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segunda-feira, 28 de abril de 2014 Congresso | 08:00

PSOL lança campanha virtual por veto de Dilma à anistia dos planos de saúde

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A bancada do PSOL no Congresso Nacional lançou uma campanha virtual direcionada à presidente Dilma Rousseff. O objetivo é garantir o veto às mudanças no texto da Medida Provisória 627 – já sinalizado pelo Planalto.

Leia também: Ministério Público pede que Senado altere medida provisória sobre planos de saúde

“Não aceitamos a anistia de R$ 2 bilhões aos planos de saúde”, afirma a campanha puxada pelo senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e os deputados Ivan Valente (PSOL-SP), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Jean Wyllys (PSOL-RJ). Nesta terça-feira, o grupo organizará um twitaço – mobilização no Twitter – com a hashtag “Veta Dilma”.

Articuladas pelo deputado federal e relator da MP, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), as mais de 500 emendas ao texto beneficiam não só os planos de saúde mas também uma série de outros grupos empresariais. Em vez de tentar resgatar o caráter original da proposta ainda no Senado, porém, o próprio Ministério da Saúde preferiu costurar o veto presidencial.

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domingo, 23 de março de 2014 Congresso | 07:00

‘Nem precisa de articulação para evitar’, diz Vicentinho sobre CPI da Petrobras

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Vicentinho (foto: divulgação)

Vicentinho (foto: divulgação)

Às vésperas de uma semana decisiva para o Congresso Nacional, o deputado federal Vicentinho (SP), líder do PT na Câmara, adota um discurso para lá de otimista.

Sobre a tentativa de instalar com urgência uma CPI para investigar as recentes denúncias contra a Petrobras, incluindo a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, o líder petista é ousado em dizer que que “nem precisa de articulação para evitar”. “É uma tentativa eleitoreira, de desgaste. Até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já se posicionou contra a instalação de uma CPI, nesse momento”, diz.

A confiança do discurso de Vicentinho se estende também para a votação do Marco Civil da Internet. O petista acredita no esvaziamento do chamado Blocão e na solução da crise entre governo e base aliada. “Diria que 80% já está com a gente”, afirma ele.

Poder Online – Qual a estratégia do PT na Câmara para enfrentar a CPI da Petrobras?
Vicentinho –
Só o que existe é uma tentativa – que eu considero vã – de instalar essa CPI. Mas existe uma fila grande de CPIs para serem instaladas antes e eles não vão conseguir passar na frente. Esse pedido de urgência não tem o menor cabimento. Nem precisa de articulação para evitar. Essa história da Petrobras é um caso de oito anos atrás, que já está muito bem resolvido. É uma tentativa eleitoreira, de desgaste. Até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já se posicionou contra a instalação de uma CPI nesse momento. E a base também, eles já estão quase todos conosco.

A base está voltando? É o fim do blocão, então?
É a volta de quem nunca deveria ter saído, na verdade. Eu não posso te dizer quem, mas eu diria que 80% já está com a gente.

Mas essa crise ainda vai ter impacto nas eleições de 2014? A oposição vai conseguir se aproveitar disso?
Olha, eu espero que não. No Parlamento, a gente já sente que tem cada vez mais uma proximidade, prova disso é a votação do Marco Civil da Internet, na semana que vem, que já demonstra que a maioria está junta.

Como vai ser a votação de terça-feira? Tem algum artigo específico que teve de ser negociado?
A votação deve ser quase por unanimidade. Tem uma ou outra questão que ainda podem ser discutidas, como os datacenters, por exemplo. Mas da neutralidade a gente não abre mão. Existe um entendimento da importância histórica para o planeta, desse projeto, inclusive por deputados da oposição.

E com relação à Medida Provisória 627, sobre a tributação de multinacionais brasileiras no exterior, já existe algum consenso?
Ainda não. Na segunda-feira, haverá uma reunião com os técnicos das bancadas dos partidos e do Ministério da Fazenda para cristalizar bem as divergências e o entendimento do que é prioritário. A partir disso, devemos ter a votação na Comissão Especial, para depois ir ao Plenário.

A reunião da bancada do PT com o ex-presidente Lula, marcada para esta semana, pode ajudar a resolver a crise com a base aliada de uma vez por todas?
A conversa não vai mais ser nesta semana, porque o Lula terá de viajar e está muito cansado, mas pode ser na segunda-feira que vem. Será uma reunião com ele, o [Aloizio] Mercadante e o Rui Falcão. Eles acompanham melhor a conjuntura nacional e com certeza contribuirão para os posicionamentos da bancada, na Câmara. Inclusive sobre assuntos como Petrobras e as eleições de 2014, que fazem parte dessa conjuntura.

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