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Posts com a Tag policiais executados

quarta-feira, 14 de novembro de 2012 Brasil | 13:01

Coronel detalha novo perfil do PCC

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Em depoimento à Comissão de Segurança da Câmara, o coronel da reserva da Polícia Militar paulista, Elias Miler, deixou uma preocupante avaliação sobre o PCC, a organização que está escancarando a fragilidade do estado brasileiro com a matança de policiais e cidadãos.

“Antes eles (os criminosos) eram presos; depois eles passaram a trocar tiros; agora eles estão executando os policiais”, disse o coronel para definir: a polícia paulista já considera o PCC um grupo preparado para a guerrilha urbana, com ramificações incipientes em partidos políticos.

Com dados sobre a cronologia dos ataques, Miler ressaltou que as ações de envergadura ocorrem sempre às vésperas de eleições. E afirmou que o direito ao voto estendido ao preso sem condenação definitiva e a adolescentes infratores virou uma ferramenta do PCC nos presídios paulistas.

As táticas de planejamento, organização, execução e domínio de territórios foram, segundo o militar, copiadas do convívio com o Comando Vermelho e com os criminosos que sequestraram o empresário Abílio Diniz.

Um dos líderes do PCC, Marcos William Herbas Camacho, o Marcola, esteve preso na Penitenciária do Estado, no extinto Complexo do Carandiru, em São Paulo no mesmo período em que lá cumpriram pena sequestradores de Diniz. Todos eles pertenceram a organizações da esquerda armada da América Latina.

O coronel diz que o despreparo e a maneira confusa com que os governos vêm tratando a segurança está ocasionando um fenômeno: “o estado está ajudando a organizar o crime desorganizado”.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012 Brasil | 09:30

Magistratura quer união contra PCC

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Os juízes estão assustados com a crise na segurança em São Paulo.

“Aos olhos dos direitos humanos já estamos vendo um verdadeiro genocídio”, diz o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Henrique Nelson Calandra.

Ele considerada o estado de pânico em que vive a população paulistana mais grave do que os episódios de 2006, quando o PCC decretou toque de recolher e promoveu uma onda de violência que deixou desertas as ruas da capital paulista.

Cauteloso, o juiz paulistano não fala em perda de controle e nem em intervenção, mas afirma que a questão da segurança pública não é mais apenas um tema só de São Paulo.

“O governo federal deve entrar para ajudar debelar a crise. O quadro é sério, gravíssimo e preocupa a magistratura”, afirma.

Calandra lembrou que já que São Paulo se inspirou no Rio para construir um sambódromo e copiou o que é pior em organizações criminosas – as facções que dominam os presídios – agora é hora de “importar” o modelo de segurança baseado nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).

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