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Posts com a Tag Mensagem ao Partido

sexta-feira, 2 de agosto de 2013 Partidos | 19:29

Grupo critica ‘segmentos’ do PMDB e diz que PT tem que qualificar alianças

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Na mesma semana em que a direção nacional do PT  divulgou nota procurando reafirmar a “aliança prioritária” com o PMDB, a corrente petista Mensagem ao Partido publicou um texto no qual defende a relação com os setores ligados ao vice-presidente Michel Temer, mas se queixa de “segmentos” que “atrapalham a agenda de mudanças”.

“Em relação a política de alianças do governo Dilma, reconhecemos que há setores que têm sido leais ao governo e às mudanças que precisam continuar acontecendo no país e setores que querem essa agenda. Os que querem obstruir a agenda de mudanças do país devem ser convidados a ajudar ou a se afastar”, diz a nota, distribuída nesta sexta-feira pela corrente.

Leia também: Depois de chamar aliados de ‘conservadores’, PT reafirma aliança com PMDB

“Em relação ao PMDB, devemos reconhecer o apoio do vice-presidente da República, Michel Temer, e de setores liderados por ele, mas questionar a presença de segmentos que atrapalham a agenda de mudanças”, prossegue o documento. “Assim, não devemos rever nossas alianças, mas questioná-las para qualificá-las, para que efetivamente ajudem a promover a segunda geração da revolução democrática.”

Fundada pelo hoje governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, a Mensagem ao Partido é hoje a segunda maior força dentro do PT. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) disputará a presidência do partido contra o atual ocupante do posto, Rui Falcão, na eleição interna marcada para novembro deste ano. O grupo foi formado em 2005, em cima da tese de que o PT precisava ser “refundado”, em resposta à eclosão das denúncias do escândalo do mensalão.

Na nota, a corrente afirma que o PT deve “qualificar” sua política de alianças, assegurando uma “unidade programática” com o “campo de esquerda”, mais especificamente com PCdoB, PDT e PSB. A aliança com esses três partidos, diz o grupo, devem ser a “espinha dorsal de sustentação da agenda de mudanças” apresentada pela presidente Dilma Rousseff. “Esse exercício deve ser feito com mais intensidade”, diz o texto.

Na nota, que relembra os protestos ocorridos em junho pelo país, o grupo também apoia mudanças no sistema de financiamento das campanhas eleitorais e pede uma reforma tributária que reduza a carga imposta aos pobres e aumente a oneração das camadas mais ricas da sociedade.

Veja a íntegra da nota: 

As manifestações de junho colocaram na agenda política a urgência de uma segunda geração de mudanças a serem promovidas no Brasil, que a Chapa “Mensagem ao Partido” chamou de: “Segunda geração da revolução democrática”.  No documento que publicamos em março desse ano, dissemos que o centro desta mudança consiste em avançar em reformas que ampliem a democracia (reforma política, democratização dos meios de comunicação, consultas públicas sobre orçamentos e fundos públicos) e que alarguem os direitos do povo brasileiro, como a melhoria dos serviços públicos de educação, saúde e segurança, a realização da reforma urbana e agrária. Para nós, da Mensagem ao Partido, este pode ser um novo período de afirmação concreta de direitos e de mais e mais democracia.

Nesse mesmo documento abordamos a necessidade de um novo padrão de financiamento das políticas públicas para financiar o aumento de investimentos, que alavanquem o desenvolvimento, mesmo no contexto de uma crise na economia mundial.

Há que enfrentar uma reforma tributária que desonere os mais pobres e tribute progressivamente os mais ricos, inclusive instituindo o imposto sobre grandes fortunas.
Tais mudanças requerem nitidez programática e uma política de alianças que propiciem impulsionar tais mudanças.

Assim, o PT tem que qualificar sua política de alianças, dando nitidez ao seu programa para a sociedade e buscar construir unidade programática com o campo de esquerda- PCdoB, PDT e PSB, que deve ser a espinha dorsal de sustentação da agenda de mudanças apresentada pela Presidenta Dilma. Esse exercício deve ser feito com mais intensidade.

Tais alianças não devem ter em conta somente o espectro partidário , mas também forças sociais que querem alavancar tais mudanças.

Como o arco de alianças é maior que os partidos de esquerda, temos que apresentar para os demais partidos nosso programa e negociar para a elaboração do programa de governo.

Em relação a política de alianças do governo Dilma, reconhecemos que há setores que tem sido leais ao governo e às mudanças que precisam continuar acontecendo no país e setores que querem essa agenda. Os que querem obstruir a agenda de mudanças do país devem ser convidados a ajudar ou a se afastar.

Em relação ao PMDB, devemos reconhecer o apoio do Vice-presidente da República, Michel Temer e de setores liderados por ele, mas questionar a presença de segmentos que atrapalham a agenda de mudanças.

Assim, não devemos rever nossas alianças, mas questioná-las para qualificá-las, para que efetivamente ajudem a promover a segunda geração da revolução democrática.

 

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quarta-feira, 17 de abril de 2013 Partidos | 13:00

Paulo Teixeira acerta calendário de campanha pelo comando do PT

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Em campanha na eleição interna do PT, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), definiu um calendário de lançamentos regionais de sua candidatura. Teixeira estará em Santa Catarina no próximo dia 26. Em maio, ele passa pelo Amazonas (no dia 4), Rio de Janeiro (10), Minas Gerais (18) e Rio Grande do Sul (25).

Integrante da corrente Mensagem ao Partido, liderada pelo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, Teixeira se lançou candidato à presidência do PT para disputar o atual detentor do posto, Rui Falcão.

A candidatura de Falcão tem apoio da ala majoritária do PT. Entre os grupos que dão sustentação ao  atual presidente da sigla, estão Construindo um Novo Brasil, PT de Luta e de Massa e Novo Rumo para o PT.  Falcão também tem o endosso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa.

A eleição interna do PT ainda pode ter outros candidatos à presidência, já que outras correntes ainda não bateram o martelo sobre qual será sua posição na disputa interna.

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012 Brasil, Partidos | 06:30

Mensalão acirra divisão no PT

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O julgamento do mensalão terá consequências também nas disputas internas do PT.

Marcadas para o ano que vem, as eleições para os diferentes níveis de comando do partido deixarão explícitas as divergências acirradas pelo julgamento no Supremo Tribunal Federal.

Muitos petistas apostam num enfraquecimento da corrente Construindo um Novo Brasil, majoritária no partido desde sua fundação. Pertencem à CNB ex-dirigentes como José Dirceu e José Genoino, condenados pelo STF, e o ex-presidente Lula.

O crescimento da oposição – em particular da corrente Mensagem ao Partido – não deverá impedir que a CNB mantenha a hegemonia no PT, mas há a expectativa de que os poderes ficarão mais divididos.

A Mensagem foi criada quando estourou o caso mensalão – seu nome vem de um manifesto, uma mensagem, para que o PT se reencontrasse com velhas propostas e deixasse de lado o pragmatismo que marcou sua atuação a partir da primeira eleição de Lula.

Um pragmatismo que gerou o mensalão.

Um dos principais nomes da Mensagem é o governador Tarso Genro (RS) que, em outubro, escreveu um artigo que gerou muita discussão no partido: classificou de “devido e legal” o julgamento do mensalão.

Detalhe importante: nova estrela do PT, Fernando Haddad, prefeito eleito de São Paulo, integra a Mensagem.

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011 Partidos | 06:03

Tendências do PT: quem perdeu, tá levando

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A Mensagem ao Partido (incluindo aí a Democracia Socialista), que apoiou José Eduardo Cardozo para presidente do PT em 2009, está bem no mapa do segundo escalão.

Domina as áreas de habitação e os Incras regionais.

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