pondera.

Animado com os resultados da última pesquisa Sensus – que indicou uma vantagem de 17,6 pontos de Aécio Neves sobre a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff -, Nunes admite que nem o PSDB esperava tamanho crescimento, mas comemora: “Pesquisa boa a gente sempre acha ótima, mas ainda tem muito chão até o fim da campanha.” Leia abaixo os principais trechos da conversa:

Senador, está previsto para esta manhã o anúncio oficial sobre o apoio da ex-senadora Marina Silva no segundo turno. Qual é a expectativa da campanha?
No segundo turno, uma candidatura como a do Aécio adquire um contorno muito mais amplo. Não é mais só da coligação, é uma candidatura de todos aqueles que querem a mudança, como é o caso da Marina, que foi nitidamente de oposição durante todo esse processo. É natural que ela venha a acompanhar o Aécio. É claro que eu espero que ela venha conosco, mas respeito os posicionamentos que ela decidir adotar.

Há em parte do PSDB uma sensação de que a demora em anunciar essa adesão enfraqueceria o apoio de Marina à candidatura. O senhor concorda?
De forma alguma. Quem diz isso? Acho que essa demora até valoriza a decisão, é uma coisa meditada, pensada. Ainda mais levando em conta que ela não tem um partido formalmente organizado, como o PSB, o PPS, o PV. É mais fácil quando um partido tem uma executiva para se orientar, então é natural que a Marina demore mais para ampliar as consultas. No PSDB é muito simples, a gente reúne a comissão executiva, discute, vota e acabou-se. Foi como fez o PSB. A Rede é outra coisa, ainda não tem essa estrutura formal para tomadas de decisão.

A avaliação que se tem é de que as exigências apresentadas por Marina expuseram as contradições entre ela e Aécio, o que poderia dificultar uma maior transferência de votos.
Mas aí foi um mal-entendido. O Pedro Ivo publicou aquela espécie de decálogo, listando que era fundamental isso, fundamental aquilo. Mas ele estava expondo a visão do núcleo da Rede, não queria dizer que eram condições para que Marina viesse a nos apoiar. Só que quando você tem forças políticas distintas é normal essa interpretação. Mas eu não entendi aquilo como um ultimato. Não houve essa negociação ponto por ponto não.

Ontem, Aécio anunciou que estava disposto a ceder em alguns pontos, mas não abriu mão do posicionamento favorável à redução da maioridade penal, criticado por Marina. 
Quem exprime com mais propriedade esse processo é o Walter Feldman (porta-voz da Rede Sustentabilidade). Ele fez uma declaração ontem, onde disse que são duas correntes políticas que estão buscando o ponto em comum – e não exarcebar as diferenças. O fundamental é o seguinte: a Marina, assim como seus amigos políticos, querem a mudança. Queremos tirar o PT do governo, para avançar. Para aperfeiçoar o processo de inclusão social, o combate à corrupção. A redução da maioridade penal é uma diferença. Nós somos a favor para crimes hediondos, mas há uma convergência muito grande no sentido de implantar o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Uma necessidade comum de ampliarmos efetivamente toda a legislação sobre juventude, que é avançada, generosa e que não é aplicada, é letra morta.

A pesquisa Sensus divulgada neste fim de semana indicou uma vantagem de 17 pontos de Aécio sobre Dilma, no segundo turno. Como a campanha recebeu essa notícia?
Pesquisa boa a gente sempre acha ótima, mas ainda tem muito chão até o fim da campanha. Mas a campanha está cada vez mais animada, é mais do que uma campanha: é um movimento com muito entusiasmo, muita alegria. Independentemente do resultado dessa pesquisa, há uma sensação de alegria nas pessoas que nos acompanham e que estão participando.

Esse resultado já era previsto internamente?
Não, de forma alguma.

Nesta reta final, qual será a estratégia da campanha? Haverá algum foco específico no nordeste, para reverter a associação que foi feita entre os eleitores do PSDB e os ataques a nordestinos?
Isso é uma conversa fiada, não vamos cair jamais nessa conversa. Não teve nenhuma repercussão essa história, a única repercussão que eu estou vendo é você me fazer essa pergunta. O que o PT está fazendo na internet é uma barbaridade. É inacreditável o que milhares de militantes pagos vêm fazendo. Eu já nem vejo mais essas coisas, dado o caráter grotesco. Não tem credibilidade nenhuma. A Dilma é uma candidata que só tem uma novidade, que é a cor do vestido. Antes era azul, agora é vermelho. Mas, como dizia minha avó, perde o pelo, mas não perde os vícios. Nós vamos nos afastar dessa atitude, não vamos nos misturar.

Qual o impacto de apoio como o da família do ex-governador Eduardo Campos, anunciado ontem, para o crescimento de Aécio num estado como Pernambuco, onde Marina venceu as eleições.
É um apoio é um apoio muito positivo, ainda mais considerando que o desempenho do Aécio foi coisa de 6% em Pernambuco, porque todo o campo da oposição estava com Marina. Então isso muda bastante o cenário. Acho muito difícil esse voto que foi pra marina, no Nordeste, ir para Dilma.

E com relação ao eleitorado em geral, existe algum segmento no qual a campanha ainda pretende crescer nestas últimas semanas?
É muito difícil uma campanha presidencial ter uma mensagem segmentada. Nossa mensagem é uma mensagem geral, do vento da mudança, que sopra aqui e sopra acolá.

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sábado, 11 de outubro de 2014 Eleições | 17:36

Marina está a um passo de anunciar apoio a Aécio

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A ex-senadora Marina Silva (Foto: Divulgação)

A ex-senadora Marina Silva (Foto: Divulgação)

O recado passado ao PSDB por interlocutores da ex-senadora Marina Silva (PSB) é de que ela estaria a um passo de declarar o apoio ao presidenciável tucano Aécio Neves.

Leia também: Exigências de Marina irritam aliados de Aécio

Marina já começou a discutir com sua assessoria os detalhes de um evento a ser realizado amanha à tarde, para anunciar sua decisão sobre o segundo turno da corrida presidencial.

Coordenador da campanha presidencial de Marina, Walter Feldman (PSB-SP) desconversa, mas confirma que o imbróglio se resolve neste domingo. “A decisão está sendo tomada. Nem nós, que somos próximos dela, temos essa confirmação ainda. Mas todos nós saberemos amanhã”, diz Feldman.

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sexta-feira, 10 de outubro de 2014 Eleições | 07:30

Campanha de Aécio contrata integrantes da equipe de Marina

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Xico Graziano (Foto: Divulgação)

Xico Graziano (Foto: Divulgação)

A equipe de comunicação digital do presidenciável tucano Aécio Neves buscou reforços na equipe da ex-adversária Marina Silva (PSB) para reforçar a campanha na internet.

Ao menos quatro ativistas que fizeram a campanha da fundadora da Rede Sustentabilidade foram recrutados para trabalhar diretamente com Xico Graziano, um dos principais coordenadores da área digital de Aécio.

Com menos tempo de TV do que os outros dois principais presidenciáveis, Marina deu atenção especial à área digital. No Facebook, por exemplo, Marina tem 2,28 milhões de curtidas, número que só foi superado por Aécio no segundo turno e do qual a presidente Dilma Rousseff ainda está distante.

Leia também: Tucanos tentam culpar petistas por ataques a nordestinos

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quinta-feira, 9 de outubro de 2014 Eleições | 12:56

Exigências de Marina irritam aliados de Aécio

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O clima já começou a ficar tenso entre tucanos, por causa do andamento das negociações entre o presidenciável e a ex-senadora Marina Silva para um apoio neste segundo turno. Nesta manhã, após Marina adiar a decisão de anunciar o endosso, interlocutores do candidato do PSDB começaram a se queixar nos bastidores do que descrevem como uma “interferência excessiva” na candidatura.

Já há no tucanato quem afirme que, dependendo das condições, a declaração formal de apoio começa a virar um mau negócio. Há ainda tucanos reclamando que Marina faz um discurso programático, mas negocia pontos pragmáticos. Na lista, estaria não só o fim imediato da reeleição, mas também a criação de condições para dar vida à Rede Sustentabilidade.

Marina, por sua vez, pediu a seus interlocutores mais próximos entrarem em compasso de espera nesta quinta-feira. Quer evitar um acirramento nas tensões. Ela orientou seus escudeiros a não dar declarações detalhadas sobre o assunto e está comandando pessoalmente todas as conversas.

 

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quarta-feira, 8 de outubro de 2014 Eleições | 10:30

PSB paulista encolhe na Câmara e vê perda de votos de legenda para Aécio

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O presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG). (Foto: Alan Sampaio / iG Brasília)

O presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG). (Foto: Alan Sampaio / iG Brasília)

A expectativa de crescimento alimentada pelo PSB de São Paulo foi frustrada, no último domingo. De cinco deputados federais, a sigla passou para apenas quatro: Luiza Erundina, Luiz Carlos Filho, Keiko Ota e Flávio Augusto da Silva.

Internamente, a avaliação é de que muitos eleitores que estavam propensos a votar na presidenciável Marina Silva (PSB), e de quebra na legenda, acabaram indo para o presidenciável Aécio Neves (PSB) votando, na última hora, na legenda tucana.

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terça-feira, 7 de outubro de 2014 Eleições | 15:00

‘Nós do PSDB não temos nenhuma confiança nas pesquisas do Ibope’, diz tucano

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Responsável pela estruturação do PSDB paulista, César Gontijo não esconde sua insatisfação com as pesquisas divulgadas pelo Ibope.

“O Ibope não tem a menor credibilidade”, diz o tucano, que foi o responsável pela implantação no diretório paulista do PSDB de um dos mais abrangentes softwares de gestão partidária e análise conjuntural.

Segundo Gontijo, o Ibope foi incapaz de observar o crescimento de Aécio na reta final do primeiro turno. “Estávamos crescendo em todas as regiões do país e o Ibope não mostrava isso”, critica ele. “Até na boca de urna eles erraram”, acrescenta Gontijo.

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segunda-feira, 6 de outubro de 2014 Eleições | 18:39

Após cirurgia, Siqueira é dúvida para reunião do PSB sobre 2º turno

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Carlos Siqueira (Foto: Alan Sampaio/iG Brasília)

Carlos Siqueira (Foto: Alan Sampaio/iG Brasília)

O ex-coordenador-geral de campanha do presidenciável Eduardo Campos (PSB), Carlos Siqueira, passou nesta segunda-feira por uma cirurgia e pode ficar de fora da reunião da executiva nacional do PSB que decidirá se o partido estará com Aécio Neves, Dilma Rousseff ou se vai liberar seus filiados para se posicionarem, no segundo turno eleitoral.

Siqueira, que é o primeiro-secretário do PSB, sofreu um descolamento de retina e muito provavelmente ainda estará em recuperação na próxima quarta-feira, quando ocorre a reunião.

Após desentendimentos, o socialista esteve ausente da campanha de Marina Silva, tão logo ela assumiu o comando da candidatura. No PSB, Siqueira é visto como um dos maiores críticos ao governo de Dilma Rousseff.

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domingo, 5 de outubro de 2014 Eleições | 09:00

‘Marina sofreu ataques de todos os lados’, diz Walter Feldman

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Diante do risco de uma virada do senador mineiro Aécio Neves na corrida presidencial,  o coordenador da campanha de Marina Silva (PSB) diz que os ataques lançados sobre a candidata do PSB renderam frutos aos adversários e derrubaram seu desempenho nas pesquisas.

Segundo ele, a campanha socialista não teve como responder à altura, em função da desvantagem no tempo de televisão e do tempo escasso que restava até a data da votação.

Embora admita os transtornos causados pela divulgação detalhada do programa de governo, que custou uma série de críticas a Marina, Feldman defendeu a atitude e disse que cumpriu-se, assim, parte do compromisso com Eduardo Campos. “Eu sei que os marqueteiros das outras campanhas vibraram quando nós lançamos o nosso programa”, disse. Confira os principais trechos da entrevista.

Esta foi uma campanha que trouxe muitas surpresas e a própria ascensão de Marina Silva a condição de candidata ocorreu de forma drástica. Que balanço o senhor faz deste primeiro turno?
Nós fizemos uma campanha limpa, em cima de ideias, em cima do diagnóstico de que já começa um retrocesso na área social. No entanto, Marina deve ter sido, na história do Brasil, um dos personagens mais atacados, por todos os lados. Saímos, é claro, em uma situação menor que entramos, mas tivemos só cinquenta dias de campanha. No entanto, os resultados nos dá um cenário competitivo para eleger Marina.

Ex-deputado federal Walter Feldman (PSB-SP) - (Foto: Divulgação)

Ex-deputado federal Walter Feldman (PSB-SP) – (Foto: Divulgação)

Caso ela vá para o segundo turno, precisará contar com apoio de outras forças de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff. As divergências com os tucanos já estão superadas?
Não se constrói uma alternativa à polarização sem um discurso de terceira via e foi isso que fizemos. Se nós simplesmente fizéssemos a oposição ao PT, não conseguiríamos consolidar a ideia de terceira via. É certo que a Marina, na coligação, trabalhou muito para que tivéssemos candidaturas próprias. Isso aconteceu, a despolarização aconteceu e agora, o que está acontecendo é a alternativa real de disputa pelo poder aqui no Brasil. Agora nós achamos que deve se encerrar o primeiro turno para começar o processo de debate com os tucanos. Senão, a gente também estaria falhando no nosso conceito de que não se deve desprezar candidaturas.  Marina nos pediu para que tratássemos do segundo turno, no segundo turno e não antes disso.

Quando assumiu a candidatura após a morte de Eduardo Campos, Marina experimentou uma subida nas pesquisas chegando a empatar com a presidente Dilma Rousseff. Depois, começou a cair. Que erro a campanha cometeu?
Tivemos uma tragédia, que foi a morte de Eduardo Campos, tivemos um processo de discussão sobre a substituição de Eduardo depois de 10 dias de sua morte porque respeitamos o luto de Eduardo. A política não pode ficar acima das relações humanas.  Tivemos então um período muito curto de campanha. Dilma faz campanha há quatro anos e Aécio há pelo menos dois anos. Como já disse, tivemos 50 dias, com as condições que todo mundo conhece, sofrendo ataques de todos os lados. Tínhamos uma programação de comunicação que teve que ser mudada. Então, fizemos o que era possível. Na minha avaliação não haveria nenhuma mudança de rota.

Os ataques dos adversários conseguiram derrubar Marina?
Parcialmente sim, na medida em que as outras campanhas tinham muito tempo de TV, muitas inserções comerciais e toda uma estrutura voltada para descaracterizar uma vida que é marcada pela articulação, pela luta, pela crença na educação, pela defesa dos movimentos sociais, pela luta em defesa dos povos discriminados historicamente na sociedade brasileira. Houve muita mentira. Relacionar independência do Banco Central com retirar comida da mesa do trabalhador, como ameaça ao Bolsa Família e aos programas sociais. Sei de frases de pessoas ligadas à candidatura da presidente dizendo que iriam sangrar, que iriam incendiar a candidatura de Marina. Diziam que não podiam deixá-la crescer porque ela tem características sociais que podem pegar parcela do eleitorado do PT. Tentaram de tudo. Fizeram uma campanha deseducadora e não tiveram muita resposta porque tivemos pouco tempo de televisão. Então acho que nossa candidatura foi de resistência, de resiliência.

O senhor acha que foi um erro a divulgação do programa de governo detalhado que acabou esmiuçado pelos adversários? Em muitos momentos, os motivos de críticas tiveram este programa como base.
A divulgação deste programa era um compromisso nosso. Na primeira conversa que tivemos com Eduardo Campos, eu estava presente e foi construída uma aliança programática. Então, não dá para fazer uma aliança programática sem programa. Eu sei que os marqueteiros das outras campanhas vibraram quando nós lançamos o nosso programa, inclusive João Santana, que cuida da maquiagem da presidente Dilma. Mas nós quisemos fazer um contraponto. A sociedade precisa saber o que propõe uma candidatura, mas quem lança o programa vira vítima. Os dois outros candidatos não lançaram programa e o nosso foi tratado de forma crítica, não só pelos candidatos, mas também por parcela da sociedade que não reconheceu a coragem de se apresentar algo mais forte que represente um contrato.

E quanto aos recuos de Marina em relação a pontos do programa?
Os erros que foram cometidos foram reconhecidos, foram erratas que foram explicadas  e esmiuçadas de forma muito sincera. Estou falando literalmente erratas e não mudança de conceito, que foram interpretadas como recuos. Parte da mídia assim tratou também. Não queria reconhecer nossa explicação de que era um equívoco, que todo jornal ou todo meio de comunicação reconhece.

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Eleições | 06:00

Sucessão de erros deu contorno à disputa presidencial

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Chegada a votação do primeiro turno, as campanhas de Dilma Rousseff, Aécio Neves e Marina Silva fizeram balanços dos erros e acertos desta fase da disputa pelo Palácio do Planalto e chegaram a uma mesma conclusão. A sucessão de falhas que marcou as três principais candidaturas foi o que deu o contorno da disputa pelo mais alto cargo do país.

Especial: Leia todas as notícias do iG sobre as eleições 2014

A presidente Dilma Rousseff. (Foto: Alan Sampaio / iG Brasília)

A presidente Dilma Rousseff. (Foto: Alan Sampaio / iG Brasília)

Para a campanha de Dilma, os erros mais graves ocorreram lá atrás. Acumularam-se em setores estratégicos para um ano de eleição, como é o caso do empresariado, que há tempos dava sinais de irritação com a presidente e flertou desde o começo com a ideia de uma troca de comando no Palácio do Planalto.

Dilma custou e ainda custa a se curvar à ideia de “fazer política”, bateu de frente com aliados e falhou em responder ao desgaste que ficou evidente nas manifestações de junho do ano passado.

Para integrantes do círculo próximo à petisra, a morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos só elevou a um patamar até então imprevisível um sentimento que estava latente em vários setores do eleitorado. Ao desgaste da administração federal, somou-se um desgaste do próprio PT.  O discurso sempre foi o de que o pico de insatisfação daquela época era “artificial” e seria dissipado. Mas aliados admitem que os problemas continuam ali e vão demandar uma reação mais sólida num eventual segundo mandato.

Marina Silva (Foto: Divulgação)

Marina Silva (Foto: Divulgação)

O PT reconhece que a campanha de Dilma só conseguiu desmontar o cenário preocupante que se formou com a ascensão de Marina porque contou com os erros da própria ex-senadora para desconstruí-la. Marina paga até agora o preço de falhas cometidas no momento em que substituiu Eduardo Campos na corrida ao Palácio do Planalto. Em cima disso, cometeu outros erros, que permitiram a aproximação do tucano Aécio Neves.

As falhas mais graves, afirmam integrantes da campanha da ex-senadora, foram a resistência em selar acordos em estados estratégicos, como em São Paulo, e a falta de um controle mais cuidadoso na elaboração do discurso. A confusão de ideias e os recuos no programa de governo foram explorados à exaustão pelos adversários. E se traduziram em insegurança no eleitor que buscava uma alternativa à polarização PT-PSDB. Somado à força do marketing eleitoral do PT, esse cenário se transformou em um prato cheio para a campanha de Dilma.

Dependendo do desfecho da votação neste domingo, Aécio será capaz de desfazer o clima de derrota que o cercou nas últimas semanas, entrando no segundo turno como vitorioso. A campanha da presidente Dilma enxerga na curva ascendente do senador uma preocupação. Mas, na visão dos tucanos, Aécio talvez não precisasse passar por uma disputa tão acirrada se tivesse feito algumas escolhas diferentes no decorrer da campanha.

O presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG). (Foto: Alan Sampaio / iG Brasília)

O presidenciável Aécio Neves (PSDB-MG). (Foto: Alan Sampaio / iG Brasília)

Os mais críticos dizem que ele cometeu falhas em quase todas as etapas da campanha. Na largada, errou na comunicação e do marketing. Em seguida, falhou em responder rapidamente às denúncias sobre a construção de um aeroporto em terras que pertenceram à sua família, em Minas Gerais.  De quebra, custou a acertar a estratégia diante da subida de Marina nas pesquisas.

Tucanos avaliam que Aécio se beneficiou dos ataques de Dilma a Marina. Sem um endurecimento da campanha petista, afirmam, a queda da candidata do PSB não seria tão acentuada. Mas, na reta final,  Aécio ganhou elogios. Muitos no PSDB comemoraram o que descreviam como um “impulso de última hora” protagonizado pelo senador. Faziam elogios ao marketing eleitoral e ao desempenho dele nos últimos debate. 

Mas líderes da legenda também cobram do senador mineiro uma conta que, acreditam, poderia ter amenizado as dificuldades deste primeiro turno: um engajamento concreto do PSDB de São Paulo, em especial das alas ligadas ao governador Geraldo Alckmin e ao ex-governador José Serra. Embora Aécio tenha conseguido incorporar integrantes desses dois grupos à sua campanha, o entendimento é que um empenho maior por parte de Alckmin e Serra poderia ter feito a diferença diante de uma disputa tão apertada.

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