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Posts com a Tag São Paulo

quarta-feira, 25 de novembro de 2015 Cidades | 08:03

CPi aprova convocação de Haddad para falar de feiras de animais

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O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (Foto: Cesar Ogata/Secom)

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (Foto: Cesar Ogata/Secom)

A CPI que apura maus tratos contra animais aprovou na noite de ontem a convocação do Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

O requerimento de convocação de Haddad foi proposto pelo próprio presidente da CPI, deputado Ricardo Izar (PSD-SP).

Haddad deverá comparecer à comissão na próxima semana e será questionado a respeito de feiras clandestinas de animais que são realizadas na capital paulista.

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terça-feira, 5 de maio de 2015 Estados | 16:03

Unidade móvel para a comunidade LGBT será inaugurada em SP ainda este mês

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Prefeito Fernando Haddad inaugura Centro de Cidadania LGBT Paulo Pinto/Fotos Públicas

Prefeito Fernando Haddad inaugura Centro de Cidadania LGBT
Paulo Pinto/Fotos Públicas

Em tempos de desgaste do PT na capital paulista, a prefeitura decidiu cumprir algumas promessas de campanha feitas à comunidade LGBT. O prefeito Fernando Haddad deve inaugurar ainda este mês uma unidade móvel que vai circular por regiões como a Rua Augusta e o Largo do Aurouche.

O veículo servirá de base para a realização de campanhas educativas e para a prestação de serviços como testes para doenças sexualmente transmissíveis, além do acolhimento para vítimas de violência contra gays, lésbicas e pessoas trans.

Em março, Haddad já inaugurou um Centro de Referência LGBT, também situado no Largo do Arouche.

Leia também: ‘Sociedade está organizada contra a homofobia’, diz Haddad

 

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quinta-feira, 16 de abril de 2015 Política | 15:09

Para Erundina, Marta será alternativa contra polarização em São Paulo

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A ex-prefeita de São Paulo, Luiza Erundina (PSB), avalia que a entrada de Marta Suplicy (PT) na disputa municipal em São Paulo terá a mesma lógica da participação de Eduardo Campos na disputa presidencial em 2014: quebrar a polarização entre PT e PSDB.

Erundina diz não ter conversado com Marta a respeito da corrida municipal ainda, mas elogiou a ex-prefeita de São Paulo e destacou a importância dela na disputa do próximo ano.

Marta deverá anunciar nos próximos dias sua saída do PT e filiação ao PSB.

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segunda-feira, 30 de março de 2015 Governo | 07:00

Petistas voltam a se queixar da ‘paulistização’ do ministério

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A indicação de Edinho Silva para a Secretaria de Comunicação Social do governo voltou a alimentar a gritaria em setores do partido contra a “paulistização” da cota do PT no ministério da presidente Dilma Rousseff.

Além de Edinho, são ligados ao PT de São Paulo vários ministros de Dilma, entre eles Aloizio Mercadante (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Comunicações), Arthur Chioro (Saúde) e Luís Inácio Adams (AGU).

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quarta-feira, 25 de março de 2015 Partidos | 09:00

‘Eu não faria desta forma’, diz Erundina sobre saída de Marta Suplicy do PT

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A deputada Luiza Erundina ( (Foto: Agência Câmara)

A deputada Luiza Erundina ( (Foto: Agência Câmara)

Ao comentar a saída da senadora Marta Suplicy do PT e sua filiação ao PSB, a deputada federal Luiza Erundina – que fez o mesmo caminho em 1998 – critica a maneira como Marta tem conduzido a situação.

“Eu não faria desta forma. Ela tem suas razões, mas não precisa declarar guerra ao PT”, explica Erundina. “Eu mesma não saí assim”, compara. A deputada chegou a ser convidada para a festa de aniversário de Marta na última sexta-feira, mas não compareceu.

Sobre a intenção da senadora de disputar a prefeitura de São Paulo em 2016, Erundina reconhece que ela chega como a candidata natural do PSB e atribui parte do apoio partidário ao desempenho do atual prefeito petista, Fernando Haddad. “Ele não faz política, não construiu uma simpatia com a cidade. Até faz coisas interessantes, mas não dialoga, não fatura, isso favorece a Marta.”

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segunda-feira, 2 de março de 2015 Congresso | 19:30

Átila Lira comandará comissão pelo PSB na Câmara

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O deputado federal Átila Lira (PSB-PI). Foto: Divulgação

O deputado federal Átila Lira (PSB-PI). Foto: Divulgação

A bancada piauiense do PSB foi escolhida para presidir a comissão que couber ao partido na Câmara. Ainda não se sabe qual será a pasta comandada pela sigla, mas quem assumirá o posto é o socialista Átila Lira, segundo deputado federal mais votado no estado.

Com cinco deputados, Pernambuco teve direito à liderança da sigla. Já São Paulo e Piauí, que têm as segundas maiores bancadas, conquistaram um lugar na Mesa Diretora e a presidência de uma comissão, respectivamente.

Leia também: Comissão de Educacão da Câmara ficará com PCdoB

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015 Política | 12:00

Skaf e Temer discutem eleições de 2016

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Paulo Skaf (Foto: Divulgação)

Paulo Skaf (Foto: Divulgação)

Nesta quarta-feira, o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Paulo Skaf, e o vice-presidente da República, Michel Temer, terão um almoço para falar de política.

Derrotado nas últimas eleições ao governo de São Paulo, Skaf agora alimenta o sonho de se viabilizar para a disputa da prefeitura da capital no próximo ano.

No entanto, seus planos esbarram na intenção de parte do PMDB paulista de apoiar a reeleição do petista Fernando Haddad, com Gabriel Chalita, atual secretário de Educação, como vice.

Após o almoço, Skaf se reunirá também com os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Apesar de Skaf reclamar do pacote fiscal lançado pelo governo, principalmente da parte que define as regras para o auxílio-doença, o presidente da Fiesp apoia as medidas que serão anunciadas amanhã pelo Planalto e que mudam as regras do Simples Nacional.

Entre as mudanças que serão anunciadas, está inclusa a elevação do teto de faturamento das empresas que podem ser incluídas no regime diferenciado de arrecadação. Atualmente o Simples atinge empresas com faturamento até R$ 3,6 milhões. Este limite será elevado para R$ 7,2 milhões.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015 Partidos | 10:30

Roberto Freire está a postos para voltar à Câmara

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Presidente nacional do PPS, Roberto Freire. Foto: Divulgação

Presidente nacional do PPS, Roberto Freire. Foto: Divulgação

Com a decisão do Supremo Tribunal Federal de arquivar a investigação sobre o suposto envolvimento do deputado Rodrigo Garcia (DEM-SP) no chamado cartel do metrô, a expectativa é de que a qualquer momento ele seja convidado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) para voltar ao secretariado paulista.

Assim, surgiria mais uma vaga para os suplentes eleitos por São Paulo, abrindo espaço justamente para o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, que chegou à quarta suplência. Aliado do PSDB em São Paulo, o PPS esperava ansioso desde a eleição para que a fila andasse.

Três já saíram da frente, todos convidados para ocupar secretarias: Arnaldo Jardim (PPS), Floriano Pesaro (PSDB) e Duarte Nogueira (PSDB) assumiram, respectivamente, Agricultura, Desenvolvimento Social e Transportes.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015 Cidades | 07:30

De volta à planície, Suplicy abre agenda com sem-teto e combate ao crack

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Senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Foto: Divulgação

Senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Foto: Divulgação

Prestes a se despedir dos últimos dias como senador, o petista Eduardo Suplicy (SP) decidiu antecipar para antes da posse a agenda de secretário de Direitos Humanos no governo Haddad.

Neste fim de semana, o petista acompanhará o padre Julio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo, em uma conversa com sem-tetos da Zona Leste de São Paulo. O grupo foi alvo de uma ação de despejo da subprefeitura da Mooca, na última sexta-feira, por ocupar uma lateral do viaduto Bresser.

Suplicy ainda promete ler também nos próximos dias a tese de doutorado da antropóloga Taniele Rui, que desde 2008 pesquisa o consumo de drogas em São Paulo e Campinas, com atenção especial ao impacto de políticas públicas sobre a Cracolândia. “Vou ler e estudar com atenção e depois quero conversar com ela”, diz Suplicy.

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domingo, 25 de janeiro de 2015 Partidos | 06:00

‘PSOL reproduz muito do PT de 30 anos atrás e queremos evitar isso’, diz ex-marineiro

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Ex-porta-voz da Rede Sustentabilidade em São Paulo e idealizador da política dos Pontos de Cultura criada pelo governo Lula, o historiador Célio Turino é um dos principais responsáveis pela articulação em torno da criação do Avante – nome provisório do partido que pretende dar uma resposta à crise de representatividade revelada nas manifestações de junho de 2013.

O historiador Célio Turino, ex-porta-voz da Rede Sustentabilidade em São Paulo. (Foto: Reprodução / Facebook)

O historiador Célio Turino, ex-porta-voz da Rede Sustentabilidade em São Paulo. (Foto: Reprodução / Facebook)

Em entrevista ao Poder Online, Turino afirma que já teve início uma nova onda de manifestações populares e que é preciso “uma maior articulação entre os movimentos dispersos, bem como a definição de uma pauta comum”, para que as demandas tenham êxito. Este seria o papel do Avante, que hoje reúne lideranças como a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), além de representantes de movimentos como a greve dos garis no Rio de Janeiro e dos protestos contra o aumento da tarifa em São Paulo.

Leia também: Dissidência da Rede cria partido para tentar catalisar movimentos sociais

De acordo com Turino, os partidos atualmente existentes não conseguiram dar essa resposta. “Avaliamos que o PSOL reproduz muito do PT de 30 anos atrás e queremos evitar este caminho”, diz o historiador. “Buscamos um partido de novo tipo, que represente uma fusão entre os movimentos da sociedade e a busca de um novo cenário institucional, em que o Estado esteja colocado a serviço do povo.” Leia abaixo a entrevista completa.

No último fim de semana, tiveram início as primeiras discussões formais sobre a criação deste novo partido. Como foi esse primeiro encontro?
A presença nos surpreendeu positivamente, foram cerca de 200 pessoas no auditório do cursinho Henfil, em São Paulo, mais um grande número acompanhando pela internet. No primeiro dia, apresentamos as ideias gerais para a constituição de um partido de novo tipo no Brasil, com características de Partido-Movimento, como os que têm surgido na Europa, em oposição às políticas recessivas, como Podemos na Espanha ou Syriza na Grécia. Estiveram presentes vários amigos espanhóis, que participaram dos Acampamentos nas Praças, 15 M e formação dos novos partidos e movimentos espanhóis, como Partido X, Ganyem Barcelona e Podemos. Também foi muito festejada a presença ativa da Luiza Erundina. No segundo dia tratamos de nossa organização, além de estudarmos mais a fundo as novas experiências de fazer político, seja na América Latina e na Europa.

Vocês já pretendem dar início ao processo de formalização da sigla? Existe algum prazo?
Trabalhamos sem preocupação com calendário eleitoral. Porém, a adesão espontânea tem sido muito grande em todo país, o que pode agilizar a nossa constituição formal. Já estamos na fase final de redação do manifesto, que se chamará Carta Cidadanista, bem como do nome definitivo e estatuto.

Que movimentos têm participado da construção desse processo?
Inúmeros, sobretudo coletivos e movimentos surgidos a partir das jornadas de junho de 2013. De lideranças da greve autônoma dos Garis, no Rio de Janeiro, a ativistas contra o Estado de Exceção, resultante da repressão judiciária e policial.

Além de São Paulo e Rio de Janeiro, em que estados vocês já têm articulações?
No nosso último levantamento eram 18 estados, ao todo. Mas a cada dia surgem novas propostas de participação. Já são centenas de pessoas envolvidas neste projeto, com grande inserção em diversos coletivos e movimentos.

O que representa o lema de “Avante”, escolhido por vocês? Avante em direção a que e a quem? O nome é, de fato, provisório?
Sim, é um nome provisório e já estamos em consulta final para definição do nome. Avante foi escolhido como referência às lutas anarquistas e socialistas do passado, da música Bandiera Rossa, que canta “avanti poppolo, Bandiera Rossa…” (do italiano, “avante, povo, bandeira vermelha”). Ao mesmo tempo, um passo avante para o futuro, rompendo com o atual quadro partidário, em que os partidos, ao invés de servirem à sociedade, se servem dela.

A deputada Luiza Erundina tem dito que o Avante surge em um momento muito oportuno, para dar resposta a um “esgotamento do atual sistema”. Como um partido político operando dentro da institucionalidade poderia fazer um contraponto a esse sistema?
Exatamente, há um esgotamento do atual sistema político-partidário e isto irá provocar crises de governabilidade cada vez mais intensas, com reflexos negativos na vida de toda a sociedade. Buscamos um partido de novo tipo, que represente uma fusão entre os movimentos da sociedade e a busca de um novo cenário institucional, em que o Estado esteja colocado a serviço do povo.

Saiba mais: ‘Daqui pra frente, pretendo voltar às minhas origens’, diz Erundina

Recentemente, o deputado Ivan Valente afirmou que haveria espaço no PSOL para nomes como o senhor e a deputada Luiza Erundina, que hoje estão construindo o Avante (leia mais). Por que não se somar a eles? No contexto brasileiro, o que diferencia a proposta do Avante da proposta do PSOL?
O respeito é recíproco e acreditamos que estaremos juntos com o PSOL em diversas ações comuns. Porém, avaliamos que o PSOL reproduz muito do PT de 30 anos atrás e queremos evitar este caminho.

Boa parte das ideias apresentadas pelo Avante são semelhantes ao que motivou o surgimento da Rede Sustentabilidade. No entanto, como o senhor mesmo tem dito, Rede perdeu a possibilidade de dar uma resposta àquele sentimento de insatisfação popular que nós observamos nas manifestações de 2013, ao se render à política tradicional e à polarização entre o PT e o PSDB. Qual é a proposta do Avante para escapar disso?
Exatamente, a Rede, lamentavelmente, revelou uma distância entre o que se diz e o que se faz. Isso a distanciou da construção de uma nova política, principalmente quando houve a adesão à candidatura de Aécio (Neves, PSDB-MG). Mas, independente disto, a construção do Avante é bastante diferente da construção inicial da Rede. Primeiro pela composição, em que a maioria das pessoas nem vêm da Rede e sim de movimentos sociais autônomos, além de dissidentes de partidos como PSOL, Piratas, PT, PCdoB e PSB. Segundo, pelas raízes programáticas, baseadas nos princípios do Bem Viver – Tekó Porã, em guarani, que é um conceito ameríndio que busca a harmonia entre humanos e a terra -, Bem Comum, Ecossocialismo e Cidadanismo.

A proposta das coalizões suprapartidárias, a exemplo do modelo espanhol, em que o partido indica candidaturas para serem apoiadas em cada local, independente de alianças maiores, não seria uma forma de se render a essa política tradicional também?
Estamos trabalhando nesta perspectiva para 2016, buscando contribuir para a constituição de alianças cidadanistas nos municípios, como o que aconteceu em Medellin, na Colômbia, a partir de 2002 e revolucionou a cidade. Fez com que Medellin, antes conhecida como cidade do cartel das drogas, se transformasse na cidade mais inovadora do mundo, dez anos depois, segundo reconhecimento da ONU. Em nosso seminário, tratamos de analisar estas experiências, tanto que um de nossos convidados, Javier Toret, é um dos principais articuladores da coalizão GanyemBarcelona.

O senhor diria que o Avante é uma tentativa de resposta às manifestações de 2013?
Sim. Muito provavelmente haverá uma nova onda de manifestações populares, conforme já estamos assistindo em grandes cidades, como São Paulo. As medidas recessivas e antipopulares adotadas pelo governo Dilma, como corte em direitos trabalhistas, sobretudo no seguro desemprego e pensões de viúvas e órfãos, bem como o corte no orçamento da educação, na ordem de R$ 7 bilhões, e demais investimentos públicos, enquanto, ao mesmo tempo, eleva impostos e tarifas, irão intensificar este ambiente de insatisfação, ainda mais porque todo este esforço acontece apenas para pagar mais juros aos especuladores e bancos, e mais nada. Para que a nova onda de manifestações tenha êxito, será necessária uma maior articulação entre os movimentos dispersos, bem como a definição de uma pauta comum. Daí a necessidade urgente de uma nova forma de partido político, evitando a dispersão programática que houve com as jornadas de junho de 2013.

Existem articulações para a fundação de diversos partidos, no próximo ano. A própria Rede Sustentabilidade, além do Partido Novo, Partido Pirata, Partido do Combate ao Desemprego e novas versões do Partido Liberal e do Arena são alguns exemplos. Sem contar com partidos recentemente registrados, como PEN, PROS, Solidariedade e PSD. Como o senhor enxerga esses processos? O que explica essa multiplicidade de partidos. Neste contexto, como responder à crítica de que o Avante seria apenas uma sigla a mais?
Esta busca por novos partidos só indica o esgotamento do atual sistema partidário e do próprio sistema político. Ao mesmo tempo em que há muitos partidos, falta um partido mais moldado à semelhança do povo brasileiro. O que temos hoje é muito mais uma casta política e econômica que cada vez mais tem se apropriado do bem público e é contra esta casta que pretendemos lutar. Independentemente de siglas que, no fundo, se revelam muito parecidas entre si, conforme se comprova com o programa econômico da Dilma, que é absolutamente igual ao do Aécio ou mesmo da Marina, talvez até mais agravado na intensidade, por ausência de oposição. Há que fazer política em outras bases e assim faremos.

Leia também: ‘Um partido de oposição não é muito bem-vindo’, diz fundador do Partido Novo

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