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Posts com a Tag renúncia

domingo, 1 de abril de 2012 Congresso | 07:35

“Chegou a hora de Demóstenes Torres renunciar ao mandato. Ou então será cassado”, afirma Pedro Simon

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Quando o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) subiu à tribuna , no dia 6 de março, para se defender das primeiras acusações de envolvimento com o banqueiro do jogo do bicho Carlinhos Cachoeira, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), um decano do Congresso, hipotecou toda sua credibilidade em defesa da honra do colega.

Agora que apareceram as gravações com a voz do próprio Demóstenes conversando com Cachoeira, negociando o texto do projeto de legalização do jogo, dizendo coisas do tipo “mas assim te pega”, Simon está indignado. Sente-se ludibriado.

Mas, mais que isso, o senador acha que Demóstenes agora está expondo o Parlamento à execração pública.

Em entrevista ao Poder Online, Pedro Simon argumenta que, como Demóstenes mentiu na tribuna, ele agora está já sujeito à cassação por quebra de decoro.

Portanto, o senador afirma que o melhor que seu colega tem a fazer é poupar o Senado do desgaste.

E poupar a si mesmo do vexame da cassação.

Assim como daquilo que Simon considera um vexame quase tão grande quanto o da cassção: ser expulso do DEM (que o senador gaúcho chama de PFL).

Poder Online – O senhor ouviu a gravação do diálogo entre o senador Demóstenes Torres e o Carlinhos Cachoeira? O que achou?

Pedro Simon – Estou muito chocado. Absolutamente chocado. Eu confiava nesse rapaz.

Poder Online – E agora?

Pedro Simon – Agora? Agora a única coisa que ele pode e deve fazer é renunciar ao mandato e ver o que Deus lhe reserva mais adiante. Sua permanência irá submeter o Parlamento a um constrangimento enorme. As pessoas nas ruas estão pensando o quê? Que políticos são todos sujos? Que todos nós somos envolvidos com  bicheiros. Que temos duas caras? Não dá.

Poder Online – Seria um último gesto de grandeza?

Pedro Simon – Não. Não seria por grandeza.  Seria um gesto de inteligência. Uma forma de ele mesmo se poupar. Porque se não renunciar será cassado.

Poder Online – Pelo que o senhor viu, o senhor acha que o Senado já tem elementos para a cassação?

Pedro Simon – É evidente. Ele disse aqui na tribuna que não tinha negócio nenhum com esse Cachoeira. Que era contra o jogo e que não sabia de atividades ilícitas do sujeito. Aí aparece a voz dele conversando com o bicheiro. Dizendo: ‘assim o projeto te pega.’ Combinando ir lá no Michel Temer, que era presidente da Câmara, para mexer os pauzinhos. Ou seja, mentiu para todos nós da tribuna do Senado.

Poder Online – Isso caracteriza falta de decoro?

Pedro Simon – É evidente! E ele deve renunciar já na segunda-feira. Caso contrário, vai passar outro vexame, que é o de ser expulso do PFL (Simon chama o DEM de PFL). Porque eles já deram um prazo para ele até terça-feira. Só falta o Demóstenes ficar lá esperando e acabar expulso do PFL. Depois vem o Comitê de Ética e, outro constrangimento.

Poder Online – Quando o Demóstenes subiu à tribuna para se defender,  o senhor chegou a se solidarizar com ele, como quase todos os senadores. E agora? Está se sentiu enganado?

Pedro Simon – Depois de tudo o que aconteceu, nunca me senti  tão ridículo. Mas lembre que eu disse lá, com todas as letras: se ele estava pedindo para ser investigado, era exatamente o que eu queria, que tudo fosse apurado. De qualquer maneira me sinto ridículo. Porque eu acreditava mesmo nele.

Poder Online – O que o senhor acha que aconteceu com o senador Demóstenes?

Pedro Simon – Não sei. Se tu me pedisse para escolher somente três ou quatro parlamentares honestos nesse Congresso, eu colocava o Demóstenes nessa lista. Ele parecia o sujeito mais firme do mundo. Há nove anos aqui do meu lado, eu o acompanhei. Sempre o achei firme, muito. Lembro do Demóstenes com o dedo em riste contra o Jader Barbalho, contra o Renan Calheiros. Se tivesse uma CPI, ele estava lá. Eu achava: esse é duro!

Poder Online – E não era…

Pedro Simon – Mas  não era nada. Estava lá se acertando com o Cachoeira. O rapaz tinha duas caras. Sinceramente, acho que é um caso patológico. Ele deve ter algum problema. Não sei.  Deve ter dupla personalidade…

Poder Online – E agora?

Pedro Simon – Agora, se ele tiver um pingo de lucidez, tem que chegar no Congresso na segunda-feira e renunciar. Caso contrário, vai expor o Congresso e estará se expondo a um vexame muito grande.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010 Congresso | 12:07

Gim Argello se reúne com Sarney

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Após renunciar ontem à relatoria do projeto de Orçamento da União e à cadeira na Comissão Mista de Orçamento (CMO), o senador Gim Argello se reúne neste momento com o presidente do Senado, José Sarney, e com os senadores pelo PMDB Renan Calheiros e Valdir Raupp.

Gim, como se sabe, está sendo acusado de destinar verbas do orçamento para institutos fantasmas e laranjas.

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010 Congresso | 17:41

Gim Argello renuncia relatoria do Orçamento

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Gim Argello (Foto: AE)

Relator do projeto de Orçamento da União para 2011, Gim Argello (PTB-DF) acabou de redigir o discurso de renúncia da relatoria do projeto, que será anunciada ainda hoje.

Além disso, Gim renunciará à cadeira na Comissão Mista de Orçamento (CMO).

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Congresso | 17:32

Renúncia do relator do Orçamento é prevista para hoje

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É esperado para o fim da tarde ou início da noite de hoje o anúncio da saída do senador Gim Argello (PTB-DF) da relatoria do Orçamento 2011.
 
Antes irredutível, Argello teria mudado de ideia após conversas que incluiram a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) e o deputado Gilmar Machado (PT-MG), respectivos líder e vice-líder do governo no Congresso.

— O governo quer votar o Orçamento. A saída (da relatoria) agora está a cargo do senador – disse Machado ao Poder Online.

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terça-feira, 30 de novembro de 2010 Congresso | 17:00

Renúncia de Jader é golpe

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Você entendeu a renúncia de Jader Barbalho (PMDB-PA) a seu mandato de deputado federal?

 Em sua nota, Jader diz que o fez em protesto pelo fato de o Supremo Tribunal Federal ter-lhe tornado inelegível para o Senado.

Bem o deputado Chico Alencar (PSol-RJ) parece ter decifrado o mistério:

— O Jader renunciou para fugir aos processos que correm contra ele no STF. Como ex-deputado, cai o fórum privilegiado e volta tudo à estaca zero. É uma manobra protelatória. Protesto seria ficar aqui, fazendo greve de fome no plenário. Mas isso ele não faz

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010 Eleições | 08:02

Roriz e o medo de elogiar

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Orientado por juristas e políticos de confiança, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC) resolveu retirar um trecho da carta de renúncia de sua candidatura ao governo do Distrito Federal, intitulada “Manifesto de Roriz ao povo de Brasília”.

A primeira versão trazia um parágrafo inteiro citando e elogiando os cinco ministros que votaram contra a aplicação da Lei da Ficha Limpa nestas eleições e em caso de renúncia. A ideia era cutucar os outros cinco que julgaram a favor da nova lei, e contra o recurso do ex-governador.

Mas chegou-se à conclusão que a medida poderia desagradar gregos e troianos: uns, por terem sido criticados; e outros por serem citados como aliados do ex-governador.

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010 Eleições | 20:52

Óculos atrasam anúncio oficial da renúncia

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Foto de Fellipe Bryan Sampaio -- Joaquim Roriz na entrevista coletiva, enfim com os óculos certos

O ex-governador Joaquim Roriz (PSC) foi interrompido três vezes por sua assessoria de imprensa enquanto anunciava a renúncia da candidatura ao governo do Distrito Federal.

Motivo: os assessores estavam confusos sobre qual dos três óculos que encontraram era realmente do ex-candidato.

 Fizeram a primeira tentativa, mas deu engano. Passado um tempo, entregaram o segundo óculos, que também não conferia. Só acertaram na terceira tentativa. 

 Enquanto isso, Roriz relembrou toda a sua trajetória política em Goiás e no DF.

 Só depois – já com o devido auxílio para as vistas – leu o documento oficial de renúncia, chamado “Manifesto de Roriz ao povo de Brasília”.

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Eleições | 14:46

Os motivos de Roriz para escolher a esposa

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Joaquim Roriz e Weslian Roriz

Depois que seu vice, Jofran Frelat (PR), recusou assumir a candidatura ao governo no seu lugar, o ex-governador de Brasília Joaquim Roriz fixou-se na família por um motivo muito simples: é que, saindo da disputa a esta altura da eleição, a urna eletrônica permanecerá com seu nome.

Então, se não é possível um sucessor com peso eleitoral,  será mais fácil tentar transferir os votos para alguém com o mesmo sobrenome.

O ex-governador chegou a pensar nas suas filhas, segundo informa um aliado. Mas a deputada distrital Jaqueline Roriz está bem cotada na corrida pela Câmara Federal. E Liliane Roriz concorre a seu primeiro mandato como deputada distrital. Uma candidatura incerta ao governo poderia paralisar a carreira política da escolhida. Já a mulher de Roriz, Weslian, nunca teve ambições eleitorais e nada tem a perder.

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quinta-feira, 27 de maio de 2010 Brasil | 17:10

Crise no Largo de São Francisco

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Antônio Magalhães Gomes Filho, diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, entregou seu pedido de renúncia agora há pouco.

Uma reunião, neste momento, tenta demovê-lo. Magalhães é um promotor de personalidade tranquila e equilibrada. Sua atitude mostra a gravidade da crise na faculdade de Direito de maior prestígio do país.

O motivo da crise é a reação dos estudantes à retirada da biblioteca do campus do São Francisco, no centro da capital. A decisão foi do atual reitor João Grandino Rodas, em janeiro, quando era diretor.

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