Publicidade

Posts com a Tag sni

terça-feira, 15 de janeiro de 2013 Militares | 18:00

Espionagem sustentou ditadura

Compartilhe: Twitter

São cada vez mais surpreendentes as descobertas da Comissão Nacional da Verdade sobre a extensão do serviço de espionagem que amparou os 21 anos de ditadura militar.

O “grande irmão” leva o pomposo nome de SISNI (Sistema Nacional de Informações), alimentado em ritmo frenético e ininterrupto pelo famoso SNI e pelos os órgãos das Forças Armadas, conhecidos pelas siglas de CIE, do Exército, CENIMAR, da Marinha, e o CISA, da Aeronáutica.

Não havia um órgão estatal, ministério ou autarquia, que não tivesse um departamento (DSI) ou assessoria (ASI) para coletar informações.

O pagamento extra mensal com verba do SISNI ao servidor que aceitava colaborar era mais alto que o salário, o que funcionava como um grande estímulo à delação. A espionagem era, enfim, um estado dentro do estado.

Não foi por acaso que os generais que se revezavam na presidência eram todos originários do SNI.

Faz sentido também o desabafo do idealizados do “serviço”, o general Golbery do Couto e Silva ao se deparar com a conspiração do fogo amigo contra a abertura política: “Criei um monstro”, disse na ocasião.

Autor: Tags: , ,

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013 Brasil | 11:00

SNI vetou ingresso de Fonteles no Ministério Público

Compartilhe: Twitter

A reconstituição dos anos de chumbo tem trazido à memória dramas pessoais que o procurador Claudio Fonteles, coordenador da Comissão Nacional da Verdade, havia deixado no passado.

Fonteles foi perseguido, escondeu-se da polícia e, mais tarde, teve seu nome vetado pelo SNI quando tentou ingressar no Ministério Público Federal (MPF), em 1973.

“Havia sido aprovado na prova escrita, mas precisava ainda passar pelo o ‘exame’ do SNI para fazer a prova oral. Encaminharam meu nome com uma pergunta: pode seguir? Não pode, respondeu o SNI”.

O futuro procurador, que se tornaria o primeiro chefe do MPF de Lula foi vetado por causa da militância na Ação Popular, organização de origem católica que se dividiu entre a luta armada e o enfrentamento político.

Ele revela que quem derrubou o veto foi o ex-procurador geral da República, Henrique Fonseca de Araújo, que peitou o SNI colocando seu cargo à disposição numa conversa transparente com o então ministro da Casa Civil do governo Geisel, Leitão de Abreu.

Araújo explicou que sabia dos ideais socialistas do candidato a procurador, mas que ele era homem de sua estrita confiança. Leitão de Abreu argumentou que se tratava de um comunista.

Amigo e conterrâneo do chefe da Casa Civil, Araújo condicionou: se o veto fosse mantido, ele deixaria a função de consultor de Leitão de Abreu e voltaria para o Rio Grande do Sul. O então ministro acabou rasgando o veto do SNI e Fonteles iniciaria a trajetória que o levou ao topo da carreira.

Autor: Tags: , , , ,