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Posts com a Tag Tapajós

quinta-feira, 8 de novembro de 2012 Congresso | 07:30

Separatismo volta ao Congresso

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A derrota no plebiscito de dezembro de 2011 não encerrou a questão do separatismo amazônico.

O deputado Lira Maia (DEM-PA), um dos principais líderes pela frustrada tentativa de emancipar a região do Tapajós, redigiu uma nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para modificar o artigo que define “população diretamente interessada” – os eleitores aptos a decidir sobre criação de novos estados.

Como o Supremo Tribunal Federal interpretou, em agosto do ano passado, que os interessados são os eleitores de todo o estado a ser desmembrado, Lira propõe o contrário: diretamente interessada é só a população que luta por autonomia.

Tem o apoio do deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), que defendia a criação do estado do Carajás, também derrotada no mesmo plebiscito. Os dois sustentam que a imensa maioria da população quer a separação.

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 Brasil | 10:06

Derrotado no plebiscito, deputado se refugia no interior do Pará

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Depois de a população do Pará rejeitar a criação de Carajás e Tapajós, o líder do PDT na Câmara, deputado Giovanni Queiroz, defensor da divisão, se refugiou em sua fazenda, no interior do estado.

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sábado, 10 de dezembro de 2011 Brasil | 06:04

Giovanni Queiroz: “Pará só sairá do fundo do poço com a criação dos novos estados”

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O deputado Giovanni Queiroz (Foto: Divulgação)

O líder do PDT na Câmara, deputado Giovanni Queiroz, deixou Brasília no início da semana para fazer campanha pela criação de Carajás e Tapajós.

Autor de um decreto legislativo apresentado há quase vinte anos pela divisão do Pará, ele afirma que o estado só sairá do fundo do poço se a população paraense aprovar amanhã, em plebiscito, a criação dos novos estados.

– Para sairmos do fundo do poço, temos que criar os estados. É a única forma de angariar recursos financeiros para alavancar o nosso desenvolvimento e atender as nossas demandas – defendeu.

Em conversa com o Poder Online, o deputado que trabalha com possibilidade de governar o futuro estado de Carajás, diz que os novos estados nasceriam com extraordinária capacidade de investimento e que há exemplos no mundo todo de que a “descentralização, a reorganização geopolítica, é fundamental para ter êxito na gestão”.

Poder Online – Por que o senhor é a favor da divisão?

Giovanni Queiroz – Porque esse é o único projeto de desenvolvimento para o estado do Pará e para a Amazônia. O mais importante projeto. Hoje, a capacidade de investimento do Pará é zero. O governador não teve capacidade de pagar o piso salarial nacional do professor, que é R$ 1188,00. Aqui no Pará está se pagando R$ 1122,00. E o governador ganhou a causa na Justiça porque provou que não tem dinheiro para os R$ 66,00 que faltam. Os nossos hospitais estão superlotados e os médicos não recebem desde outubro. O estado do Pará chegou no fundo do poço em termos de capacidade de investimento. E, logicamente, isso atrapalha a gestão: sem dinheiro, não se tem bom gestor. Para sairmos do fundo do poço, temos que criar os estados. É a única forma de angariar recursos financeiros para alavancar o nosso desenvolvimento e atender essas demandas de educação, de saúde.

Poder Online – Qual é a garantia que os eleitores têm que depois da criação dos novos estados será diferente?

Giovanni Queiroz – Há o exemplo dado pelo mundo todo na sua organização geopolítica, descentralizando a gestão e colocando o cidadão próximo do gestor e o gestor, por sua vez, logicamente, próximo do cidadão. Para facilitar o atendimento das demandas e a participação do cidadão na fiscalização. O mundo já exemplificou para o Brasil que a descentralização, a reorganização geopolítica, é fundamental para ter êxito na gestão.

Poder Online – E no Brasil?

Giovanni Queiroz – Temos aqui dois laboratórios a céu aberto: Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, há 33 anos; e Goiás e Tocantins, há 22 anos. Todos os dois exitosos, extremamente exitosos. A ponto de terem um crescimento do PIB 250% superior ao crescimento médio do PIB nacional. Quando se fala em infraestrutura, havia apenas 110 quilômetros de rodovias pavimentadas no Tocantins quando ele foi criado. Hoje são 6 mil quilômetros. Se olharmos para a questão do saneamento, o Tocantins tinha apenas 5% de água encanada. Hoje 97,5% das residências urbanas no Tocantins têm água encanada e potável, o que é mais importante. Você pode abrir a torneira e beber água. Na área da educação foi provocada uma revolução. Eles têm cinco faculdades de Medicina. O Pará todo só tem quatro. E nós, no Carajás, não temos nenhuma. O desenvolvimento do Tocantins, seja na área econômico, social, educacional, estruturante, foi tão grande, tão exitoso, que causa inveja às outras regiões, que estão convivendo com o atraso.

Poder Online – Um dos argumentos dos que estão contra a divisão é que os novos estados implicariam gastos extras.

Giovanni Queiroz – Contra fatos não há argumentos. É assim que está o pessoal do não aqui. Eles estão dizendo não e não e sem dizer o motivo. E se ganhar o não, o que acontece no dia seguinte? Nada. O Pará continuará desse mesmo jeito. E mais: alguns dados sobre o Pará nos assustam. O Pará tem um dos piores índices educacionais do Brasil. Das 100 cidades mais violentas do país, 17 delas estão no Pará. Sendo 12 delas em Carajás. Marabá, que é a cidade mais importante do Carajás, é a quarta cidade mais violenta do país. E isso ocorre por causa da ausência de Estado. Da ausência de governo.

Poder Online – Se a proposta de divisão do Pará for aprovada, Carajás e Tapajós serão totalmente dependentes do governo federal?

Giovanni Queiroz – Os estados nasceriam com capacidade de investimento na ordem de 30%, 40% de seus orçamentos. Para exemplificarmos, o orçamento consolidado do Tocantins em 2010 foi de R$ 5 bilhões. Sendo que 20% da receita ficaram para investimento. O estado do Tocantins foi criado numa condição de miséria absoluta e o governo federal não repassou nos cinco primeiros anos nenhum centavo. Foi repassado R$ 500 milhões cinco anos depois de o estado nascer, em termos de transferências voluntárias. O Tocantins, que estava na miséria absoluta por 22 anos, se transforma num estado com crescimento rápido. E não dependeu de nenhum centavo do governo para montar sua estrutura.

Poder Online – Se o “sim” ganhar, quando será a eleição para os governos dos estados de Carajás e Tapajós?

Giovanni Queiroz – Inicialmente pensávamos na possibilidade de esperar três anos para fazer a eleição de governador junto com as eleições de 2014. No entanto, se o “sim” ganhar, achamos que é melhor fazer já a eleição no ano que vem, com um mandato tampão de dois anos. Porque diminui esse sofrimento. O estado não tem capacidade de gestão.

Poder Online – O senhor é candidato a governador de Carajás?

Giovanni Queiroz – Eu quero primeiro criar o estado. Depois eu até discuto isso com você.

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Brasil | 06:01

Deputado contrário à divisão do Pará diz que plebiscito deixará sequelas

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Zenaldo Coutinho (Foto: Beto Oliveira/Ag. Câmara)

Presidente da Frente em Defesa do Pará Contra a Criação do Estado do Carajás, o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB) afirmou que o plebiscito de amanhã sobre a divisão do estado deixará sequelas devido ao acirramento do tema.

— A desqualificação do Pará e de nossa gente deixará marcas — disse.

Em entrevista ao Poder Online, Coutinho defendeu que os problemas enfrentados hoje no Pará não têm a ver com o tamanho de território, mas com as perdas geradas pela Lei Kandir.

E argumentou que a criação dos estados de Carajás e Tapajós apenas aumentará despesas e a criminalidade.

Poder Online – O governador Simão Jatene disse que o plebiscito cria ressentimento e mágoa no povo? O senhor concorda?

Zenaldo Coutinho – Teremos sequelas por causa do acirramento de ânimos e de excessos e atitudes desnecessárias. A desqualificação do Pará e de nossa gente deixará marcas. Mas a partir do dia 12, temos o papel de apagar as diferenças e divergências, pelo bem do estado.

Poder Online – Qual é sua aposta para o resultado amanhã do plebiscito?

Zenaldo Coutinho – O número de contrários à divisão do estado vai crescer. Acho que será maior do que os 61% apontados no último Datafolha.

Poder Online – Por que o senhor é contra a divisão do estado do Pará?

Zenaldo Coutinho – As dificuldades que o Pará enfrenta hoje não estão vinculadas ao tamanho do território. Sofremos é uma apropriação dos nossos recursos pela União para garantir a balança comercial do Brasil. A exportação de primários como o minério, o gado e a madeira – que são base da nossa economia – hoje é desonerada de impostos por causa da Lei Kandir. O Pará já perdeu 21,5 bilhões por causa dessa lei. Enquanto isso, acolhemos, a cada dia, mais imigrantes, em geral pobres, sem qualificação e em busca de emprego.  E, em contrapartida, recebemos migalhas. A nossa renda per capita é baixa por conta dessa situação injusta preconceituosa.

Poder Online – Mas os investimentos não seriam mais bem distribuídos se o estado fosse dividido?

Zenaldo Coutinho – Talvez no século passado, não na economia do século 21. Se não, estados menores como o Piauí e Alagoas seriam extraordinários. Por que, então, Minas Gerais e o Amazonas não aceitam dividir seus territórios?

Poder Online – No caso da saúde, por exemplo, onde casos de alta complexidade precisam ser encaminhados para Belém, a divisão não ajudaria regiões mais afastadas?

Zenaldo Coutinho – Belém é referência em casos de oncologia e cardiologia. Mas temos atendimento de alta e média complexidade nos cinco hospitais regionais do país. Não estou dizendo que estamos às mil maravilhas. Temos muitos problemas, mas isso não é por causa da extensão do estado. Proximidade física de governante não significa eficácia.

Poder Online – Tocantins e Mato Grosso do Sul, que foram desmembrados, deram grandes saltos econômicos e sociais…

Zenaldo Coutinho – São casos totalmente diferentes. O Mato Grosso foi dividido na época do Geisel, que estava preocupado com as fronteiras entre o Brasil e países da América do Sul. Mas ele investiu recursos especiais no novo estado, assim como Tocantins, que foi criado pela Constituinte, e o estado teve perdão de suas dívidas. No caso do Pará, teríamos de dividir o Fundo de Participação dos Estados entre os três, não teríamos perdão da dívida e ainda gastaríamos para construir estrutura de governo. Quem paga essa conta? O povo.

Poder Online – Separatistas dizem que o desmatamento e criminalidade diminuiriam com a criação de mais dois estados.

Zenaldo Coutinho – Pelo contrário, agravaria a criminalidade e a pressão contra o meio ambiente, porque aumentaria o fluxo migratório para as novas capitais.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011 Congresso | 18:04

Saída de Lupi libera líder do PDT para campanha no Pará

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A cinco dias de o eleitor do Pará ir às urnas para decidir a divisão do estado, o líder do PDT na Câmara, deputado Giovanni Queiroz, deixou Brasília hoje para fazer campanha pela criação de Carajás e Tapajós.

Um dos maiores defensores da divisão do estado, Queiroz era também um árduo advogado da permanência de Carlos Lupi no Ministério do Trabalho.

Com a queda de Lupi, Queiroz provavelmente avaliou que pouco tinha o que fazer na capital. Agora, se dedica exclusivamente ao plebiscito.

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terça-feira, 2 de agosto de 2011 Brasil | 18:18

Ganso é escalado para defender o Pará

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Paulo Henrique Ganso (Foto: Alex Silva/AE)

O jogador santista e da seleção brasileira Paulo Henrique Ganso foi escalado para compor o time de defensores da unidade do estado do Pará.

Ele deve ser um dos garotos propaganda da frente que vai fazer campanha pela não divisão de seu estado natal. Outro colega de chuteiras santista, o lateral Pará, também vai fazer parte do time.

Os dois foram convocados pelo também paraense e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante.

Ele, que age como cidadão nessa luta – uma vez que a OAB não tomou partido sobre a divisão do Estado -, tem buscado paraenses ilustres para a frente que quer dizer não à divisão do estado nas unidades federativas do Tapajós e Carajás.

O plebiscito sobre a divisão do Pará está marcado para o dia 11 de dezembro.

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quinta-feira, 14 de julho de 2011 Brasil | 17:56

Duda Mendonça apresenta campanha pela divisão do Pará

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Réu no processo do mensalão do PT, o publicitário Duda Mendonça será a estrela dos atos que marcarão a arrancada da campanha do plebiscito, inicialmente marcado para 11 de dezembro, sobre a divisão do estado do Pará.

As frentes pró-Carajás  e pró-Tapajós serão lançadas na próxima quinta-feira em atos programados em Belém, Marabá e Santarém, no mesmo dia, com a presença de Duda e do grupo emancipacionista, liderado pelo deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA).

Duda vai apresentar as peças que criou para divulgar a causa. Ele tem propriedades na região e estaria fazendo o trabalho sem cobrar do movimento.

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