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domingo, 9 de junho de 2013 Social | 07:00

‘Política? Não, não, de jeito nenhum’, diz Reinaldo Kherlakian

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Conhecido por suas excentricidades, Reinaldo Kherlakian, herdeiro da Galeria Pagé, deixou os negócios de lado há quatro anos para investir em sua carreira de cantor e já tem um público fiel.

Ao Poder Online, após embalar um jantar beneficente da Associação dos Cônsules no Brasil (Conbras) no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, Kherlakian disse que, mesmo habituado a estar cercado de pessoas importantes e políticos, não pensa em se filiar e ser candidato a um cargo público. “Eu sou muito focado no que faço”, afirmou o cantor apaixonado pelo palco. Veja os principais trechos da entrevista:

Quando você começou a cantar?
Eu comecei a cantar faz quatro anos. A música entrou na minha vida e no meu coração. Só canto aquilo que me emociona. Você me viu cantar, me viu me emocionar várias vezes no palco. Eu entro na música mesmo, eu sou um interprete, visto essas roupas diferenciadas até por respeito ao publico. Eu acredito que a pessoa ouve o que ela vê também, o conjunto. Então, eu cuido com muita excelência de tudo. Do palco, da luz, dos músicos, preparadora vocal, enfim, são 35 profissionais que me acompanham. E eu não tomei uma pilulinha e saí cantando. Além da despesa que tem, tem muito tempo, eu estudo três horas por dia, todos os dias, há quatro anos. Às terças e quintas são cinco horas porque é com a orquestra. É preciso gostar, é muita dedicação.

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Você costuma fazer muitos eventos para políticos?
Não. Neste caso hoje aqui, foi atípico, não deu para passar o som, nem nada, por isso que deu microfonia, porque o governador estava trabalhando, até 19h, 20h, então não se poderia fazer barulho. Eu faço shows beneficentes – independentemente de ser, neste caso, a primeira-dama dona Lu Alckmin. Eu conheço as padarias artesanais, que ela leva com muita garra. Eu já conhecia o projeto, é o segundo ano que faço aqui em prol das padarias artesanais, sei o quanto é importante. Então, me sinto lisonjeado por ter sido convidado novamente pela Aconbras (Associação dos Cônsules no Brasil). Fiquei muito lisonjeado por poder contribuir e o bacana é que venderam todos os convites, isso foi muito gratificante.

É diferente fazer show nesse ambiente?
Eu busco excelência em tudo o que eu faço, mas é claro que pessoas assim me causam um pouco mais de preocupação, dá um pouquinho mais de nervoso, claro, mas eu sou muito focado no que eu faço. Hoje, em particular, como não deu para passar o som, eu já sabia que ia dar microfonia, que minha voz ia estar baixa, já sabia que lá no fundo, eu fui de propósito cantar “Conceição” lá no fundo e meu Deus! Mas depois eu aumentei mais minha voz e acho que deu para as pessoas ouvirem melhor.

E hoje ainda tinha o Moacir Franco vendo seu show também.
Ele ficou encantado. E falou para mim: “Você é valente! você é valente!”, eu não entendi isso e depois cobrei dele porquê. “Tá demais!”, ele falou, que gostoso ouvir isso. Puxa, Moacir Franco é um artista completo. Eu curti muito esse homem. Um elogio vindo dele é muito importante, ele estar aqui foi muito importante. Queria ter visto a Cláudia Raia, uma graça ela ter vindo. Sabe, em todos os meus shows vão pessoas muito importantes, artistas que aparecem do nada, isso me deixa nervoso. Porque são pessoas que conhecem tudo de musica, de interpretação, isso me deu insegurança por eu não ter podido passar o som.

E amigos? Sempre tem muitos conhecidos seus nos seus shows?
Sim. Mas um amigo, quando ele gosta, ele vai uma, duas vezes, mas não vai 30. Ele fez a parte dele e pronto. Então, eu tenho muita gente que me acompanha e vai em todos os shows. Eu até já indaguei e me disseram que é muito gostoso me ver cantar, ver minhas roupas, minha orquestra, minha interpretação, que ninguém faz mais isso hoje em dia, o cara vai no palco de camiseta e tênis, fica pulando no palco. Não tenho nada a ver com isso, mas acho que eu faço uma coisa bacana porque está dando resultado. Tanto que eu estou com shows vendidos até dezembro. Julho, eu vou para Nova Iorque descansar porque em agosto já tem três, na Hebraica, no Jockey, e aí vai. E mais dois ou três beneficentes. Acho que estou no caminho certo.

Qual é a média do preço do seu show? Você faz muito shows beneficentes, sem cobrar?
Eu faço muitos, que é um prazer, eu acho que faço minha parte. Se o outro cidadão não faz, eu faço a minha. Eu doo em paz. Vou fazer 59 anos no domingo agora e nunca tomei remédio para dormir, eu ponho a cabeça no travesseiro e durmo. Isso tem um segredo: bons pensamentos e atitudes generosas, isso faz você grande. Quanto à média de preço dos meus shows, depende muito, do lugar, se tem que viajar.

Reinaldo Kherlakian, e dona Lu Alckmin durante jantar beneficente

O de hoje (no Palácio dos Bandeirantes, no dia 5) quanto custaria?
O daqui custaria uns R$ 25 mil, acho.

Você tem pretensões políticas? Já pensou em ser candidato?
Não, em absoluto não. Não, não, de jeito nenhum.

Para 2014, você pretende manifestar apoio público a algum candidato?
Não sei, vou pensar um pouco sobre isso.

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